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Editorial

LANÇAMENTOS DA EDITORA PERMANÊNCIA

Setembro 2, 2014 escrito por Dom Lourenço

Iniciamos o mês de setembro com a chegada de duas novidades:

Revista Permanência 275 e Martirológio Romano.

1) Revista Permanência 275

   Nossa Revista propõe aos leitores vários artigos de análise da situação da Igreja. A crise que nos angustia há tantas décadas vai sufocando a alma católica e nos conduzindo a um impasse terrível. Tem-se a impressão de que em breve não haverá mais nada de humano a ser feito, senão abandonarmos nossas vidas e nossa fé nas mãos de Nosso Senhor, chorar nossos pecados e aguardar a intervenção de Jesus Cristo no governos de sua Igreja.

Seria o fim? Não podemos pensar assim. Ao contrário, temos a força sobrenatural da virtude da Esperança que vem em socorro da nossa fé e nos prepara no combate.

Como exemplo da decadência, analisamos o pontificado do papa Francisco, continuamos a tratar do tema das canonizações, dessa vez apresentando a verdadeira face da madre Tereza de Calcutá, e analisamos a visão de Gustavo Corção sobre a existência da "Outra", esse igreja inventada por Vaticano II que tenta esmagar a verdadeira Igreja Católica.

 

Outros artigos importantes seguem, principalmente o belo texto do Pe. José Maria Mestre, já nosso conhecido, dessa vez falando sobre os meios de santificação. Assinalamos também um artigo muito antigo do famoso Câmara Cascudo, contando

 

como nosso grande e santo bispo, Dom Vital, foi defendido na Câmara dos Deputados, quando estava preso nas masmorras do Rio de Janeiro.

 

R$ 25,00

 

 

 

 

 

 

 

2) MARTIROLÓGIO ROMANO

O Martirológio é um livro litúrgico usado pela Igreja para anunciar as festas dos santos na véspera do seu dia. Sua leitura diária é feita no final do Ofício de Prima ou na leitura do Refeitório, comum às casas religiosas. Os que não são religiosos podem usá-lo em sua oração da manhã ou da noite, como preparação para o dia seguinte. Como o Concílio Vaticano II modificou em muitos pontos o calendário das festas litúrgicas, trazendo certa confusão nas almas, tornou-se urgente a publicação do calendário tradicional, mantido por todos os padres fiéis à Tradição. Nossa edição traduzida para o português é precedida de uma explicação sobre as principais noções e conceitos que entram na elaboração do Ano Litúrgico, tais como o número de ouro, a epacta, a letra do Martirológio e outros. 462 páginas. Indices diversos.

R$ 70,00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perseguição no Iraque e castigo da humanidade

Julho 22, 2014 escrito por Dom Lourenço

A perseguição aos católicos nos países muçulmanos continua dramática e cruel. Vejam o que foi difundido nas agências de notícias:

A situação dos cristãos no Iraque está ficando cada vez mais dramática. Neste final de semana a Mitra Diocesana de Mosul foi incendiada e o Mosteiro de Mar Behnam, que fica a dez minutos da cidade de Qaraqosh, foi tomado pelos fundamentalistas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL), que na semana passada obrigaram os fiéis a fugirem de Mosul depois de marcar as suas casas com a frase “imóvel de propriedade do ISIL”.

Em toda a história da humanidade, Deus castigou os povos que se afastaram da sua santa Lei. Como o mundo todo, hoje, incluindo o próprio Vaticano, já não quer o domínio de Deus sobre os homens, é de se esperar castigos salutares, para a nossa salvação.

Nas regiões islâmicas, a cruz vem pela morte e por crueldades variadas; entre nós, somos duramente perseguidos por leis iníquas que nos constrangem e impedem a prática do bem e a difusão da verdade.

Que Nossa Senhora de Fátima nos proteja da calamidade. Venha a nós o Vosso Reino!

 

Pode a Igreja morrer?

Dom Lourenço Fleichman OSB

Muitas pessoas me pedem que atualize com mais freqüência o site. Confesso que não tenho conseguido me dedicar mais a este apostolado, levado pelo excesso de trabalho nas quatro capelas sob minha responsabilidade, nas revisões doutrinárias dos livros que editamos e na cura das almas. Estamos iniciando agora o projeto do Colégio São Bernardo, a primeira escola da Tradição no Brasil, sobre a qual falaremos a seu tempo.

Felizmente tenho a ajuda de uma equipe atuante no que toca a produção da Revista Permanência, de outra forma não conseguiria manter o ritmo dos lançamentos trimensais. Confesso que é um trabalho que nos traz muita satisfação.

Agora mesmo assistimos a mais um grave escândalo do ecumenismo desenfreado. A reunião promovida pelo papa Francisco I dentro do Vaticano, no domingo de Pentecostes é apenas um gemido naturalista, um grunhido da História, dentro da obra destruidora do Vaticano II.

LEIA A CONTINUAÇÃO

LANÇAMENTOS DA EDITORA PERMANÊNCIA

Agora é o nº 274, da nossa

Revista Permanência que já está à venda.

Editorial - Vaticano II canonizado - uma análise crítica às canonizações impossíveis de João XXIII e João Paulo II.

Ainda nesse tema, John Vennari escreve sobre Madre Tereza de Calcutá, mostrando o quanto esta religiosa está longe dos cristérios católicos de santidade.

Publicamos ainda um belíssimo trabalho do Pe. Calmel O.P., sobre as grandezas de Jesus Cristo, no qual o corajoso dominicano combate o  rebaixamento da divindade de Jesus Cristo, operada pelo último Concílio.

Vários outros artigos ilustram este número de Pentecostes da nossa Revista.

Dessa vez, a polêmica fica por conta da entrevista exclusiva concedida pelo Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra. Nossos leitores já o conhecem, sobretudo por causa do livro A Verdade Sufocada, que vendemos em nossa livraria virtual.

O Cel. Ustra foi escolhido como bode expiatório pelo governo do PT, para pagar pela derrota impressionante que nossos militares infringiram aos comunistas já acampados no poder, em 1963, e que ousaram lançar uma guerra civil no Brasil. Foram derrotados.

Hoje, de volta ao poder, os antigos terroristas  não sossegam enquanto não se vingarem dos nossos militares.

Mas eles não esperavam que o Cel Ustra lançasse em livro documentos e depoimentos que desmontam, uma a uma, as acusações caluniosas da mídia e dos tribunais.

O Cel Ustra aceitou responder às nossas perguntas e honra nossas páginas com sua presença.

CLIQUE AQUI E LEIA A REVISTA PERMANÊNCIA

 

Outra novidade:

PEQUENO MANUAL DO CATÓLICO

Este livreto de Dom Lourenço Fleichman OSB expõe, em perguntas e respostas, a prática da Igreja sobre o comportamento que devemos ter quanto a questões da vida da Igreja. Quanto à Santa Missa, ao templo, ao missal, aos cinco Mandamentos da Igreja, e de todos os Sacramentos. Ele responderá, certamente, a muitas dúvidas da atualidade.

Formato 18 x 12, 50 páginas  R$  17,00

Do ORKUT ao FACEBOOK

Dom Lourenço Fleichman

Há alguns anos, após tecer algumas considerações sobre o fenômeno do Orkut, primeira "rede social" a se espalhar de modo universal, atingindo particularmente o Brasil, lancei uma campanha aconselhando ao leitor apagar sua conta naquele sistema de escravidão. Os e-mails recebidos na época indicaram cerca de 150 pessoas que tomaram a iniciativa de apagar sua conta e de escrever à Permanência comunicando este fato.

Analisando este número de corajosos leitores, considerei um resultado muito bom, diante dos meios de que dispomos e, sobretudo, diante dos motivos espirituais e civilizacionais oferecidos como incentivo para se tomar decisão aparentemente tão sofrida e difícil.

O diabo não dá ponto sem nó, como se diz, e logo surgiu fenômeno mais amplo e pernicioso do que o primeiro. Contam que o Facebook começou como um sistema de reconhecimento dos rostos dos alunos em certa universidade. Basta conhecer um pouco a natureza humana para compreender porque milhões de pessoas pelo mundo foram contaminados com a Síndrome da Bruxa Má, da Branca de Neve! "Espelho, espelho meu". O engenhoso "crachá" eletrônico é como a "imagem da besta", que aparece no Apocalipse. O joguete do dragão adquiriu tanto movimento que ele fala, escreve, e vai variando sua bela imagem, cativando a todos e gozando dessa imensa felicidade: "digam-me se há mais bela do que eu" Continue Lendo

Jó, o Eclesiastes e o Orkut

 Dom Lourenço Fleichman OSB

Conta o Livro de Jó, em seu início, uma conversa entre Deus e Satanás. Quando Deus pergunta a Satanás o que anda fazendo, o Príncipe das Trevas responde: "Andei dando voltas pelo mundo e passeando por ele". Podemos perceber que não é de hoje que o Demônio anda por aí espalhando entre os Filhos dos Homens sua malícia disfarçada em coisas boas. Como anjo mau muito esperto, o Demônio hoje não passeia, ele navega pelas ondas da virtualidade (coisa fácil para um espírito). "Andei navegando pelo Orkut, e vi a juventude entediada, vazia e descarada!" E eu, no meu esconderijo protegido contra Orkuts fiquei imaginando se o Cão não estaria dizendo uma grande mentira, um exagero, com alguma intenção desconhecida.

Lá fui eu, então, na carona das ondas virtuais, procurar vestígios da mentira de Satanás. E o que eu encontrei foi um espetáculo terrível. Não é que o Bicho disse certo? E me lembrei do sábio Rei que escreveu: "Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?"

Encontrei todo tipo de gente e todo tipo de comunidade. A grande maioria faz do Orkut um ponto de encontro que é mais ou menos assim: pelas ondas virtuais eles chegam a uma praça. No lugar das árvores, foram ali plantadas algumas centenas de pedestais. E cada um que chega na praça, sobe num pedestal. É assim, nesta cômoda posição de glória, que se inicia a vida intensa dessa noite assanhada onde todo mundo é rei, rainha e deus. Do alto de suas coroas e com o cetro do seu poder, eles farão muitas coisas. Algumas vezes aquela exposição gloriosa na mídia virtual vai servir para um recado importante, para uma pergunta mais séria, e até isso servirá para levar essa gente a mergulhar fundo nas cavernas secretas e escuras de um mundo onde ninguém nos vê, ninguém exige um comportamento, onde se deixa a verdadeira personalidade e se assume um papel cômico, burlesco, diferente do real. Por cima das nuvens passei, observador alado, pensando e meditando na profunda transformação da alma humana operada por uma máquina de fabricar falsas personalidades.

O Orkut é uma fábrica de vaidades. Assim começa a ser fabricado o Virtual Frankstein, o monstro já sem controle de seus atos! O papel principal do pedestal da praça é dar a qualquer um a impressão de que se tem algo a dizer. Há muitas eras atrás, Gustavo Corção escreveu um artigo que dizia assim: "antes, os idiotas se calavam". O Orkut quebra de vez o silêncio dos imbecis. O Orkut lhes dá uma tribuna; e diria até, um Senado virtual. De fato, devemos entender que a tribuna em questão não é um banquinho colocado na esquina para atrair meia dúzia de desocupados e curiosos. A juventude atual contabiliza seus "amigos" na ordem da centena e do milhar. São oitocentos amigos de um, novecentos de outro, todo esse mundo lendo e babando diante dos deuses sentados em seus pedestais. Ora, é evidente que ninguém tem oitocentos amigos de verdade. Já ensinava o mesmo sábio rei que deixamos atrás ruminando a vaidade do mundo: "Nada se compara a um amigo fiel; quem o encontrou descobriu um tesouro" (Eclo, 6,14) Aquilo ali é um amontoado de interesseiros, de raposas que só estão na lista porque tem algum interesse nisso, nem que seja o de trocar elogios e depoimentos.

Estes depoimentos, também chamados pedantemente de "testimonial", é um dos aspectos mais repugnantes dessa praça de bajuladores. Pois é isso que se faz, ao trocar "testimoniais". Bajula-se seus "amigos", na espera da troca daquele favor. - "Dedinho, vc é tudo... amo mt...um cara super legal..."  e por aí vai a onda de elogios que em alguns minutos será respondido quando Dedinho puser no Orkut da amiga um elogio tão apaixonado quanto o primeiro. Vocês pensam que é exagero? Se Dedinho não o fizer, virá uma reclamação virtual, um muxoxo virtual e uma carinha idiota fazendo conta de que a outra está muito, mas muito triste. É curioso como isso lembra certas vaidades artísticas de elogios passados em obras de arte, em artigos de jornal ou em entrevistas à televisão. Os artistas trocam elogios e farpas com a mesma naturalidade com que os políticos trocam benefícios. O Orkut é uma escola de corrupção. A juventude se acostuma a dar e aceitar elogios e testemunhos que são independentes do valor real de cada um, de seus atos e de suas virtudes. Quando, amanhã, estiverem num emprego, numa posição política, serão já treinados em corromper e em serem corrompidos, e o pior, não terão vergonha disso!

Voltemos à praça dos pedestais. Como em toda praça, ali também acontece a feira. Tem feira na praça! E o que vendem nossos Orkuts? Vendem suas almas. Camelôs e mercadores apostam no sucesso dessa empresa. E colocam nas vitrines e bancadas fotos e videos, centenas de fotos, exposição máxima de si mesmos, dos seus interesses, do seu corpo, do vazio de suas almas. E trocam comunidades. Vocês sabem que o Orkut abriga alguns milhões de comunidades, ou seja,  pequenos sites que congregam supostamente interesses comuns. Nessa passagem da vida da praça, eles aceitam descer de seus pedestais para rastejar no chão, na poeira, na lama. E a ordem é essa: rastejem, ratos e víboras, porque vocês são todos iguais e o Orkut é a pura democracia! E vemos a fina flor da nossa juventude (e de alguns não tão jovens assim) rastejando, coaxando, grunhindo, inscrevendo-se em comunidades que conseguem reunir os seguintes dotes: um vazio total de qualquer interesse mais sério; uma liberdade total para gritar frases eróticas e palavrões idiotas; inutilidade completa. Mas o pior é o que acontece com essa pobre gente ao voltarem aos seus pedestais, já tendo vivido como animais no esgoto das ondas virtuais. Eles se acham tanto mais importantes quanto maior for o número de comunidades idiotas que frequentam. Vocês já imaginaram um anjo rolando no chão de tanto rir? Não falo dos anjos santos do Paraíso, porque eles não têm tempo nem interesse para isso. Mas o demônio rola no chão de tanto dar risadas vendo a ridícula cena das almas escravas do Orkut. (Anjo não rola porque é espírito, mas também ele sabe falsificar sua personalidade!)

Na minha viagem de reconhecimento, ouvi umas vozes ponderadas, timbres de gente sábia, que vinham lá do fundo desse abismo virtual. Diziam que usavam o Orkut para fins nobres. Que pelo Orkut trabalhavam para difundir a Tradição católica e que sem o Orkut não teriam esse sucesso. Andei assim olhando aqui e ali o que se escreve de religião.  Confesso que não me agradou o que vi. Por mais que mude o assunto, a postura espiritual é a mesma. Fazem parte da mesma praça, estão sentados nos seus pedestais tendo certeza de que são pessoas muito interessantes, cheias de coisas para dizer. Tem assim, na praça do Orkut, um canto para os teólogos e moralistas das cavernas da vaidade. E no meio de suas declarações de boas intenções, ouvimos aqueles grunhidos já nossos conhecidos, da gente que se expõe na vitrine do Orkut. Uns mais eruditos, outros mais estudiosos, mas todos com suas opiniões próprias sobre tudo e sobre todos. Um circo virtual. Liguem uma televisão num canal cultural e assistam a um programa de debates. É isso que acontece nas comunidades católicas do Orkut. Quem ali tem autoridade? Onde está o Magistério da Igreja, para dizer aos seus filhos se podem ou não podem falar sobre a sua doutrina? Também nas comunidades da Tradição reina a liberdade total de dar opiniões como se aquilo fosse dogma e certeza moral. É o mundo do livre exame protestante levado a todos os assuntos e a todas as doutrinas. Uns têm cócegas nos ouvidos, como diz S. Paulo a Timóteo, inclinados a todas as fábulas; outros têm cócegas na lingua, e falam sem parar.

Da vaidade para a curiosidade; da Luxúria para a vã glória, tudo o que vi por aí foram práticas de vícios capitais fomentadores de pecados mortais. E não sei o que é pior: se as paixões da juventude mundana ou as opiniões dos estudiosos católicos. Porque aquelas se inserem bem no mundo da vaidade, mas estes não percebem que também vivem dela.

E sobre tudo isso profetizou São Paulo:

"Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade."  (2 Timoteo, 3)

 

Dizem que a moda agora é sair do Orkut. Pode ser, pois o vazio dos jovens é tamanho que eles cansam de si mesmos também. Do nosso lado, quando lançamos há algum tempo atrás uma campanha contra o Orkut, recebemos mais de cem comunicações de Orkuts apagados. Nunca é tarde. E se você, caro leitor, quiser contabilizar o seu gesto corajoso de escapar dessa prisão, escreva para ....

 

Suma Teológica

Dezembro 19, 2013 escrito por admin

Concluímos publicação da 3a. parte da Suma Teológica.

Editorial do número 272, Natal 2013

O ORÁCULO DOS DEUSES

Os estudiosos dos mitos explicam que uma das características dessas criações é a crença na realidade do mito, por mais bizarro e absurdo que seja. Todos os mitos têm um fundamento religioso, e realizam-se como uma ação sagrada, o que explica a adesão intensa dos espíritos às coisas assim produzidas.

O que pensar, por exemplo, da origem das castas tibetanas? O que pensar do ovo nascido dos cinco elementos e que dará origem a 18 ovos, um dos quais desenvolve membros, depois os cinco sentidos, e transforma-se, enfim, num jovem de grande beleza? Há nessa estranha trama algo ainda mais radical: os homens vão dando crédito a essas bruxarias porque lhes foram transmitidas ao longo do tempo, por tradição oral. Não possuindo a verdadeira Revelação, apegam-se ao que lhes foi transmitido pelos ancestrais.

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Você lê a Revista Permanência?

Dom Lourenço Fleichman OSB

Conversávamos outro dia, num grupo de colaboradores da Permanência, sobre como aumentar a difusão da nossa Revista. Completamos dois anos de um trabalho importantíssimo para a formação católica, e estamos preocupados em levá-lo a mais e mais leitores.

Para que nossos leitores entendam melhor o porquê dessa nossa preocupação, tomarei a liberdade, ousadia talvez, de transcrever alguns elogios que temos recebido pela qualidade da Revista Permanência.

Comecemos pelos bispos: No ano passado, Dom Galarreta esteve em Fortaleza, onde pode ler um ou outro exemplar, ficando admirado pelo conteúdo e pela qualidade editorial. Em muitos momentos de descanso eu o via com a Revista nas mãos.

Esse ano de 2013 foi a vez de Dom Tissier de Mallerais estar entre nós, em Niterói. No dia da conferência que amavelmente nos concedeu, um dos nossos colaboradores perguntou se conhecia a Revista que acabara de sair. "– Já li... li tudo!" respondeu o bispo. Para mim, em particular, elogiou muito a Revista, a qualidade dos artigos, a diversidade dos assuntos.

No Seminário de La Reja, na Argentina, os padres comentavam um ou outro artigo, nas conversas animadas após as refeições, o que é também sinal da boa aceitação desse trabalho.

Não é fácil "permanecer". Este ano de 2013 completamos 45 anos de combate. Durante muitos anos a Revista Permanência foi o único canal da Tradição para muita gente pelo Brasil, e muitos dos lugares onde hoje há grupos ligados à Tradição, iniciaram seus contatos com a Fraternidade São Pio X porque recebiam a nossa Revista.

Em sua última viagem ao Brasil antes de falecer na França, Dom Anjo, fundador e prior de Bellaigue dizia num sermão, falando sobre a importância da Permanência na sua conversão: "Não desistam!" E o Alexandre, editor-chefe da Revista, acrescenta: "Essa Revista não é feita só para nós, para os fiéis das nossas Capelas e Priorados; ela é feita para nossos filhos, e para os futuros fiéis".

E você, leitor? Já comprou algum número? Já leu com atenção e aproveitou da variedade de artigos para a sua formação na doutrina e na cultura católica? Temos certa pretensão, é verdade, de oferecer uma Revista e os livros que editamos, como antídoto ao veneno da internet, dessas leituras de curiosidade, sem fundamentos, sem profundidade, que dá a impressão ao curioso de que sabe muita coisa, mas na verdade não sabe nada!

O número que acaba de sair é o 272, do Tempo de Natal. Não perca tempo, não deixe de ter sempre à mão o último número da Revista Permanência.

Leia aqui o Editorial do nº 272 - O Oráculo dos Deuses

 

 

O Genocídio da Armênia

 

Às portas do século XX, o mundo viu renascer as hostilidades do islamismo contra a religião e a civilização cristã. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano lançou-se furioso contra a população da Armênia, num episódio hoje largamente considerado como Genocídio, o primeiro do século XX. Deportações, destruições de igrejas, conversões forçadas ao islamismo e o sistemático massacre de homens, mulheres e crianças, foram marcas do holocausto armênio, cujo número de vítimas se estima em mais de um milhão.

O dominicano Jacques Rhétoré, missionário, vivia em Mossul, atual Iraque, quando foi deportado para a província de Mardin, na Armênia. Lá, em companhia de outros religiosos, testemunhou a coragem e a paciência de um povo perseguido por sua fé.

O texto a seguir é um capítulo do seu livro de memórias “Les Chrétiens Aux Bêtes”, Les Éditions Du Cerf, 2005.  

 

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