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Category: Dom Lourenço Fleichman, OSBConteúdo sindicalizado

Comunicado do Superior Geral da Fraternidade São Pio X

Um dia depois de termos postado o artigo de apresentação da Revista Permanência (ver abaixo), Dom Bernard Fellay lançou o comunicado que segue, deixando clara e definida a posição de combate da Fraternidade São Pio X diante dos erros e escândalos causados pelas autoridades do Vaticano e em particular pelo Papa Francisco. Dom Lourenço Fleichman OSB    Leia mais

REVISTA PERMANÊNCIA 282

 

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Sobre o Editorial - A Permanência e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Dom Lourenço Fleichman OSB

No mês em que Dom Alfonso de Galarreta pronunciou o sermão das ordenações sacerdotais em Winonna, EUA, explicando que o Papa Francisco e o Cardeal Muller desautorizaram as declarações de Mgr. Pozzo, de que o Vaticano não iria mais cobrar da Fraternidade São Pio X uma adesão ao Concílio Vaticano II, chega ao público a Revista Permanência, Tempo de Pentecostes, com o Editorial narrando o longo relacionamento do movimento Permanência com a Fraternidade.

A Semana Santa

JÁ ESTÁ À VENDA!

MISSAL DA SEMANA SANTA

 

Texto Latim-português - Canto Gregoriano
do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa

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A SEMANA SANTA

Dom Lourenço Fleichman OSB

Enquanto a vida segue seu rumo, e uma aparência de normalidade retoma seu lugar no dia a dia dos homens, os bastidores da Igreja se agitam, paira no ar um perfume de mistério e de sublimidade.

Objetos são consertados, outros pintados, lustrados, verificados. Rapazes cuidam da liturgia, o coro ensaia com insistência e perseverança. Tudo deve estar pronto em poucas semanas, porque o Esposo há de chegar no meio da noite, ouviremos o grito: "saiam com vossas lâmpadas acesas para receber o Senhor para as bodas". 

Não queremos ser contados no número daquelas virgens loucas, negligentes a ponto de não levarem o azeite juntamente com as lamparinas. Ao contrário, queremos o cortejo, almejamos nosso lugar na fila, a honra de acompanhar Nosso Senhor nos passos de sua Paixão. Em pouco tempo estaremos às portas da Semana Santa, no centro da vida litúrgica da Igreja. Após as rudes semanas de jejum e penitência que formam a Quaresma, é justo que Nosso Senhor se incline sobre as almas com suas mãos carregadas de graças e presentes espirituais.     Leia mais

Descanse em paz, Coronel Ustra

Dom Lourenço Fleichman OSB

O anúncio de seu falecimento, meu Coronel, juntamente com a tristeza pela perda do homem exemplar, do herói nacional, trouxe-me um sentimento de alívio quando pensei que o senhor está, neste momento, isento das maldades dos homens, das vinganças sórdidas dos nossos inimigos.
Hoje o senhor se apresentou no santo Tribunal da Justiça divina. A fé católica nos dá a certeza de que a Justiça divina é isenta de erros, e não conhece a maldade e a mentira. Nas portas do Paraíso não há mídia, nem jornalistas a forjar processos de exceção nas próprias páginas dos jornais, onde covardemente o julgaram tantas vezes, passando sentenças iníquas e mentirosas.
Tenho certeza que o senhor se apresentou hoje, diante do Chefe supremo e infinito, diante do Deus dos Exércitos, diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, que tudo criou e que sentado em seu trono de glória, julgará esse mundo pelo fogo, com o mesmo brio e honra que marcaram sua carreira militar, laureada pelos mais altos serviços prestados à nossa Pátria brasileira.
Bem sei, Coronel, na minha qualidade de sacerdote e de pastor de almas, que todos nós devemos temer o juízo divino por causa dos nossos inumeráveis pecados, cometidos ao longo de nossa vida. Bem sei o quanto a bondade divina nos agraciou ao instituir por Nosso Senhor Jesus Cristo, o sacramento da Penitência que reconcilia com Deus o pecador arrependido, e nos permite receber em paz o Pão dos Anjos, descido do Céu, e presente na Sagrada Eucaristia.
Mas não entram na lista do exame de consciência os atos de bravura, de obediência, de oferecimento de sua vida por amor à Pátria, na terrível guerra que nosso Exército empreendeu contra o terrorismo comunista que nos ameaçava arrogante e cruel. Ah! Não! Esses atos foram da mais pura virtude, e serviram à Deus, à família e à Pátria. Tanto é assim que eu tenho certeza de que, se lhe fosse pedido pela obediência a seus superiores e à Lei divina, que o senhor continuasse por mais tempo combatendo o bom combate pelo Bem Comum, para salvar o Brasil do hediondo mal do comunismo, o senhor o faria sem tremer, com a mesma galhardia que manifestou em seus tempos de juventude e fortaleza. 
Todos sabem o quanto o senhor foi escolhido pela mídia tendenciosa e pelas organizações do mal que pululam em nossa Pátria, para servir como “bode expiatório” contra a sede de vingança dos derrotados dessa guerra. De nada adiantou o senhor escrever dois livros provando que eles mentiam, que a senhora Bete Mendes mentiu, que os jovens e crianças que o senhor ajudou e que depois o atacaram em traição e ingratidão mentiram ao abrirem processos contra o senhor. De nada adiantou o senhor mostrar as fotos da mãe com seu filhinho recém-nascido, os dois em plena saúde, saudáveis e pacíficos. Hoje essa gente volta à mídia para repetir o perjúrio e a calúnia. Falam do livro A Verdade Sufocada como sendo “a visão do Cel Ustra sobre os acontecimentos”, escondendo dos leitores que se trata de uma coleção de provas documentais sobre a maldade dessa gente que assassinavam inocentes, e queriam estabelecer no Brasil, eles sim, a horrenda ditatura do proletariado, comunista, cubana e soviética. 
Hoje choram os estúpidos porque perderam o saco de pancadas que elegeram para seu desvario. E nós sorrimos, Coronel Ustra, por mais esta vitória contra aqueles que o perseguiram e perseguiram o Brasil. 
Não perderei o seu tempo nesse início de eternidade, narrando outros absurdos que estão saindo na maldita imprensa desse país. É dela que o senhor ficou livre para sempre, visto que suas mentiras já não o atingem, e não convém mancharmos estas páginas com tal mesquinharia. Mas gostaria de lhe dizer o quanto os brasileiros de boa índole, o bom brasileiro que em 1964 marchou aos milhões para agradecer a Deus pela vitória das nossas Forças Armadas, despreza essas notícias tendenciosas e se despede do senhor como eu o faço aqui.
Gostaria de acrescentar uma pequena explicação sobre o artigo que escrevi há alguns anos atrás. Seu título era: Carta Aberta ao meu General. Ele fora inspirado na Carta ao General X, escrita pelo grande Antoine de Saint Exupery. Naquela ocasião eu usei a patente errada para preservar o meu Coronel. Hoje, estando o senhor longe das garras dessa gente má, posso dizer que foi para o senhor que escrevi aquela Carta e que vem reproduzida aqui.
De resto, aos que partem dessa vida na paz de Deus, resta-nos ainda a oração, o rito, a santa liturgia católica, que de modo solene e profundo canta nesse dia: Requiem aeternam dona ei Domine, et Lux perpetua luceat ei – Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno; e a luz perpétua o ilumine.
Requiescat in Pace! Descanse em paz, Coronel Ustra!

(Leia também Carta Aberta ao meu General)

Carta Aberta aos Católicos perplexos e a nova Revista Permanência

Dom Lourenço Fleichman OSB

Houve épocas em que as pessoas escreviam cartas umas às outras. A carta fazia parte das relações humanas, e cumpria funções variadas na vida dos homens. Havia cartas oficiais, secas e sem vida; havia cartas agressivas, cheias de brigas e desprezos. Havia cartas de amor, de saudades, de despedida. Cartas circulavam por toda parte quando nascia o bebê, outras eram guardadas no sigilo, quando deixada pelo desesperado. Muitas vezes elas preenchiam o vazio da ausência sentida de um filho, de uma pessoa amada. 

E assim corria o mundo, numa lentidão cheia de sabedoria e recuo, onde a letra caligrafiada era reconhecida, tornava mais calorosa a escrita e a leitura, e onde a espectativa da chegada do correio enchia os dias de um colorido impossível de se reproduzir nos dias atuais.

Quem poderá medir com precisão o imenso prejuízo social, psicológico e espiritual causado pelo desaparecimento das cartas trocadas entre os homens. O mundo do e-mail, pior, o mundo do imediato, do superficial, do banal, dessas mensagens instantâneas e invasivas nunca mais poderá saborear as delícias de uma bela e amorosa carta.

Pois bem, estas considerações me vieram à mente no momento de apresentar aos nossos leitores esta bela carta escrita por Dom Marcel Lefebvre para você, caro leitor, para todos os católicos que ainda guardarm um mínimo de apego e amor à santa doutrina católica. Não é uma carta qualquer, mas uma carta pública, uma Carta Aberta aos Católicos Perplexos. Uma carta de consolação espiritual no meio da guerra sem tréguas. 

Um livro escrito para você, para todos nós. Um livro escrito por um pai, a todos os seus filhos, um livro essencial para quem descobre o combate pela fé, pela Igreja, pela Tradição.

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REVISTA PERMANÊNCIA DO TEMPO DEPOIS DE PENTECOSTES - Nº 279

Recomendamos igualmente aos nossos leitores o novo número da nossa Revista Permanência. Vários artigos sobre os Cristeros mexicanos, verdadeiros soldados de Cristo-Rei, que deram suas vidas lutando pela restauração da Religião católica num México maçônico e dominado por anti-clericais.

Uma grande epopéia, cheia de personagens impressionantes, cheia de mártires admiráveis.

No momento em que o Brasil mostra a que nível de decomposição moral e política nós chegamos, o exemplo da reação mexicana de 1925 a 1929 deve animar a todos os católicos para que resistam, para que acordem do sono, para que se dediquem, na oração e no trabalho, à restauração das famílias católicas.

Além desses artigos, o leitore encontrará ainda outros com temas variados e de grande proveito para a formação católica.

160 páginas - R$ 30,00

Sobre a Sagração Episcopal

Dom Lourenço Fleichman OSB

O anúncio da Sagração episcopal que será realizada no Mosteiro da Santa Cruz, em Nova Friburgo, nesta quinta-feira 19 de março, tomou de surpresa os católicos da Tradição. Há certo tempo que se especulava sobre a possibilidade dos dissidentes da Fraternidade São Pio X, comandados por Dom Williamson, chegarem a esse extremo, mas a coisa ia sempre se perdendo no tempo. Agora parece que se tornou realidade.

Não poderia deixar de escrever algumas linhas que expressem a tristeza e a preocupação que tal atitude provoca nas almas. Não dizemos que estejam fazendo cisma, ou um ato cismático, como o Vaticano afirmou na época da sagração de 1988. Uma sagração episcopal pode ser uma necessidade para o bem da Igreja, como coube a Dom Lefebvre fazer, com toda prudência e propriedade. O que incomoda é a falta de prudência, a falta de peso de um grupo de dissidentes sem expressão e sem futuro; e a falta de argumentos válidos para que seguissem um rumo acéfalo.

Impressiona o tom ufanista, de salvadores da Igreja, que adotam em seus escritos, mesmo com a Divina Providência dando mostras de que erraram em suas constantes imprudências.

Impressiona a argumentação vazia de fundamentos, baseada em falsas interpretações, como repetir incansavelmente que a Fraternidade S. Pio X já teria feito um acordo com o Vaticano.

Impressiona o orgulho de jamais reconhecerem que erraram em suas avaliações.

Não são capazes de esperar, de sofrer uma situação desfavorável; querem resolver seu problema particular, querem impor à Divina Providência seus pensamentos particulares; são incapazes de perceber que Deus não agiu assim, em nenhum momento da vida de Dom Marcel Lefebvre. O uso do nome do fundador da Fraternidade é, por isso, mais um abuso realizado por aqueles que Dom Williamson arrastou.

Agora assumem uma atitude grave, que só pode trazer um prejuízo imenso à causa da Tradição.

Nossos leitores sabem muito bem que jamais consideramos como sendo uma possibilidade fazermos algum tipo de acordo ou reconhecimento com o Vaticano, enquanto perdurar em Roma o espírito do Concílio, essa Outra igreja protestantizada. Mas afirmar que a Fraternidade S. Pio X pactua com essa Roma modernista é falso, injusto, e descabido.

Perdemos mais uma vez.

Se o orgulho já tornava difícil o retorno dos dissidentes ao combate em torno da Fraternidade, com essa sagração, cava-se um abismo muito maior.

Perdemos nossos bons companheiros de combate, padres amigos de longa data. E nesse desalento e tristeza só nos sobrou São José. No dia da sua festa, pedimos e suplicamos ao esposo da Virgem Maria, ao pai adotivo de Jesus, ao padroeiro da Santa Igreja que tantas provas já deu de proteção à causa da Tradição, que interceda junto ao trono de Deus para que essas almas sejam esclarecidas, saiam da sua cegueira, do seu orgulho, abandonem esse combate menor por suas causas pessoais, para abraçarem novamente o bom e verdadeiro combate pela Santa Igreja.

ENFIM, O CISMA

Dom Lourenço Fleichman OSB

Em 1976, amigos franceses enviaram a Gustavo Corção notícias de um bispo italiano que escrevera para seus padres e fiéis denunciando o comunismo. Os amigos que enviaram a auspiciosa notícia ao jornalista e escritor católico estavam entusiasmados com a novidade, achando que aquela reação podia significar uma mudança de ares na Igreja.

Gustavo Corção escreveu sobre o fato um artigo em que mostrava aos seus amigos e leitores que o entusiasmo não era cabível. Antes de mostrar quão superficial era a crítica do bispo ao comunismo, Corção explicou:

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Pode a Igreja morrer?

Dom Lourenço Fleichman OSB

Muitas pessoas me pedem que atualize com mais freqüência o site. Confesso que não tenho conseguido me dedicar mais a este apostolado, levado pelo excesso de trabalho nas quatro capelas sob minha responsabilidade, nas revisões doutrinárias dos livros que editamos e na cura das almas. Estamos iniciando agora o projeto do Colégio São Bernardo, a primeira escola da Tradição no Brasil, sobre a qual falaremos a seu tempo.

Felizmente tenho a ajuda de uma equipe atuante no que toca a produção da Revista Permanência, de outra forma não conseguiria manter o ritmo dos lançamentos trimensais. Confesso que é um trabalho que nos traz muita satisfação.

Agora mesmo assistimos a mais um grave escândalo do ecumenismo desenfreado. A reunião promovida pelo papa Francisco I dentro do Vaticano, no domingo de Pentecostes é apenas um gemido naturalista, um grunhido da História, dentro da obra destruidora do Vaticano II.

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