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Category: Século XXConteúdo sindicalizado

Perseguição à Igreja Católica sob o regime chinês.

Albert Galter

Foi pelo ano de 1920 que a ideologia marxista-leninista foi introduzida na China por agentes a serviço da Rússia. No espaço de trinta anos conseguiu ela impor-se a cerca de meio bilhão de homens, graças à hábil inserção dos seus profetas no jogo dos acontecimentos nacionais, e ao proveito que eles tiraram da situação internacional criada no Extremo-Oriente durante e após a Segunda Guerra Mundial.

Fundado em Shangai em 1921, o Partido Comunista Chinês precisou, pouco a pouco, o seu caráter revolucionário, com o auxílio da Missão de peritos industriais e militares russos que se achava na China desde 1920.

Quando Tchang Kai-Chek começou em 1927 a obra de reunificação interior do país, marchando contra o governo que sediava então em Nankin, os comunistas, aproveitando a guerra civil, formaram por seu lado um governo em Hankow e puseram à testa dele Mao Tsé-Tung (1928). (Continue a ler)

Exemplo dos horrores da Guerra espanhola

 O TERROR VERMELHO INVADE TOLEDO —

      

O texto seguinte é o relato assustador da invasão anarquista na cidade de Toledo, Espanha, em plena guerra civil — a Espanha foi o único país da Europa onde os socialistas permaneceram fiéis ao puro anarquismo de Bakunin. Ao longo do texto, o leitor poderá ver fotografias de algumas das igrejas saqueadas e destruídas em Toledo, já pelos invasores anarquistas, já por outros milicianos. O que mais nos dói, muito mais que a destruição da bela arte da belíssima Toledo, é o desprezo dos homens pela santa Realeza de Cristo Jesus. 

As imagens, as tiramos do site do "Centro de Estudios Castilla-La Mancha" que, por sua vez, as tirou do acervo da "Biblioteca Nacional de Madrid".  Recomendamos, para uma visão histórica das causas e desenlaces do drama espanhol, a leitura das páginas de Corção sobre a Guerra Civil Espanhola.  

* * *

"... podemos apenas concluir que a luta contra a Igreja na Espanha não se deve tanto a uma ignorância
 com respeito a Fé Católica e suas instituições, mas a um ódio contra o Senhor e Seu Cristo..."
Pio XI, Dilectissima Nobis

Neste ínterim, o temível "terror vermelho", pesadelo da classe alta e média da Espanha, entrou em Toledo. Por volta do dia 23 de julho, os filetes de milicianos tinham-se transformado numa inundação. Bando deles, calçados de sandálias de sola de corda, vestidos de azul desbotado, vasculhavam as ruas, descobrindo fascistas e padres. Estes últimos eram enviados para interrogatórios e os primeiros, mortos onde fossem encontrados. Os homens das unidades tais como "Batalhão de Exterminação" e "Grupo de Vingança" pareciam acatar regras simples, sendo uma das principais matar qualquer pessoa de batina — monges principalmente. Toledo estava convertida numa barulhenta plaza de toros, mas o matador nunca se arriscava ser fisgado por sua vítima. Alguns padres foram avisados que escapariam à morte gritando "Viva o comunismo!". Muitos escaparam fazendo isto e alguma coisa mais que a milícia exigia — obscenidades, blasfêmias; muitos recusaram-se. O Padre Pascual Martin foi crivado de balas defronte à Igreja de São Nicolau, enquanto gritava "Viva Cristo Rey". Suas mãos estavam estendidas, apontando como as de Cristo, significando uma benção final para os seus assassinos ou estavam levantadas num instintivo esforço para arrancar as balas?

A maioria dos toledanos não ousava interceder em favor dos "bons padres" porque a intercessão implicaria em simpatias fascistas e a simples suspeita conduzia à execução e à prisão. Contudo, os padres mais populares foram escondidos por moradores da cidade durante o cerco. Uma mocinha, por exemplo, escondeu dois padres em seu apartamento, depois de uma apavorante perseguição pelas vielas por parte dos milicianos bebados. Mas estes ainda tiveram que enfrentar uma provação — das janelas podiam ver o corpo da Priora das Carmelitas atirado na rua e lá permanecendo por vinte e quatro horas sem ser molestado.

Diz-se que morreram em Toledo 107 padres; a maioria assassinada na via pública, nas primeiras horas de ocupação. As mulheres e as crianças rodeavam seus corpos, tirando dentre seus lábios migalhas de pão ou pedaços de cigarro. Contudo, as atrocidades cometidas em Toledo eram brandas, comparadas com as de Ciudad Real, a província vizinha do sul onde o terror causou a morte de todos os padres. Ninguém em Toledo diz ter visto milicianos dançando nas ruas com cadáveres de freiras desenterradas, rito este que teve lugar por toda a parte da Espanha (...)

Uma figura sempre presente desta época foi Romero, um caçador de rãs que seguia a milícia com sádico regozijo. Esfolava suas vítimas, amarrava-as em longos bambus, dos quais elas pendiam como miniaturas de seres humanos. Durante meses aterrorizou as matronas desacompanhadas nas portas das igrejas, arremessando as rãs em seus rostos e dizendo com uma risadinha: "É isto que você e suas filhas vão parecer quando nós as matarmos e escalpelarmos." Depois que a milícia entrou na cidade, e ele a seguia como um chacal e passava horas acocorado, comprazendo-se com o espetáculo dos padres assassinados.

Muitos toledanos pareciam chocados mais pela profanação do que pelos assassinatos. Um bando de milícia vestiu as batinas tintas de sangue, confiscou uma limusine aberta e saiu pelas ruas com uma imagem de São Francisco em tamanho natural, escorado no assento entre eles. Tinham-lhe arrancado os braços, posto um rifle em seus ombros e prenderam uma nota — rabiscada com o sangue dos padres — em seu peito: "Ele está conosco." Na praça da Igreja de S. Vicente, alguns milicianos imitavam uma tourada com capas bordadas a ouro e chapéus apanhados no museu diocesano. Mesmo o governador recentemente indicado, um homem de nome Vega, juntou-se à brincadeira. Vestido com paramentos pontificais, conduzia uma tumultuosa procissão com um báculo na mão, fingindo-se de Arcebispo, representando o rito de exorcismo na Frente Popular. Mas este espetáculo quase teve um desfecho violento quando um miliciano bêbado, tomando Vega pelo verdadeiro Arcebispo, deu-lhe um tiro bem no peito.

Os líderes republicanos responsáveis colocaram imediatamente guardas na catedral (apropriadamente conhecida na Europa como La Rica), no Museu de El Greco e em outros santuários da cidade, mas havia tantas igrejas em Toledo que era impossível protegê-las todas. São João da Penitência, São Lourenço e outras foram queimadas, só restando as paredes. Contudo, no Convento da Conceição, perto de Santa Cruz, uma súcia de anarquista fantasiados empurrava um retablo retratando a flagelação de Cristo. Depois de rápida discussão entre eles decidiram estraçalhar apenas a figura representativa de Cristo, e deixar ficar os flagelados — afinal, disseram eles, estão são os anarquistas antigos! Muitos camponeses abandonaram temporariamente sua tradicional piedade cristã. Um esfarrapado campesino destruiu uma imagem da Virgem na Igreja de São Vicente e depois caiu de joelhos pedindo, em prantos, o seu perdão.

Os cães e gatos desapareceram de Toledo; atirando em alvos vivos a milícia provava que era irresistível no manejo das armas. Arremesso de granadas, também, parecia intrigá-los. Nos quarteirões mais ricos atiravam-nas através das janelas dos andares superiores sem qualquer razão, uma vez que em Toledo não existiam os atiradores fascistas que infestaram Madri durante toda a guerra. O pessoal do Alcázar podia traçar o curso da milícia através da cidade pelo som das detonações de granadas.

(extraído de "O Cêrco do Alcázar de Toledo", de Cecil D. Eby, Nova Fronteira, Rio de janeiro)

 

Carta Aberta ao meu General

Dom Lourenço Fleichman OSB

Queria agradecer as palavras que o senhor me dirigiu por causa do meu artigo defendendo o Movimento militar de 1964 que salvou o Brasil do comunismo.
De fato, os livros que nossos oficiais da reserva têm escrito mostram ao povo brasileiro não somente a bravura dos nossos soldados, que deram suas vidas pela Pátria, como também a crueldade, a maldade e a traição que os terroristas usaram, quando ainda não estavam no poder, para impor ao Brasil sua ideologia de morte e escravidão.

Trago de minha formação em torno de Gustavo Corção a admiração pelos feitos das nossas Forças Armadas nesta luta terrível, nesta guerra. E é com minha lembrança ainda viva que recordo as notícias que lia, ainda muito jovem, nos jornais, sobre assaltos a bancos, seqüestros de aviões, seqüestros de embaixadores, entre outros crimes. Movido, talvez, pela imaturidade dos meus quatorze ou quinze anos, nunca percebera que estes crimes não eram cometidos por assaltantes comuns, mas por terroristas guiados por um desejo de levar a luta armada ao campo, e dominar as cidades com sua doutrina escravagista.

O Genocídio da Armênia

 

Às portas do século XX, o mundo viu renascer as hostilidades do islamismo contra a religião e a civilização cristã. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano lançou-se furioso contra a população da Armênia, num episódio hoje largamente considerado como Genocídio, o primeiro do século XX. Deportações, destruições de igrejas, conversões forçadas ao islamismo e o sistemático massacre de homens, mulheres e crianças, foram marcas do holocausto armênio, cujo número de vítimas se estima em mais de um milhão.

O dominicano Jacques Rhétoré, missionário, vivia em Mossul, atual Iraque, quando foi deportado para a província de Mardin, na Armênia. Lá, em companhia de outros religiosos, testemunhou a coragem e a paciência de um povo perseguido por sua fé.

O texto a seguir é um capítulo do seu livro de memórias “Les Chrétiens Aux Bêtes”, Les Éditions Du Cerf, 2005.  

 

Jean Madiran (1920 - 2013)

Dom Lourenço Fleichman OSB

Faleceu neste dia 31 de julho, aos 93 anos, Jean Madiran, o famoso diretor da Revue Itinéraires, revista fundada por ele em 1956, e que congregou a nata do pensamento católico francês na 2ª metade do século XX. Dono de um pensamento lógico imbatível, tornou-se temido por seus adversários, sobretudo no campo da política francesa e no combate ao progressismo católico.  CONTINUE LENDO

Perseguição à Igreja Católica na Rússia comunista

O ano de 1917, data do triunfo da revolução bolchevista, assinala o início de um período novo, não somente para a história da Rússia, mas também para a história do cristianismo. Os dirigentes comunistas tomaram imediatamente posição a respeito da religião e das confissões religiosas, e perseguiram o seu desígnio com todos os meios que lhes proporcionava a ditadura que acabavam de impor.

Perseguição à Igreja Católica na Lituânia

Em 1940, a Lituânia tinha população de aproximadamente 3.033.000 habitantes, dos quais 80,5 por cento eram católicos-romanos, enquanto a religião protestante figurava em segundo lugar com 9,5 por cento, a judaica em terceiro, com 7,3 por cento, a ortodoxa-grega em quarto, com 2,5 por cento e seitas religiosas com 0,2 por cento1.

  1. 1. Report of the Select Commitee to Investigate Communist Agression and the Forced Incorporation of the Baltic States into the URSS. Third Interim Report of the Select Committee on Communist Agression  (Relatório da Comissão Parlamentar Especial para Investigar a Agressão Comunista e a Incorporação Forçada dos Estados Bálticos na URSS. Terceiro Relatório Preliminar da Comissão Parlamentar Especial sobre a Agressão Comunista). Congresso dos Estados Unidos da América (Casa dos Representantes; 83ª. Legislatura, Primeira Sessão ), U. S. Government Printing Office, Washington, D.C., (Referido daqui por diante como Terceiro Relatório Especial), págs. 124 e 162. A cifra da população total inclui o território de Klaipeda, com 153.793 habitantes, e a área reconquistada de Vilnius, com 457.500.

O Calvário da Romênia

O Cristianismo chegou primeiramente na Romênia em 106 a.C., quando os exércitos do imperador romano Trajano conquistaram a região conhecida como Dacia, levando com eles a nova fé. Embora a Romênia, situada na Europa oriental, sofresse naturalmente influência eslávica há muitos séculos — principalmente pelas invasões búlgaras nos séculos seis e sete — ela conservou uma profunda conexão com a civilização latina. E mesmo hoje, quase dois mil anos após a conquista romana, o Romeno é classificado por lingüistas como uma língua basicamente latina. No decurso da longa história do Cristianismo romeno, a população dividia-se entre os Ortodoxos, de longe a maior denominação, abrangendo cerca de 87 por cento da população, os Católicos somando 6 por cento, e os Protestantes com 5 por cento. Embora as cifras do censo não sejam inteiramente confiáveis, isso significa que, em termos concretos, havia cerca de 1.560.000 católicos na Romênia antes do advento do Comunismo em 1948. (Em contraste, o Partido Comunista na Romênia não possuía mais do que mil membros quando o regime Marxista foi imposto à Nação através de tramas internas e pressão soviética.) Porém, após cinqüenta anos de uma das piores perseguições do século, ainda existiam mais de meio milhão de católicos na Romênia1.

  1. 1. Didier Rance, Roumanie: Courage et Fidelité, L’eglise gréco-catholique unie ( Paris: Bibliothèque AED, 1994 ), 22.
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