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Category: Revista Permanência 264Conteúdo sindicalizado

Novos Tempos

Em comemoração dos 50 anos de Permanência,

 propomos a leitura do editorial de relançamento da nossa revista.

 

Dom Lourenço Fleichman OSB

Em 1991 propus ao meu pai, Julio Fleichman, o relançamento da Revista Permanência, cuja publicação fora interrompida em 1990, poucos meses antes, por falta de interesse dos assinantes. De fato, ao longo dos anos, faleceram os antigos alunos e leitores de Gustavo Corção, que sempre manifestaram seu apoio e mesmo seu entusiasmo com o trabalho de defesa da fé católica empreendido em 1968 e sustentado, desde então, de modo heróico.

Meu pai recusou minha proposta, alegando estar cansado de tanto insistir, sem sucesso, para que os leitores pagassem suas assinaturas. Ao mesmo tempo, o Sr. Otero, de Santa Maria, começara seu apostolado pela missa tridentina naquela cidade, construindo a Igreja do Imaculado Coração de Maria, que viria a ser o atual Priorado da Fraternidade São Pio X. Com isso ficava mais difícil para esse grande benfeitor continuar assegurando o custo de impressão dos mil exemplares da Revista. (Clique para continuar a ler)

A obrigação de buscar a perfeição da caridade

Pe. Garrigou-Lagrange, OP

Estado e dificuldade da questão: não se está tratando da perfeição ínfima, que exclui apenas os pecados mortais, nem tão-somente da perfeição média, que exclui os mortais e os veniais plenamente deliberados, mas da perfeição propriamente dita, que exclui imperfeições deliberadas e atos imperfeitos; logo, não é meramente o convite à perfeição propriamente dita pois, quanto a isso, não há dúvida: todos homens estão convidados à perfeição propriamente dita.

A questão versa sobre a existência de uma obrigação geral de todos católicos tenderem à perfeição da caridade. Não é, contudo, uma obrigação especial, cuja violação seria um pecado especial, como no estado religioso, mas de uma obrigação geral.

A dificuldade surge quando queremos conciliar certas sentenças de Nosso Senhor que, num primeiro momento, parecem contradizer-se.

Por um lado, Cristo aconselha o adolescente rico (Mt 19, 21): “Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá aos pobres... e vem e segue-me”. Estas palavras – “Se queres ser perfeito” – parecem exprimir um conselho, não uma obrigação. Logo, todos os católicos não estão obrigados a buscar a perfeição; aparentemente, somente aqueles que já prometeram seguir os conselhos evangélicos estariam obrigados a buscar a perfeição 1

Por outro lado, declara Cristo a todos (Mt 5, 48): “Sede pois perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito”.  (continue a ler)

  1. 1. Sobre esta dificuldade, ver Suma Teológica IIa IIae, q. 184, a. 3 ad 1.

Os papas e a consagração da Rússia

 

Dominicus

 

Nossa Senhora, na terceira aparição em Fátima, em 13 de julho de 1917, falou pela primeira vez sobre a consagração da Rússia e a comunhão reparadora. Nestes termos ela oferecia o único remédio decisivo e eficaz contra os males do mundo atual:

Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior [...]. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

Revista Permanência 264 - Tempo do Natal de 2011

- Revista Permanência 264 (Natal de 2011)                        121 págs

(Editorial) Novos tempos    Dom Lourenço Fleichman
(Editorial) Editorial do número 1 da Permanência        Gustavo Corção
A obrigação de buscar a perfeição da Caridade      Pe. Reg. Garrigou-Lagrange
Os papas e a Consagração da Rússia  Dominicus
Genocídio da Armênia      Pe. Jacques Rhétoré
Gustavo Corção animal-professor, escritor genial      Dom Lourenço Fleichman
Comentário ao Salmo 1       Santo Tomás de Aquino
(Recensão) “Islam at the gates”      Alexandre Bastos
(Recensão) Catecismo católico da crise na Igreja     Leonardo Calabrese

                                                            

 

O Genocídio da Armênia

 

Às portas do século XX, o mundo viu renascer as hostilidades do islamismo contra a religião e a civilização cristã. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano lançou-se furioso contra a população da Armênia, num episódio hoje largamente considerado como Genocídio, o primeiro do século XX. Deportações, destruições de igrejas, conversões forçadas ao islamismo e o sistemático massacre de homens, mulheres e crianças, foram marcas do holocausto armênio, cujo número de vítimas se estima em mais de um milhão.

O dominicano Jacques Rhétoré, missionário, vivia em Mossul, atual Iraque, quando foi deportado para a província de Mardin, na Armênia. Lá, em companhia de outros religiosos, testemunhou a coragem e a paciência de um povo perseguido por sua fé.

O texto a seguir é um capítulo do seu livro de memórias “Les Chrétiens Aux Bêtes”, Les Éditions Du Cerf, 2005.  

 

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