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Pensamento (111)

Psicanálise e religião

Rudolf Allers ou o "Anti-Freud", como o chamou Louis Jugnet foi psicólogo eminente: discípulo direto de Freud, trabalhou mais de 13 anos com Alfred Adler, e exerceu considerável influência em figuras tais como Victor Frankl, que foi seu aluno. Católico, vienense, desde cedo manifestou oposição às idéias de Sigmund Freud, que considerava anticientíficas. Em 1940 publicou seu famoso trabalho "The Successful Error— A Critical Study of Freudian Psychanalysis", de onde tiramos o capítulo que se vai ler, e que constitui um pungente libelo contra os erros da psicanálise.
 

A República e a mesa falante

MICROCOSMOS
 
Sumário: — Um pensamento de Pascal — Não crer no Cristo mas na mesa falante — O Cagliostro desta República — Entre Voltaire e Mesmer — Algumas notas sobre a Cabala e os cabalistas — Um anagrama notável — A visão do Sr. Múcio — Esconjuro e interpretação... — Do que dependem as instituições.  

Discurso sobre a educação religiosa

 

Proferido no Colégio Diocesano de São José no Rio de Janeiro em 8 de dezembro de 1905, como paraninfo na colação do grau de bacharel em ciências e letras.
 
Exm. E Revm. Sr. Governador do Arcebispado.
 
Revd. Visitador da Congregação dos Maristas.
 
Revd. Reitor do Colégio Diocesano.
 
Exma. Senhoras.
 
Meus Senhores.
 
Triunfante a revolução e separado da Igreja o Estado; rotos assim os vínculos que através do Brasil Império nos vinham desde as mais remotas origens da nossa nacionalidade; proclamado o indiferentismo religioso no mundo oficial e erguida uma barreira entre a Nação Brasileira e o Deus de nossos pais, — nem por isto se aniquilou a crença dos brasileiros e antes lhes recresceu o dever de acudir às necessidades da religião, entre as quais avulta a da educação dos filhos.
 

Indiferentismo religioso

Conferência feita em 24 de Outubro de 1901 no Círculo Católico da Mocidade em presença do Exmo. e Revmo. Sr. D. Joaquim Arcoverde Arcebispo do Rio de Janeiro pelo Dr. Carlos de Laet.
 
Com aprovação da autoridade diocesana.
 
ADVERTÊNCIAS NECESSÁRIAS
 
1ª Havendo, nesta conferência, exposição de matéria que entende com o dogma e a moral, o autor muito voluntariamente a submete às decisões da autoridade eclesiástica.  
 
2ª Aqui se publicam por extenso algumas leituras que, por não se fatigar o auditório, apenas foram resumidas ou indicadas pelo orador.
 
E, 3ª: foram suprimidas as notas de aprovação ou aplauso; e somente se registra a benção com que ao terminar o seu discurso, foi o orador premiado pelo Exmo. E Revmo. sr. Arcebispo.
 
SUMÁRIO
 
I. — Caráter do indiferentismo nos tempos atuais e na sociedade brasileira. — Matizes do indiferentismo. — Algumas palavras sobre o materialismo e o positivismo. — A pseudo-religião de Comte.
 
II. — Deístas, latitudinários. — O deus de Epicuro. — A religião natural. — Como do protestantismo nasceu o deísmo. — perigo de certas concessões... — A solidariedade no erro. — Bayle contra os latitudinários.  
 
III. — A razão como arquiteto de religiões. — Pretensa intolerância e estreiteza do dogma católico. — Quanto, ao invés disto, se evidencia a sua caridosa lição. — O indiferentismo albergue de ruins paixões.
 
IV. — O indiferentismo religioso na família, — No exército e na armada. — O Estado separado da Igreja. — Vãos receios de uma religião de Estado opressora. — A tolerância dos indiferentes. — Um pouco de estatística. — Entre a moral e o dogma. — Harmonia no divórcio.
 
V. — (Conclusão) — O caminho da verdade, do belo e do bem. — CHRISTUS regnat!

A Idade Média!

A Idade Média! "Época de trevas, caos em que se imergiram as luzes da antiga civilização, pulverizada pelo formidável embate dos Bárbaros..."Com estas e outras declamações parece-nos estar ouvindo algum pedante que só tenha aprendido da história o que rezam os manuais franceses, e que da tomada da Bastilha faça datar a carta de alforria do gênero humano.

O Deus na caverna

Este esboço da história humana começou em uma caverna: a ciência popular associou o conceito de caverna ao de cavernícola. Nas cavernas descobriram-se desenhos arcaicos de animais. A segunda metade da história humana, que equivale a uma nova criação do mundo, começa, também, numa caverna. E para que a semelhança seja maior, também existem animais nesta caverna. Porque se trata de uma cova usada como estábulo pelos montanheses que habitavam as terras altas dos arredores de Belém e que, ainda hoje, recolhem ao cair da noite, seus gados a esses lugares. A ela chegou, uma noite, um casal sem lar, que teve de compartilhar, com as bestas, daquele refugio subterrâneo, depois que todas as portas das casas da povoação se lhe fecharam, surdas às suas súplicas.

Catecismo revolucionário

Sumário: — Catecismo Revolucionário, por Manuel da Benarda, Lisboa, 1910 — Um volume, in-8o., de 606 páginas, com XIII de prólogo, por Teófilo Ibérico, e finíssimas estampas.  

Futurismo

"Laet é atualíssimo", diz-nos Leopoldo Aires. E eis outro artigo que o prova: mesmo tratando de notícias e filosofias relativas a seu tempo, este delicioso texto também se aplica com precisão à mentalidade de nossos dias.

 

Conhecendo a Idade Média

É bastante natural que os homens prósperos de nosso tempo desconheçam mesmo história. Se a conhecessem, conheceriam a muito pouco edificante história de como se tornaram prósperos. É bastante natural, digo, que eles não saibam história: Mas por que eles pensam que sabem? Eis aqui uma opinião tirada a esmo de um livro escrito por um dos mais cultos dentre nossos jovens críticos, uma opinião muito bem escrita e de todo confiável em seu próprio tema, que é um tema moderno. Diz o escritor: “Existiu pouco avanço social ou político na Idade Média” até a Reforma e a Renascença. Ora, eu poderia tão propriamente quanto dizer que houve pouco avanço nas ciências e invenções no século dezenove até a vinda de William Morris: e então me desculpar dizendo que não estou pessoalmente interessado em máquinas de fiar ou águas-vivas — o que certamente é o caso. Pois isto é tudo o que o escritor realmente quis dizer: ele quis dizer que não está pessoalmente interessado em Arautos ou Abades com mitras. Tudo isto está bem; Mas por que, ao escrever sobre algo que não teria existido na Idade Média, deveria ele dogmatizar sobre uma história que ele evidentemente não conhece? No entanto, esta pode tornar-se uma história muito interessante.    

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