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Category: Polêmicas e disputasConteúdo sindicalizado

Crítica à crítica da civilização científica

Recebi, de uns amigos em São Paulo, um número do "Boletim da Santa Casa" em que estava assinalado, para minha atenção, um longo artigo do sr. Paulo de Almeida Toledo, intitulado "Crítica da Civilização Científica". Li-o rapidamente, para ter uma primeira impressão do tom e das posições do autor. Julguei ter lido mal, porque não logrei atinar com o que procurava. Li novamente, agora devagar, com máxima atenção e tomando notas. E cheguei ao termo dessa segunda leitura com a mesma perplexidade.

 

L'amor che muove il sole e l’altre stelle

O presente texto é parte de uma longa polêmica contra o filósofo Euryalo Cannabrava, que então publicara alguns artigos atacando a filosofia tomista. A tese a que alude Gustavo Corção é a que levaria o sr. Euryalo à cátedra de filosofia do Pedro II. 

Mauriac e seus críticos

Há alguns meses Otto Maria Carpeaux publicou no livro "Origens e Fins" um ensaio intitulado "Mauriac?". O presente estudo pretende responder àquela interrogativa, procurando, ao mesmo tempo, organizar e arrumar o que o ensaísta deixou em erro e desordem ao longo de 13 páginas. Devo notar que nesse meio tempo esse autor tem sido atacado de um modo quase sempre injusto e mesquinho. De todos os desvãos literários surgiram libelos, ironias, sarcasmos e injúrias contra o mesmo Carpeaux que poucos meses atrás desfrutava confortavelmente as inalações dos incensos em que nossa crítica é por vezes desperdiçada. Agora tornou-se alvo dos pequeninos dardos de papel com que alguns publicistas cruzam nossos ares intelectuais.

Desagravo

Na semana atrasada o hebdomadário O Pasquim apareceu nas bancas ostentando na capa uma figura convencional de Jesus Cristo, e em letras garrafais o anúncio: Jesus é a Salvação. Mas logo na página 2 descobre-se a chave da pilhéria. Ao lado de outra figura convencional anuncia-se que o humour deve ter nascido da graça divina. E à esquerda, abaixo, lê-se uma entrevista com o padre Ítalo Coelho sobre o movimento turn on to Jesus, surgido nos Estados Unidos entre hippies. O Pasquim pergunta: “A revolução com Jesus pode ser levada a sério?”. E o padre Ítalo, agachado, responde com todo respeito (pelo O Pasquim): “Acho que ela encerra algo de existencial muito profundo (...) Acho que esse novo encontro com Jesus é a única busca válida”. (Grifo nosso).  

 

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