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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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O Evangelista Marcos indica que Maria duvidou da missão de Cristo. Isso não foi um pecado?

Prof. Felix Otten, O.P., e C.F. Pauwels, O.P.

Diz-se que Maria jamais pecou, nem poderia pecar. Mas o Evangelista Marcos indica que Maria duvidou da missão de Cristo. Isso não foi um pecado?

Maria, certamente, estava livre de várias tentações como resultado de sua Imaculada Conceição. Portanto, não havia más inclinações nela, as que consistem no descompasso entre o que há de mais elevado e o que há de mais baixo. Em nós, o corpo, frequentemente, é um agente de pecado, pois ele puxa para baixo a mente e, frequentemente, rebela-se contra as potências elevadas da alma. E, é claro, não havia nada disso em Maria, porque ela não havia sido contaminada com o pecado original, razão pela qual não havia o referido descompasso. Portanto, ela não poderia ser tentada por um desejo das potências baixas contra as elevadas. Ela poderia, porém, ser tentada nas potências mais elevadas da sua alma, na sua mente e na sua vontade, assim como até mesmo Cristo foi tentado pelo demônio.

Mas ser tentado e pecar são duas coisas diferentes. Que Maria nunca tenha cometido um pecado é absolutamente claro para os teólogos católicos, ainda que a Igreja jamais tenha se pronunciado oficialmente sobre isso. Maria, como dizem, era sem pecado. Mas Maria também era impecaminosa, isto é, ela não poderia sequer cometer um pecado?

Essa, obviamente, é outra questão completamente diferente. A maioria dos teólogos sustenta que Maria não poderia pecar. A razão não é que ela era livre do pecado original, pois Adão e Eva também foram criados livres do pecado original e, ainda assim, pecaram. Devemos buscar a razão na plenitude de graças que Deus lhe deu em atenção a sua maternidade divina. Por isso e, portanto, por um auxílio especial de Deus, a vontade de Maria sempre escolheu o bem.

E, agora, quanto à história do Evangelista Marcos: ele não diz, de modo algum, que Maria teria duvidado de Cristo. Ele anuncia, primeiramente, no terceiro capítulo, versículo 21, que os parentes de Cristo “foram O prender, porque diziam: Ele está louco” Então, aparentemente, havia parentes de Jesus que não acreditavam em Sua missão. Quem eram essas pessoas não está esclarecido; eles podem ter sido tios, primos e, talvez, parentes mais distantes ainda. Após, somos informados de algo completamente diferente, a saber, que Jesus entrou num debate contra escribas de Jerusalém acerca de exorcismos. E, então, é dito ao final do capítulo, “Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando fora, mandaram-nO chamar”. Se eles conversaram com Ele e sobre o que, isso não nos é dito.

Não é certo que essa conclusão está conectada com o início do capítulo que menciona a dúvida de alguns dos parentes de Cristo. E, portanto, não é sabido por que a mãe e irmãos de Cristo vieram. Mas, ainda que fosse verdade que Maria fosse com parentes descrentes de Cristo, isso não implica que ela compartilhava da descrença deles. Tal infidelidade da parte de Maria conflita com tudo o mais que sabemos sobre ela. Por que deveríamos aceitar tal conclusão de um texto discutivelmente ambíguo?

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