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REVISTA PERMANÊNCIA 282

 

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Sobre o Editorial - A Permanência e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Dom Lourenço Fleichman OSB

No mês em que Dom Alfonso de Galarreta pronunciou o sermão das ordenações sacerdotais em Winonna, EUA, explicando que o Papa Francisco e o Cardeal Muller desautorizaram as declarações de Mgr. Pozzo, de que o Vaticano não iria mais cobrar da Fraternidade São Pio X uma adesão ao Concílio Vaticano II, chega ao público a Revista Permanência, Tempo de Pentecostes, com o Editorial narrando o longo relacionamento do movimento Permanência com a Fraternidade.

Eis as palavras do bispo da Fraternidade, extraídas do seu sermão de 3 de junho de 2016:

"A situação da Igreja é clara: estamos diante do relativismo doutrinário e dogmático que, por sua vez, conduz ao relativismo moral, o qual conduz à aceitação e promoção do pecado, do escândalo.

Um exemplo claro dessa situação é a questão da comunhão aos divorciados, chamados de “recasados”. Há uma nova atitude da Igreja quanto à essas uniões “de fato”, senão quanto às uniões contra a natureza. Uma situação inconcebível, diretamente oposta a Nosso Senhor, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Se as autoridades eclesiásticas chegaram a chamar este mal de bem, é porque já tinham chamado ao erro de verdade. Tudo isso se sustenta; entre todas essas coisas há uma coerência, uma lógica, um laço de causalidade.

Nosso Senhor nos ensina que reconhecemos uma árvore por seus frutos, e que a árvore boa produz frutos bons[1]. Como conseqüência, se o fruto é amargo, corrompido, se ele é uma incitação ao pecado, só pode vir de uma árvore má. E se a árvore é má, é por causa da sua semente que já era ruim.

O problema que vivemos hoje na Igreja não é apenas relativo às conseqüências: o conjunto do período pós-conciliar é uma árvore má, mas ela estava toda contida potencialmente na semente que foi o próprio Concílio Vaticano II.

Se hoje estamos diante do escândalo da comunhão dos divorciados “recasados”, é porque há uma legislação e uma prática pós-conciliar que permitiram a inversão dos fins do matrimônio, enfraqueceram sua indissolubilidade e introduziram o personalismo ao inventarem um novo bem do casamento: o bem pessoal dos esposos.

Todas essas doutrinas que há anos foram introduzidas na Igreja estão contidas no Concílio, em Gaudium et Spes, onde estão estabelecidos esses princípios. E quando o papa atual permite todas essas coisas, só podemos constatar o desenvolvimento homogêneo do erro.

É espantoso que não haja uma reação geral na Igreja contra essas medidas, que não haja grupos de bispos e cardeais que se oponham publicamente ao escândalo. Isso mostra a gravidade do modernismo que primeiro desarma, para em seguida desaparecer com os anti-corpos.

Apesar de certa melhora, certa dissolução desse espírito modernista em relação a nós, continua sempre a mesma coisa: para sermos reconhecidos devemos aceitar as novidades conciliares.

Não faz muito tempo o Papa Francisco se sentiu obrigado de corrigir as palavras de Mgr. Pozzo, dando a precisão de que o reconhecimento da Fraternidade São Pio X era possível, mas somente com o reconhecimento prévio do concílio Vaticano II, “pois ele tem seu valor”[2].

O superior hierárquico  de Mgr. Pozzo, o cardeal Muller explica que para ser católico é necessário aceitar o papa e o Concílio, e que a liberdade religiosa, o ecumenismo etc. são elementos da doutrina comum, ou seja, que são relativos à Fé. Ele compara isso ao caso da Ressurreição de Nosso Senhor, uma verdade de fé, mas que não foi explicitamente definida. E conclui que pedir o reconhecimento do Concílio não é fora de propósito e não deveria ser um obstáculo insuperável para a Fraternidade São Pio X[3].

De fato, esse reconhecimento é o que nos conduzirá “à plena comunhão”, uma comunhão no erro. Está claro que a condição é a aceitação do Concílio e das reformas pós-conciliares.

Por isso fica claro que o combate continua. Como nosso Superior Geral, Dom Fellay, disse: se devemos escolher entre a Fé e um compromisso, a escolha já está feita: não haverá compromisso![4]

Deus pode mudar as circunstâncias e nos por numa situação diferente. Essa é nossa firme esperança. Mas a realidade atual é o que ela é".

Além do Editorial, trazemos neste número um artigo do Pe. Luiz Cláudio Camargo, sobre as promessas do Sagrado Coração de Jesus - artigo do Pe. Xavier Beauvais, também da Fraternidade S. Pio X, sobre a necessidade sermos corajosos na profissão de fé católica, deixando de lado o respeito humano. Mgr. de Ségur nos brinda com um excelente texto sobre a maçonaria; publicamos também a 1ª parte do livro A Nova Teologia. E fechamos com a famosa conferência de Gustavo Corção sobre o monaquismo de São Bento.

Leiam e façam a difusão da Revista Permanência!

 


[1] São Mt 7, 16-17

[2] Entrevista do Papa Francisco ao jornal La Croix, 16 de maio de 2016.

[3] Entrevista do Card. Muller a Herder Korrespondenz, junho de 2016.

[4] Entrevista de Dom Fellay a National Catholic Register, de 13 de maio de 2016.

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