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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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criação (1)

A criação

Dois autores espirituais de índoles tão diversas, como Santo Tomás de Aquino e São Francisco de Sales, tiveram ambos a idéia de colocar a mesma consideração no pórtico de duas grandes obras: a Introdução à Vida Devota e a Summa Contra Gentes, IIª Parte. Ambos os autores, um em termos mais universais e grandiosos, e o outro em termos mais particulares e adaptáveis a cada alma, propõem a consideração do Universo, da Criação, como útil ao progresso da Fé. O Doutor Angélico, invocando as palavras do salmista: “medidatus sum in omnibus operibus suis”, abre o seu segundo capítulo com estas palavras: “A meditação das obras divinas é necessária ao homem para a edificação de sua Fé em Deus.” E logo adiante acrescenta que o primeiro proveito é o de deixar a alma admirada e maravilhada, porque, como já mil e tantos anos antes dissera Platão, não pode haver sabedoria sem essa inicial disposição de louvor. Nessa perspectiva poderíamos dizer que o princípio da sabedoria é a admiração. O que Santo Tomás deseja de nós é que descubramos, na meditação das obras de Deus, que Deus é causa primeira de tudo, causa eficiente segundo o seu poder, causa exemplar segundo sua sabedoria, e causa final segundo sua bondade; ou que cheguemos a vislumbrar, na essencial bondade de todas as coisas, o reflexo daquela Bondade que é o próprio Deus.

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