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Júlio Fleichman (17)

Entrevista com Julio Fleichman

 A CRISE É DE FÉ

Alguns anos antes de falecer, após 35 anos de militância como presidente da Permanência, Júlio Fleichman narrou sua trajetória ao lado de Gustavo Corção — o mais firme de nossos polemistas católicos — os eventos decisivos na formação de seu posicionamento diante desta terrível crise de nosso tempo, e de seu combate aos inimigos da Igreja.

 

Hoje, os membros de Permanência e os novos católicos que vão se convertendo à defesa da Tradição, reúnem-se na Capela S. Miguel Arcanjo, às sextas e domingos, no Cosme Velho, para assistir a "Missa de sempre" — a Missa Tridentina, celebrada por D. Lourenço Fleichman, OSB — e prosseguir no combate.

  

Como foi o seu encontro com Gustavo Corção? Como o senhor chegou a conhecê-lo?
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A salvação para os Judeus

Este filme despertou enorme atenção pública por três razões: primeiro, por ter sido feito por um grande ator como produtor, Mel Gibson; segundo, por ser uma filmagem da vida de Cristo, numa obra cinematográfica de nível artístico admirável, em tempos de total indiferença, para não dizer desprezo ou rancor, pela pessoa de Jesus Cristo ou por qualquer aspecto de vida religiosa católica e terceiro pela imediata reação agressiva de grupos judeus nos Estados Unidos onde rabinos ligados à organização maçônica judaica B:nai B:rith iniciaram campanha contra o produtor e seu filme acusando-o de ser anti-semita. Esta última razão funcionou como o que os gregos chamavam “estentoreio”, isto é, alto-falantes que atraíram a atenção dos jornais e televisões e provocaram debates acirrados sobre o assunto.

Itinerário espiritual da Igreja católica - introdução

INTRODUÇÃO
 
Em nossa extrema miséria, os membros da PERMANÊNCIA procuramos durante muitos anos conservar algum tipo de reunião que nos aproximasse um dos outros em razão do amor a Nosso Senhor, para que, de algum modo, encontrássemos um ambiente em que se falasse de Deus e para Ele se voltassem nossos esforços.

Dom Helder Câmara - uma retrospectiva de fatos

Tenho sobre minha mesa 10 pastas cheias de recortes sobre D. Helder Câmara. Cobrem o período que vai de 1964 até 1977. A simples existência dessas pastas, cheias de recortes que nos informaram, aqui no Brasil1 de TODOS os pronunciamentos de D. Helder Câmara, muitos transcritos na íntegra e em TODOS os jornais, desmentem por si só a alegação de que D. Helder é aqui "totalement censuré", como costuma dizer contra nós o jornal "La Croix" de Paris. Mas, como não pretendo ser democrata nem partidário da liberdade de imprensa (no sentido em que esta expressão é entendida nos Estados Unidos) acrescento que uma coisa D. Helder Câmara tem sido e continua sendo, graças a Deus, impedido de fazer pelo Governo brasileiro. Não que seus pensamentos sejam expressos e publicados mas, sim, que ele faça CAMPANHAS públicas em que mistificaria a opinião pública com sua condição de Arcebispo, fingindo que a Igreja Católica, a que tem 20 séculos e é sempre a mesma, endossa suas atitudes. Isso sim, graças a Deus, lhe é proibido.

  1. 1. Texto escrito para ser publicado na França

A procura da santidade

 

A nossa circular aos assinantes de PERMANÊNCIA valeu-nos uma porção de cartas e listas de assinaturas, pedindo ao Papa a recuperação da missa que a Igreja sempre celebrou. Estas cartas foram enviadas a Roma apesar de sua insignificância e do pouco que podem pesar, para influir no curso dos acontecimentos.

O governo de Deus (seguido de artigo de Gustavo Corção)

A vinda do Messias, o Filho de Deus, centro da História, é o fundamento de toda a Criação e da Redenção da humanidade decaída.
 
Depois que Ele veio abriram-se os caminhos ainda fechados para a ascensão das almas para o Senhor. Agora, tendo-O como modelo a imitar, guia a seguir, os homens não precisam mais de profetas através dos quais consultem o Senhor sobre a paz ou a guerra porque O têm a Ele, pendurado na Cruz. “Tomai sobre vós a vossa cruz de cada dia e segui-me” é o que Ele nos diz. Trata-se portanto de encarar a vida pessoal de cada um na perspectiva única possível para uma alma religiosa, a da procura ardente da própria santificação, sabendo que ela só de Deus nos pode vir mas que de nosso pedir também depende o conceder. Deus dispôs as concessões de seus dons segundo as orações dos que as devem receber, embora sempre nos cumule abundantemente de graças que recebemos sem suspeitar, embora Ele nos ame primeiro antes que tenhamos um começo de consciência disso.

A perseguição contra Mons. Lefebvre

A LEI FUNDAMENTAL DA IGREJA
“A lei fundamental da Igreja é a salvação das almas”. Mons. Lefebvre diz: “Nós agimos segundo a lei fundamental da Igreja para salvar as almas, salvar o sacerdócio, continuar a Igreja. E é bem isso que está em jogo. Nós nos opomos a certas leis disciplinares para salvar as leis fundamentais da Igreja. Utilizando contra nós leis disciplinares é a destruição das leis fundamentais que ocorre. (...). O novo código de Direito Canônico contém artigos que vão contra os fins da Igreja. Quando se permite dar a comunhão a um protestante, não se pode dizer que isso não seja contra a finalidade da Igreja. Quando se diz que há na Igreja dois poderes supremos, não se pode dizer que isso não vai contra a finalidade da Igreja. A definição da Igreja como “povo de Deus” em que se encontram confundidos todos os ministérios e não se faz mais distinção entre o clero e os leigos, é contrária ao dogma. Tudo isso é contra os fins da Igreja. Destroem os princípios fundamentais do Direito e querem que nos submetamos a isso. Para salvar as leis fundamentais da Igreja fomos obrigados a ir contra leis disciplinares. Em tudo isto, quem está errado, quem tem razão? Evidentemente, têm razão os que salvam as leis fundamentais da Igreja. As leis disciplinares são feitas para servir às leis fundamentais, isto é, a salvação das almas, a glória de Deus, a continuação da Igreja. É perfeitamente claro. (...). O que nós preferiríamos, é claro, é que tudo fosse normal, que nós não nos encontrássemos nessa situação aparentemente ilegal. Mas não nos podem censurar de ter querido mudar seja o que for na Igreja. E por que continuamos? Por que buscamos os fins da Igreja. Se podem nos acusar de faltar a certas leis disciplinares, ninguém pode dizer que a Fraternidade não age segundo as finalidades da Igreja”. E Mons. Lefebvre continua mostrando que mesmo no caso de leis disciplinares a Igreja sempre deixou uma porta aberta, levando em conta a salvação das almas e cita três exemplos: o cânon 2261 que permite, em certas situações, que até mesmo a um padre excomungado se procure para confessar; os que são autorizados a se darem em casamento se não encontram padre idôneo que os case dentro de 30 dias e também para a confirmação, há casos em que um simples padre pode dá-la, por exemplo, em caso de risco de morte iminente (Fideliter número 55).

A democracia nos coage

I.            OS DIREITOS E AS OBRIGAÇÕES
 
Os defensores dos “direitos humanos” entendem, por estas palavras, dois tipos de valores que buscam defender: ora a expressão se refere a problemas de alegadas “torturas” em prisioneiros que eles chamam “políticos” — e nesse caso trata-se de uma campanha que só começou a existir no mundo a partir da derrubada de governos esquerdistas na América Latina — ora dos que se arvoram em defensores dos “direitos humanos” se referem a requisitos “democráticos” da organização social, requisitos esses nascidos das concepções iluministas do século XVIII e que misturam atributos de ordem natural com pretensos direitos de uma lógica materialista presente no humanismo desde a Renascença.

Dignidade da natureza, não da pessoa

A noção da dignidade não pode ter a conotação, insinuada em nossos dias, de um valor absoluto. E tampouco pode ganhar essa conotação com a ligeireza com que os mais altos dignatários da Igreja se permitiram aceitá-la. A linguagem católica pode falar em dignidade da natureza humana, dignidade que lhe advém sobretudo porque a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo de Deus, preferiu esta natureza e não outra e assumindo-a, fazendo-a sua, emprestou-lhe um valor inesperado e uma eminência imerecida.

A crise é de Fé e é grave

Alguns anos antes de falecer, após 35 anos de militância como presidente da Permanência, Júlio Fleichman narrou sua trajetória ao lado de Gustavo Corção — o mais firme de nossos polemistas católicos — os eventos decisivos na formação de seu posicionamento diante desta terrível crise de nosso tempo, e de seu combate aos inimigos da Igreja. 
 
Hoje, os membros de Permanência e os novos católicos que vão se convertendo à defesa da Tradição, reúnem-se na Capela S. Miguel Arcanjo, às sextas e domingos, no Cosme Velho, para assistir a "Missa de sempre" — a Missa Tridentina, celebrada por D. Lourenço Fleichman, OSB — e prosseguir no combate.

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