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Category: Vaticano IIConteúdo sindicalizado

Os papas conciliares e a modernidade

Novembro 21, 2016 escrito por site_permanencia

Jornal Si Si No No, Ano XLII, nº10

1º) João XXIII, no discurso de abertura do Concílio, em 11/10/1962, disse: “ferem agora os ouvidos sugestões de pessoas (...) que, nos tempos modernos, só veem prevaricação e ruína; vão repetindo que nossa época, comparada com as passadas, foi piorando (...) A Nós parece ter que dissentir desses profetas de desgraças[1], que anunciam sempre eventos infaustos (...). Sempre a Igreja se opôs aos erros, várias vezes os condenou com máxima severidade. Agora, porém, a Esposa de Cristo prefere usar a medicina da misericórdia em vez da severidade. (...) Não que faltem doutrinas falazes (...), mas hoje em dia parece que os homens estão propensos a condená-las por si mesmos” (Enchiridion Vaticanum, Documenti. Concilio Vaticano II, EDB, Bologna, IX ed., 1971, p.39 e p.47).

Respondemos:

a) Os tempos modernos começam com Descartes para a filosofia, Lutero para a religião e Rousseau para a política, e os seus sistemas estão em ruptura com a Tradição Apostólica, a Patrística, a Escolástica e o dogma católico. De fato, a modernidade é caracterizada pelo subjetivismo. Seja na filosofia: “Penso, logo existo”, que é a via aberta por Descartes ao idealismo para o qual é o sujeito que cria a realidade. Seja em religião, com o livre exame da Bíblia sem a interpretação dos Padres e o Magistério e com a relação direta homem-Deus sem mediadores (Lutero: “sola Scriptura” “solus Christus”). Seja em política, pois o homem não é animal social por natureza, antes é solitário, portanto é ele quem cria a sociedade temporal mediante o “contrato social”.

A "bondade"de João XXIII

Pe. Michel Simoulin, FSSPX

“João XXIII entrou para a história como o ‘Papa buono’ (Papa bom). A esse respeito, é licito se perguntar se ‘Papa buono’ equivale a bom papa” – cardeal Silvio Oddi[1].

A lista dos livros, estudos e artigos escritos que celebram a “bondade” desse papa é longa demais para ser relacionada aqui. O ponto culminante — e, parece, definitivo — dessa celebração é representado pela promulgação, em 20/12/1999, do decreto sobre as “virtudes” heroicas do servo de Deus, João XXIII. Isso pareceu colocar termo à discussão. Todavia, não podemos esquecer outros estudos e artigos publicados para destacar falhas e fraquezas desse mesmo papa[2]. Até o discurso dirigido ao papa atual[3] pelo prefeito da Congregação da Causa dos Santos, em 20/12/1999, suscita algum espanto. Com efeito, se as virtudes louvadas em Pio IX são belas virtudes cristãs (zelo pastoral infatigável, intensa vida de oração, profunda vida interior), as de João XXIII são estranhamente novas, até mesmo desconhecidas da Teologia Ascética e Mística:

Francisco afirma que concubinos podem ter a "graça do verdadeiro matrimônio". O legado de Martini continua

                             

Nosso Senhor comandou a Pedro que confirmasse seus irmãos na Fé (S. Lucas 22,32), mas Francisco deleita-se em fazer todo o contrário.

Em 16 de junho, em uma sessão de perguntas e respostas durante conferência em Roma, Francisco sinalizou que quem vive em "fiel" concubinato recebe a "graça do verdadeiro matrimônio por causa de sua fidelidade". Mas, ao contrário do que afirma o Papa, o concubinato nunca traz consigo a graça do verdadeiro matrimônio, pelo fato de em si ser uma desgraça.

Na continuação de três anos de comentários irresponsáveis, que provocam escândalos em escala mundial, Francisco falou da situação na Argentina, onde a maioria dos que freqüentam aulas de preparação para casamento vive em concubinato.  Conforme o registro de Catholic News Agency:   Leia mais

Pode a Igreja morrer?

Dom Lourenço Fleichman OSB

Muitas pessoas me pedem que atualize com mais freqüência o site. Confesso que não tenho conseguido me dedicar mais a este apostolado, levado pelo excesso de trabalho nas quatro capelas sob minha responsabilidade, nas revisões doutrinárias dos livros que editamos e na cura das almas. Estamos iniciando agora o projeto do Colégio São Bernardo, a primeira escola da Tradição no Brasil, sobre a qual falaremos a seu tempo.

Felizmente tenho a ajuda de uma equipe atuante no que toca a produção da Revista Permanência, de outra forma não conseguiria manter o ritmo dos lançamentos trimensais. Confesso que é um trabalho que nos traz muita satisfação.

Agora mesmo assistimos a mais um grave escândalo do ecumenismo desenfreado. A reunião promovida pelo papa Francisco I dentro do Vaticano, no domingo de Pentecostes é apenas um gemido naturalista, um grunhido da História, dentro da obra destruidora do Vaticano II.

LEIA A CONTINUAÇÃO

LANÇAMENTOS DA EDITORA PERMANÊNCIA

Agora é o nº 274, da nossa

Revista Permanência que já está à venda.

Editorial - Vaticano II canonizado - uma análise crítica às canonizações impossíveis de João XXIII e João Paulo II.

Ainda nesse tema, John Vennari escreve sobre Madre Tereza de Calcutá, mostrando o quanto esta religiosa está longe dos cristérios católicos de santidade.

Publicamos ainda um belíssimo trabalho do Pe. Calmel O.P., sobre as grandezas de Jesus Cristo, no qual o corajoso dominicano combate o  rebaixamento da divindade de Jesus Cristo, operada pelo último Concílio.

Vários outros artigos ilustram este número de Pentecostes da nossa Revista.

Dessa vez, a polêmica fica por conta da entrevista exclusiva concedida pelo Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra. Nossos leitores já o conhecem, sobretudo por causa do livro A Verdade Sufocada, que vendemos em nossa livraria virtual.

O Cel. Ustra foi escolhido como bode expiatório pelo governo do PT, para pagar pela derrota impressionante que nossos militares infringiram aos comunistas já acampados no poder, em 1963, e que ousaram lançar uma guerra civil no Brasil. Foram derrotados.

Hoje, de volta ao poder, os antigos terroristas  não sossegam enquanto não se vingarem dos nossos militares.

Mas eles não esperavam que o Cel Ustra lançasse em livro documentos e depoimentos que desmontam, uma a uma, as acusações caluniosas da mídia e dos tribunais.

O Cel Ustra aceitou responder às nossas perguntas e honra nossas páginas com sua presença.

CLIQUE AQUI E LEIA A REVISTA PERMANÊNCIA

 

Outra novidade:

PEQUENO MANUAL DO CATÓLICO

Este livreto de Dom Lourenço Fleichman OSB expõe, em perguntas e respostas, a prática da Igreja sobre o comportamento que devemos ter quanto a questões da vida da Igreja. Quanto à Santa Missa, ao templo, ao missal, aos cinco Mandamentos da Igreja, e de todos os Sacramentos. Ele responderá, certamente, a muitas dúvidas da atualidade.

Formato 18 x 12, 50 páginas  R$  17,00

Editorial do número 272, Natal 2013

O ORÁCULO DOS DEUSES

Os estudiosos dos mitos explicam que uma das características dessas criações é a crença na realidade do mito, por mais bizarro e absurdo que seja. Todos os mitos têm um fundamento religioso, e realizam-se como uma ação sagrada, o que explica a adesão intensa dos espíritos às coisas assim produzidas.

O que pensar, por exemplo, da origem das castas tibetanas? O que pensar do ovo nascido dos cinco elementos e que dará origem a 18 ovos, um dos quais desenvolve membros, depois os cinco sentidos, e transforma-se, enfim, num jovem de grande beleza? Há nessa estranha trama algo ainda mais radical: os homens vão dando crédito a essas bruxarias porque lhes foram transmitidas ao longo do tempo, por tradição oral. Não possuindo a verdadeira Revelação, apegam-se ao que lhes foi transmitido pelos ancestrais.

Continue lendo

A escandalosa vinda de Dom Williamson ao Brasil

 

 O Dia em que a Terra parou

Dom Lourenço Fleichman OSB

Nosso Brasil é um país curioso. Mistura certa ingenuidade com uma capacidade de estar sempre envolvido em discussões tolas. Somos, de um modo geral, superficiais, metidos sempre em curiosidades, em busca desenfreada de informações, constantemente deixadas para trás na medida em que novas notícias vão sendo publicadas em toda parte. Conta-se nos dedos os brasileiros que conseguem recuar diante de uma notícia, meditar, ponderar, e aguardar o melhor momento para falar, se for o caso.

A Igreja Católica e a Outra

Dom Lourenço Fleichman OSB

A leitura do debate em torno das Cartas do Concílio, do Padre Berto, teólogo de Mons. Marcel Lefebvre no Concílio, publicado na revista dos dominicanos franceses Le Sel de la Terre nº 45 mostrou-me, ainda uma vez o quanto a crise atual joga as almas em todas as direções no meio desta névoa espessa que cobre a Igreja.

Parece evidente que, quarenta anos após o Concílio, é necessário trabalhar mais a fundo a questão da natureza exata da crise modernista, sua essência, a base teológica explicativa de tal situação, sem esquecer os apoios nas Sagradas Escrituras e nos Padres da Igreja, também importantes. Assim, como conseqüência desta análise, devemos procurar estabelecer de modo mais sólido, até que medida um católico é obrigado a seguir a Roma modernista, seus textos, seus ritos, seus acordos. Leia mais

Fraternidade São Pio X

Dom Lourenço Fleichman OSB

Está sendo difundido em alguns blogs um artigo meu antigo, sem que se avise ao leitor que ele não é atual. Lendo-o com a falta de atenção que costumam usar, querem insinuar que eu defendo o atual processo de união entre a Fraternidade S. Pio X e o Vaticano. Convido os leitores a ler esse texto prestando a atenção devida, e perceberão que minha defesa de Dom Fellay nesse antigo artigo está baseada na afirmação categórica de que o Superior Geral da Fraternidade não faria, naquela ocasião, nenhum acordo prático, pois assim sempre ensinou em suas conferências: sem a conversão das autoridades romanas, não se pode pensar em acordo prático.

É evidente que nessa hora de grande perturbação e angústia para todos os fiéis católicos da Tradição, em que vemos Dom Fellay declarar que deseja esse acordo prático, é preciso ter os critérios verdadeiros diante de si: a fé sobrenatural exige nossa adesão total à verdade, e não se vê da parte de Roma nenhuma mudança substancial nesse sentido. Não podemos apoiar tal acordo. Procuramos manter nossas almas em oração e penitência, pedindo à Virgem Maria que não permita que a Tradição perca sua força por essa aproximação com o Vaticano, que continua pregando os inaceitáveis erros do Concílio.

Leiam na mesma perspectiva:
A Igreja Católica e a Outra - Dom Lourenço
A Descoberta da Outra - Gustavo Corção
Miragem ou visibilidade - Dom Lourenço
Nossa Posição sobre a Crise da Igreja - Dom Lourenço
A Revelação do Homem - Gustavo Corção

 

"Unidade na diversidade"

 Dom Lourenço Fleichman OSB

Um leitor nos envia interessante e-mail contendo citações tiradas do Movimento Neocatecumenal.1
 
"Não digam nada às pessoas de todas estas coisas: simplesmente revalorizem o valor comunitário do pecado, sua índole social, o poder da Igreja, etc." (Kiko, Apostilas cit., 9º Dia, p. 137).
 
  1. 1. Notas: Citações das heresias do movimento Neo-catecumenal Francisco Arguelo -- Kiko -- Apostilas, Orientações às Equipes de Catequistas para a fase de Conversão, Anotações tiradas das gravações dos encontros realizados por Kiko e Carmem, para orientarem as equipes de catequistas de Madri, em Fevereiro de 1972.
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