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Cruzadas (2)

As Cruzadas

Poderíamos deixar de tratar este assunto, pois basta ler-se qualquer história imparcial para se ver como foram justas estas expedições bélicas, em que a sociedade cristã se apresenta com todo o brilho do seu heroísmo religioso; pelo que, com justo titulo se gloria a Igreja de ter sido a iniciadora delas.

A era das Cruzadas

 

Um tanto por acaso, começou o último capítulo pelo nome de Santo Eduardo; calha muito bem a este começar pelo de São Jorge. Contam que sua primeira aparição como patrono do nosso povo deveu-se aos instantes rogos de Ricardo Coração de Leão, durante a campanha na Palestina; e isto, como veremos, veio muito a propósito para uma nova Inglaterra, que haveria de ter um novo santo. Os confessores sempre foram presença marcante na história inglesa, enquanto São Jorge – apesar de sua participação no martirológio romano – parece não fazer parte de história alguma. Se desejamos compreender a maior e mais nobre das revoluções humanas, só conseguiremos vislumbrá-la à condição de aceitar o paradoxo que representa o enorme progresso e esclarecimento de sua passagem da crônica para o romance.

 

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