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Islamismo (8)

O que o ocidente medieval deve aos árabes, e o que não lhes deve

Jean Sévillia

Professor substituto de história e doutor em letras, Sylvain Gouguenheim ensina história medieval na prestigiosa École normale supérieure de Lyon. Até pouco tempo, era ele um professor sem história. Estimado pelos estudantes, reconheciam-no os seus pares como um especialista em Idade Média alemã. As suas doutas publicações e livros — sobre Hidelgarda de Bingen, mística da região da Renânia no século XII, sobre o terror do ano mil ou sobre os cavaleiros teutônicos[1] — granjeavam respeito para este medievalista que também é germanista.

Em 2008 a curiosidade o levou a pesquisar a transmissão da cultura helênica na Idade Média. Desempenharam os árabes um papel no processo, ninguém o ignora, mas em que medida? Um lugar comum reza que o conhecimento antigo, depois de desaparecer da Europa em razão da queda do Império Romano, refugiou-se no mundo muçulmano que, ao traduzir para o árabe os textos gregos, transmitiram-nos ao Ocidente – transmissão que possibilitou o florescimento da cultura ocidental.

Islã, religião do amor?

Agosto 2, 2016 escrito por site_permanencia

 

É preciso distinguir islã e fundamentalismo islâmico? O islã é mesmo uma religião de amor? Existe mesmo um islã moderado? Os responsáveis pelos atentados recentes encontraram no corão sua justificação?

O estudo a seguir vai responder, com clareza e precisão, essas questões fundamentais. As autoridades religiosas e políticas terão interesse em se debruçar sobre estas interrogações. Leia mais

 

Muçulmanos querem calar nossos sinos

Julho 25, 2016 escrito por site_permanencia

O Reino Unido assiste ao desenvolvimento de uma nova forma de anticristianismo por radicais islâmicos. Em várias cidades, famílias muçulmanas têm feito denúncias contra igrejas próximas de suas residências, com o intuito de impedi-las de tocar os sinos. Os muçulmanos chegam a afirmar que o tocar dos sinos é um desrespeito com outras religiões.

Grupos de muçulmanos, vizinhos de diversas igrejas britânicas, exigem que durante as missas nenhum barulho seja ouvido fora das igrejas.  Leia mais

Islã, religião do amor?

 É preciso distinguir islã e fundamentalismo islâmico? O islã é mesmo uma religião de amor? Existe mesmo um islã moderado? Os responsáveis pelos atentados recentes encontraram no corão sua justificação?

O estudo a seguir vai responder, com clareza e precisão, essas questões fundamentais. As autoridades religiosas e políticas terão interesse em se debruçar sobre estas interrogações. Leia mais

   

Islã: religião tolerante e favorável ao Catolicismo?

Agosto 10, 2018 escrito por admin

Nas discussões atuais sobre as relações entre o Islã e o Cristianismo defrontamo-nos continuamente com três juízos preconcebidos que não resistem a um estudo preciso do que é o Alcorão. Esses juízos, no entanto, parecem paralisar de maneira preocupante a capacidade de defesa da nossa sociedade contra essa religião cheia de perigos. São correntes de fato, as seguintes afirmações:

1) É preciso distinguir entre islamitas fanáticos e muçulmanos moderados. Estes últimos se referem, com razão, às exortações à tolerância feitas por Maomé: é preciso, pois, colaborar com estes;

2) Os judeus e os cristãos gozariam segundo o Alcorão de certos direitos: enquanto juridicamente “protegidos”, eles deveriam ser separados dos “infiéis” que o Islã combateria mais duramente;

3) A base dessa distinção estaria na classificação alcorânica dos judeus e dos cristãos como “gente do livro”, porque titulares de uma Escritura inspirada por Deus. Nesse contexto, cita-se muitas vezes a Surata 5, 51 segundo a qual o Cristianismo dependeria abertamente, em aparência, das normas da Bíblia: “As pessoas do Evangelho julgam portanto segundo o que Deus revelou nele”.

Começando por esse último ponto, cabe notar que seria totalmente errado considerar que o Alcorão reconhece as verdades anunciadas no Novo Testamento tais quais chegam a nós na Tradição Apostólica. Na realidade, não se pode avaliar corretamente a referência do muçulmano às duas outras “religiões do Livro”, se não se conhece a doutrina do tahrif, isto é, em substância, a acusação que se dirige igualmente aos judeus e aos cristãos, de terem falsificado a posteriori a Revelação recebida, que é — segundo os muçulmanos — a que originariamente teria sido comunicada ao “profeta” 1. Essa doutrina é originária de Sour e está solidamente enraizada no Alcorão (cf. Surata 5, 16-18). A teoria da falsificação oferece aos muçulmanos, com efeito, a chave hermenêutica para interpretar as contradições múltiplas, unilaterais e muitas vezes grotescas, que se encontram entre o Alcorão de um lado e Antigo e o Novo Testamento de outro. Infelizmente, no clima atual, cheio de irenismo ecumênico, perdeu-se o conhecimento dessa condição de base, decisiva para compreender a maneira segundo a qual o Alcorão entende o Cristianismo; um conhecimento que, no século XV, o grande papa humanista Pio II possuía ainda que de maneira totalmente natural... Esse papa fez de fato a única coisa que era realmente essencial: refutou essa doutrina completamente absurda, com uma série de análises críticas apertadas dos textos 2.

A origem da teoria não falta de interesse. O Alcorão afirma ter sido comunicado diretamente a Maomé pelo arcanjo Gabriel (Surata 2, 91) e pretende que representa uma cópia, comunicada oralmente, do Livro original que se encontra no céu e que constitui como o arquétipo de todas as outras Santas Escrituras (Surata 56, 77-80). Em nítida oposição a essas afirmações, nenhum especialista moderno honesto pode negar que Maomé, à maneira dos sincretistas, tenha claramente se servido de empréstimos tomados ao seu próprio meio cultural. De resto, isto já lhe tinha sido censurado durante toda sua vida (Surata 16, 103). As fontes desses empréstimos, que não podem ser concretamente negadas, são o gnosticismo “cristão” e sobretudo o maniqueísmo que lhe está ligado.

Por grandes que sejam as diferenças entre os sistemas religiosos de um Manés e de um Maomé, não se pode no entanto negar que o árabe tenha tomado diversos elementos (de modo algum secundários) da escola do persa. Dessa última escola vem de fato a teoria de uma sucessão profética na qual os anúncios ou revelações sucessivas são consideradas como cópias perfeitas de um Livro que é o arquétipo celeste da Revelação, cópias que teriam sido, não obstante, falsificadas pelos homens (com exceção, naturalmente, da cópia original!). E exatamente do mesmo modo que Manés, Maomé definiu como o “Marca dos profetas” (Surata 30, 40); e claramente como o “Paráclito” prometido por Jesus (Jo. 14, 16 ss.). (CF. Surata 61, 6, onde a palavra grega é interpretada de maneira completamente falsa, como se significasse “o glorioso” [e não o consolador n.d. t.], que em árabe, é ahmed, ou ainda, Mohammed, Maomé). À maneira dos gnósticos, as duas religiões negam, pelo contrário, o sofrimento físico e a morte de Jesus na Cruz, e a Redenção oferecida aos homens que dela resulta (Surata 4, 157). Esses aspectos e outros foram daí por diante definitivamente estabelecidos pela mais recente pesquisa científica 3.

Abordemos agora os dois juízos apriorísticos mencionados nos pontos 1) e 2). No que diz respeito ao primeiro, muitas vezes se superestima a condição de “protegidos”, afirmando que ela seria capaz de garantir os judeus e os cristãos que se encontram sob o domínio muçulmano. Todo “Dhimmi” ou “protegido” goza, em realidade, de uma liberdade (relativa) de religião, em troca da qual ele deve pagar uma taxa — algumas vezes alta — e contentar-se com uma posição subordinada na sociedade e no Estado4. Assim, por exemplo, é expressamente proibido aos muçulmanos ligar-se por amizade com judeus e cristãos (Surata 5, 56). Mas — o que é ainda pior — também é superestimada a amplitude da tolerância no Islã. Seu conceito, no Alcorão, não se deixa caracterizar jamais, de maneira unívoca e moral, nem mesmo para os muçulmanos. Os islamitas fanáticos poderiam, por exemplo, referir-se à versículos do seu “livro sagrado” com a mesma legitimidade com que os muçulmanos liberais, ao aludir a outros versículos, invocariam esse mesmo “livro sagrado” para demonstrar a disponibilidade pacifica de sua religião ao diálogo. A causa de um fato tão extraordinário está nas numerosas contradições que se encontram nas Escrituras de Maomé, contradições determinadas, em grande parte, pela radicalização extrema da vida do “profeta”, particularmente após sua transferência de Meca para Medina 5. Com isso, as relações de Maomé com os judeus e os cristãos foram enormemente perturbadas. Assim, na Surata 9, 29-33, os cristãos são considerados como adoradores de ídolos e pagãos assimilados aos “infiéis”, por causa da sua fé na natureza divina de Cristo: o Alcorão incita, portanto, à luta contra eles6. O que espera os cristãos quando os muçulmanos se sentirem obrigados a preparar a Djihad, o “grande esforço” pela “ortodoxia”, no plano da luta armada, encontramos na Surata 47, 4 e 5: “Quando reencontrar aqueles que não crêem, mate-os [literalmente: corte sua cabeça], até que tenha feito um massacre; então, reforce os ferros dos restantes. Depois disso, ou dê-lhes a graça [literalmente: liberte-os] ou exija um resgate, até o momento em que a guerra tenha deposto suas armas”.

Quando se conhece esses contextos, não é possível evitar o espanto ante o fato de que, recentemente, Walter Kasper — bispo alemão — haja anunciado que nada tem a objetar à introdução de cursos de religião islâmica nas nossas escolas 7. O porta-voz da representação da C.D.U. no parlamento do Saarre, J. Schreier, mostrou, por sua parte, melhor compreensão da realidade. Numa carta ao diretor 8 sobre o mesmo tema, repetiu que existem dúvidas consideráveis a respeito de que princípios determinados do Islã possam harmonizar-se com a Constituição do “Land”, assim como com a concepção dominante dos valores e com os fins da educação. Entre esses princípios (incompatíveis) cita-se: a posição da mulher na sociedade, a poligamia, o sistema penal draconiano do Alcorão, a falta de liberdade de fé e de consciência, a falta de tolerância para com as outras crenças e a vinculação da religião com o Estado. A assembléia de primavera da Conferência Episcopal Alemã, que houve em Münster no início deste ano, sentiu-se obrigada a manifestar sua preocupação face à evolução da situação na Argélia, no Paquistão e no Sudão, países nos quais as minorias cristãs estão sempre mais ameaçadas, não somente no livre exercício da sua fé mas também na sua vida e nos seus bens 9. E na Turquia, que foi um tempo considerada muito liberal nos assuntos religiosos, poderia-se citar episódios específicos, que demonstram como se tornou cada vez mais difícil dar às crianças uma educação cristã, conservar os lugares de reunião e as instituições cristãs 10. Quem estiver seriamente convencido de que o ensinamento do Islã nas escolas alemãs deveria ajudar a incentivar as tendências de um Islã moderado e tolerante se verá constrangido a lamentar sua incompreensão da realidade. Em todo caso, deverá meditar a conclusão que tiraremos deste artigo. Perguntemo-nos, de fato, abertamente e com espírito crítico se, como cristãos, por causa da tibieza da nossa fé, não temos nós boa parte de responsabilidade pela rápida expansão do Islã em nossos países. Um chefe religioso iraniano, o cheik Morteza Motahhari, recentemente exprimiu-se com desprezo totalmente justificado sobre o modo de conceber a religião no Ocidente: “Não é possível que alguém negue a existência de Deus ou de Jesus e ainda afirme ser cristão. São pequenas brincadeiras que não têm nada a ver com a religião autêntica da qual a humanidade tem necessidade11.

(Extraído de Mitteilungsblatt der Priesterbruderschaft St Pius X fuer den deutschen Sprachum. Boletim da Fraternidade São Pio X, de lingua alemã)

 (Revista SIM SIM NÃO NÃO n° 45 ― Setembro de 1996)

 

  1. 1. H. Stieglecker, Die Glaubenslehre der Islam, Paderborn 1962, pp. 79 ss.
  2. 2. R.W. Southern, Das Islambild der Mittelalters, Stuttgart 1981, p. 68.
  3. 3. T. Olsson, The Manichean Background of Eschatology in the Koran in Manichean Studies, Lund 1988, pp. 273-282.
  4. 4. A. Th. Khoury, Toleranz in Islam, Munich 1980 p. 209.
  5. 5. Islam-Lexikon, Herder 1991, II p. 461 ss.
  6. 6. H. Busse, Die theologischen Bezienhungen der Islam zu Judentum and Christentum, Darmstadt 1988, p. 59.
  7. 7. Informação do Deutsch Tagesport de 19.01.1995 p. 8.
  8. 8. Rheinische Merkur de 10.02.1995 (p.8).
  9. 9. Deutsch Tagesport de 11.03.1995 (p. 1).
  10. 10. Deutsch Tagesport de 16.03.1995 (p. 3).
  11. 11. Focus 6/1995, p. 208.

Perseguição no Iraque e castigo da humanidade

Julho 22, 2014 escrito por Dom Lourenço

A perseguição aos católicos nos países muçulmanos continua dramática e cruel. Vejam o que foi difundido nas agências de notícias:

A situação dos cristãos no Iraque está ficando cada vez mais dramática. Neste final de semana a Mitra Diocesana de Mosul foi incendiada e o Mosteiro de Mar Behnam, que fica a dez minutos da cidade de Qaraqosh, foi tomado pelos fundamentalistas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL), que na semana passada obrigaram os fiéis a fugirem de Mosul depois de marcar as suas casas com a frase “imóvel de propriedade do ISIL”.

Em toda a história da humanidade, Deus castigou os povos que se afastaram da sua santa Lei. Como o mundo todo, hoje, incluindo o próprio Vaticano, já não quer o domínio de Deus sobre os homens, é de se esperar castigos salutares, para a nossa salvação.

Nas regiões islâmicas, a cruz vem pela morte e por crueldades variadas; entre nós, somos duramente perseguidos por leis iníquas que nos constrangem e impedem a prática do bem e a difusão da verdade.

Que Nossa Senhora de Fátima nos proteja da calamidade. Venha a nós o Vosso Reino!

 

As Lições do Iraque

Novembro 12, 2010 escrito por Dom Lourenço

 AS LIÇÕES DO IRAQUE

Dom Lourenço Fleichman

Certamente não deve haver maior honra para um sacerdote do que dar sua vida durante a Santa Missa, por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não me parece haver dúvida, pelo relato dos jornais católicos (http://fratresinunum.com), de que o massacre, ou melhor, os massacres que são contínuos em diversos países muçulmanos, mas nunca divulgados decentemente pela mídia internacional, foram impetrados em ódio da fé católica.
 
Não me comove o fato de um padre ser morto pela fé de Cristo. Não me comove o fato ter de explicar aos fiéis das nossas Capelas e Priorados que, eles também, devem estar preparados para todo tipo de ataque dos inimigos da Cruz de Cristo, inclusive a própria morte violenta. Esse é o ensinamento que devemos tirar das Sagradas Escrituras e da Sabedoria dos Santos: não estamos nesse mundo para alcançar a felicidade aqui, mas para purificar nossas almas das nossas faltas e pecados, abraçando a Cruz, qualquer que seja ela, sabendo que a graça sobrenatural e divina nos sustenta sempre, em qualquer dor ou angústia dessa vida. Leia mais.
 

Para onde vai o Islã?

Para onde vai o Islã? Não parece errado afirmar que o Islã mesmo o ignora quase por completo. Esse grande corpo informe está despertando de uma longa letargia, as pálpebras fechadas, a mente entorpecida, os membros estirados e sacudidos aqui e acolá por sobressaltos involuntários. A história do Islã manifesta duma ponta à outra a estranha alternância entre torpor e exaltação.
 
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