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Category: ComentáriosConteúdo sindicalizado

Coronavírus: Entre o medo e a audácia

Abril 4, 2020 escrito por admin

Dom Lourenço Fleichman OSB

Mais uma vez me vejo na obrigação de esclarecer nossa posição católica, diante de crises que se abatem sobre a nossa sociedade. Nosso mundo anda mergulhado no que lhe parece ser um grande sol a iluminá-lo, quando na verdade é apenas uma escravidão consentida e desejada. Sim, os tecnológicos homens desse mundo pós-moderno sabem, percebem sua incapacidade de fugir da compulsão das redes sociais, das massificantes notícias e informações, e sobretudo da sensação que tomou conta de todos, de serem livres como um passarinho a voejar entre galhos de árvores e fios elétricos. 

Poderíamos perguntar a nós mesmos o porquê dessa doença; creio que responderia que o homem busca companhia. Até certo ponto, convenhamos, essa busca é natural, visto a definição mais do que antiga feita pelo Filósofo, segundo a qual o homem é um animal político: vive na companhia dos seus semelhantes. Ora, como o mundo moderno desenhou no pé da mesa do computador (eu sei, eu sei, já não é mais no computador, é deitado na cama ou no sofá com o celular nos dedos, mas não atrapalhem, por favor, a minha história!)... então, retomemos: como o mundo moderno desenhou no pé da cama, ou da mesa, uma bola de ferro virtual, e disse ao ser debruçado na máquina: – veja, caro amigo, esta é uma bola de ferro virtual, nada mais “real” do que o virtual. Portanto, você está preso, velho escravo. Não se mexa, não saia daí.

Pandemia, Igreja e Estado

Maio 26, 2020 escrito por admin

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

“É por isso que, do mesmo modo que a ninguém é lícito descurar seus deveres para com Deus, e que o maior de todos os deveres é abraçar de espírito e de coração a religião, não aquela que cada um prefere, mas aquela que Deus prescreveu e que provas certas e indubitáveis estabelecem como a única verdadeira entre todas, assim também as sociedades não podem sem crime comportar-se como se Deus absolutamente não existisse, ou prescindir da religião como estranha e inútil, ou admitir uma indiferentemente, segundo seu beneplácito.” (1) .

1 – Essas fortes palavras do Papa Leão XIII não são a expressão de uma visão retrógrada, pois o Vigário de Cristo designa o próprio princípio da ordem social cristã, ordem necessária para uma expressão da sabedoria divina. O Cardeal Billot deu a justificação teológica para isso na segunda parte de seu Tratado sobre a Igreja (2).

2 – Essa ordem encontra sua profunda raiz na própria natureza do homem e em sua elevação gratuita a uma ordem sobrenatural. Os bens exteriores ao homem (as riquezas) são ordenados ao seu bem-estar corporal e o bem-estar corporal do homem é ordenado ao seu bem-estar espiritual natural, ou seja, ao bem natural de sua alma, e este bem natural da alma está, de alguma forma, ordenado ao fim último sobrenatural, à união sobrenatural do homem com Deus, pela qual a Igreja é responsável. É nessa medida exata em que o bem natural da alma é a condição necessária, embora não suficiente, do bem sobrenatural, uma vez que a graça pressupõe a natureza. Essa hierarquia de bens resulta na hierarquia dos poderes que cabe a eles adquirir (3).

3 – O poder do Estado tem (entre outros) em sua ordem própria, preservar a saúde pública (que é o bem do corpo) e de neutralizar para isso os efeitos nocivos de uma doença contagiosa. O poder da Igreja tem por fim, em sua ordem própria, assegurar o exercício do culto devido a Deus e determinar para isso, por meio de preceito, as condições concretas da santificação do domingo. Por serem distintas, cada um em sua própria ordem, o poder do Estado e o poder da Igreja não devem estar separados (4), porque o bem que cabe ao Estado não é, de fato, um fim último; ele mesmo é ordenado ao fim de ordem sobrenatural. Santo Tomás explica isso muito claramente no De Regimine, livro I, capítulo XV: “É o Papa quem cuida do fim último, a quem deve estar sujeito aqueles que cuidam dos fins intermediários, e é por suas ordens que eles devem ser direcionados”. (N ° 819). O Papa, portanto, exerce um poder “arquitetônico” em relação aos chefes de Estado e essa expressão significa que o Papa é responsável pelo fim último, segundo o qual os chefes de Estado são obrigados a organizar todo o governo da sociedade.

4 – A saúde, que é um dos principais aspectos do bem-estar corporal do homem, nada tem a ver com a santidade, pois é ordenada de alguma maneira ao exercício do culto e à santificação do domingo. Com efeito, mesmo que não seja necessário ter uma boa saúde para ser um santo e mesmo que alguém possa ser um santo sem ter uma boa saúde, normalmente, para poder ir à missa no domingo, um dos pré-requisitos é ter uma boa saúde. O papel do Estado é, portanto, preservar a saúde pública (e neutralizar uma epidemia) para assim oferecer a melhor condição para o exercício do culto, pelo qual a Igreja é responsável, e tornar ordinariamente possível a santidade. O Papa Leão XIII diz, com efeito, que “em uma sociedade de homens, a liberdade digna do nome consiste em que, com o auxilio das leis civis, possamos viver mais facilmente segundo as prescrições da lei eterna” (5). O Estado está, portanto, nessa questão, como em qualquer outra, na dependência da Igreja e subordinado a ela na medida exata em que seu papel é colocar o bem temporal, pelo qual é responsável, a serviço do bem eterno, cujo o Igreja é responsável. “O temporal“, diz Billot, “deve garantir que não haja impedimento à realização do espiritual e deve estabelecer indultos sob as quais pode ser obtido em completa liberdade“. E ele acrescenta que o fim temporal “não deve colocar nenhum obstáculo ao fim espiritual, e, se ele vir a se opor, deve favorecer o espiritual, mesmo à custa de seu próprio detrimento”(6). Palavras surpreendentes aos olhos da razão, mas palavras verdadeiras aos olhos da razão iluminada pela fé. Porque “é melhor entrar com um olho na vida eterna do que ser lançado com dois olhos no fogo do inferno”(7) .

5 – Conseqüentemente, proibir ou limitar o culto para neutralizar uma epidemia seria, por parte do poder do Estado, não é apenas ilegítimo (pelo abuso de seu poder temporal que não pode, como tal, incidir sobre o exercício do culto) mas mesmo absurdo, uma vez que a neutralização da epidemia deve, em última análise, ter o objetivo de promover o exercício do culto. A menos que suponhamos que a inversão radical de fins e de substituir a desordem pela ordem: em vez de ordenar a saúde (com a neutralização da epidemia) ao exercício do culto, seria o exercício do culto (com suas restrições e proibições) que seria ordenadas à saúde. Infelizmente, é isso que vemos nas circunstâncias atuais e que justifica a recente observação de Mons. Schneider: “Os homens da Igreja dão mais importância ao corpo mortal do que à alma imortal dos homens.”(8). Isto se explica pela radical inversão introduzida pelo Concílio Vaticano II: não é mais o Estado subordinado à Igreja e ao serviço dela, é a Igreja que se tornou dependente de estados.

6 – Pode acontecer que, sob um plano de contingência, que é uma circunstância concreta, não seja possível fornecer saúde pública suficiente e neutralizar o contágio de uma doença, de modo a possibilitar o exercício do culto, de maneira ordinária. Cabe então à autoridade eclesiástica – e somente a ela – determinar a forma particular do exercício do culto exigido pelas circunstâncias e torná-lo possível contando com o braço secular. O Estado poderia assim, por exemplo, disponibilizar à Igreja espaços suficientemente grandes, onde os fiéis pudessem assistir a uma missa enquanto permanecessem confinados em seus veículos. Na pior das hipóteses, a Igreja poderia dispensar seus fiéis da assistência na Missa e novamente contar com recursos, técnicos e financeiros, que o Estado disponibilizasse para difundir, massivamente aos lares, transmissões televisivas da Missa. As situações e soluções podem ser muito diversas; mas, em todo caso, a Igreja tem o poder necessário para decidir as condições sob as quais a ordem total deve ser estabelecida, ordem total segundo a qual o exercício do culto é um bem superior ao qual deve ser ordenado o bem da saúde pública. Não cabe ao Estado proibir ou restringir a celebração do culto em nome da saúde. Cabe à Igreja decidir sobre as condições para a celebração do culto, levando em consideração as circunstâncias, reivindicando, como tem o dever e o poder, o apoio e a assistência do poder temporal. 

7 – Essa hierarquização de poderes, necessária e natural, teve seus efeitos amplamente sentidos nos cantões católicos da Suíça no início do século XX. Mesmo após as grandes revoltas que minaram a ordem social cristã em toda a Europa, as autoridades políticas tiveram, por exemplo, em Valais, apenas um poder limitado nas igrejas e só puderam intervir, diplomaticamente, recomendando às autoridades eclesiásticas o respeito das medidas sanitárias necessárias pela epidemia da gripe espanhola. Portanto, não é surpreendente encontrar no decreto do Conselho de Estado de 25 de outubro de 1918: “A autoridade eclesiástica prescreverá as medidas higiênicas necessárias em relação às igrejas e à celebração dos ofícios divinos“. Ao fazer isso, o clero tem a escolha das medidas que deseja aplicar sem que haja qualquer questão de represálias financeiras ou jurídicas. Como resultado, as diferentes cartas endereçadas às paróquias são mais como uma série de recomendações que buscam poupar a sensibilidade ao invés de uma decisão política firme. Uma segunda circular relacionada mais especificamente aos enterros estipula que o caixão deve ser levado diretamente ao cemitério para sepultamento e que a Missa do enterro deve ser celebrada apenas na presença dos familiares próximos e logo após o enterro. Mais uma vez, a correspondência termina com um sinal diplomático: “Esperamos que compreendam a necessidade dessas medidas destinadas a eliminar o máximo possível o perigo de contaminação e que possam cumprir minhas instruções”, que é muito diferente das cartas endereçadas aos diferentes setores que terminam com um lembrete das possíveis sanções se as medidas não forem seguidas. É interessante notar que essa mesma circular, datada de 20 de julho de 1918, foi encontrada nos arquivos episcopais de Sion, com uma pequena nota de rodapé, escrita à mão, adicionada: “Gostaríamos de receber instruções de M., o vigário, sobre esse assunto”. A autoridade política não basta nos lugares que se tem fé…” (9). Quando, cem anos mais tarde, os Estados apóstatas do século XXI decidem unilateralmente proibir ou restringir o exercício do culto, em nome da saúde, é óbvio que os fiéis católicos devem reagir sob a liderança de seus pastores, não como reacionários fanáticos, mas como pessoas prudentes e realistas, e devem tolerar (10) ou suportar pacientemente as decisões injustas, contrarias à prudência sobrenatural. Mas, em caso algum, eles estariam obrigados a um verdadeiro ato da virtude da obediência ao que continua sendo, na verdade, um abuso de poder.

8 – Tudo isso é explicado em razão de uma causa final. Deste ponto de vista, o poder da Igreja é, em relação aos chefes de Estado, como o poder de um cuidador em relação a um paramédico. O paramédico realiza a dosagem dos medicamentos tanto quanto necessário para a saúde do corpo, pela qual o cuidador é responsável. Da mesma forma, o chefe de Estado deve cuidar da boa ordem da sociedade, tanto quanto for necessário para a salvação das almas, pela qual a Igreja é responsável. Pois o homem deve buscar saúde, não a riqueza, apenas na medida em que isso for necessário – como diz Santo Inácio – para salvar sua alma: “Pois, que aproveita ao homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma?” (Mt, XVI, 26). Qual é o sentido do homem obter a vitória sobre a epidemia se negligencia a santificação de sua alma, perdendo o hábito de ir à Missa no domingo? A liturgia de sempre da Igreja prevê uma Missa para os tempos da epidemia e as rúbricas ali dizem que esse tipo de Missa deve ser celebrado “com uma grande concorrência de pessoas“…

Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX

Notas:

(1) Leão XIII, Encíclica Immortale Dei, de 1 de novembro de 1885, ASS, t. XVIII (1885), págs. 163-164.
(2) Louis Billot, A Igreja. III – A Igreja e o Estado, Courrier de Rome, 2011.
(3) Louis Billot, op. cit. n°1183.
(4) A separação entre Igreja e Estado foi condenada pelo Papa São Pio X na Encíclica Vehementer nos, de 11 de fevereiro de 1906.
(5) Leão XIII, Encíclica Libertas, de 20 de junho de 1888, ASS, t. XX (1887), pág. 598
(6) Louis Billot, op. cit. n°1182.
(7) Mt, XVIII, 9.
(8) Mons. Athanasius Schneider, “Entrevista à Diane Montagna”, publicada no The Remnant e traduzido no Blog de Jeanne Smits, página de 28 de março de 2020.
(9) Laura Marino, La Grippe espagnole en Valais (1918-1919), tese apresentada na Faculdade de Biologia e Medicina da Universidade de Lausanne para obtenção do grau de doutor em medicina, 2014, págs. 182-183. Tese arquivada na Universidade de Lausanne, http://serval.unil.ch com a referência BIB_860E861187545.
(10) Isso explica o surgimento do regime de acordos, com a definição de certas questões ditas “mistas”. Cf. Billot, n ° 1247 et sq.

Editorial da Permanência (298) - sobre a epidemia

Maio 15, 2020 escrito por admin

Dom Lourenço Fleichman, OSB

[Apresentamos o Editorial da Revista 298, tempo de Pentecostes. A imagem ao lado representa São Carlos Borromeo nos tempos da Peste]

Raios, trovões, coriscos fulgurantes, como diz o salmo. Eis o que parece estar se abatendo sobre a Terra dos homens, sobre a vida neste vale de lágrimas. Bastaria recuarmos até o final de 2019 para compreendermos o quanto de inusitado e surpreendente se manifesta no que estamos vivendo há 3 ou 4 meses. Pode o mundo inteiro estar de pernas para o ar, como está, sem que a nossa perplexidade se manifeste em cada encontro, em cada noite mal dormida? 

Dentro do projeto a que nos propomos de formação católica, a reflexão sobre as causas e os efeitos do Coronavirus apresenta-se para nós como uma quase obrigação. O mundo não pode ser sacudido como está sendo sem que procuremos tirar dos graves acontecimentos reflexões capazes de nos orientar na vida que devemos levar durante a epidemia e, sobretudo, na vida que virá após o término do flagelo.

Talvez seja a primeira vez, em mais de um século, que Deus parece manifestar a sua face de modo claro e evidente, diante dos homens, diante de toda a humanidade, nos quatro cantos da nossa Terra de exílio. Os últimos 500 anos não serviram para preparar os homens a se curvarem diante da vontade de Deus. Ao contrário, o que vemos na humanidade é um desprezo completo pela própria existência de Deus. No máximo podemos ver, aqui ou ali, a manifestação de algum sentimento religioso marcado de naturalismo, e sobretudo de utilitarismo pluralista e horizontal. Para alguns, rezar faz bem, qualquer que seja a oração. Estamos muito longe da submissão sobrenatural à vontade divina que se realiza na prática pura e simples dos Mandamentos. Sim! Do Decálogo, aquela listinha decorada pelas crianças do Catecismo, feita para salvar as nossas almas!

Hoje podemos ouvir o gaiato do conto a gritar: – O Rei está nu! 

Se o católico parar de olhar em seu celular as informações e contra-informações que nos invadem, poderá entender melhor o espetáculo que se desenrola diante de nós. Porque o mundo está nu; o liberalismo está nu; a democracia está nua; o globalismo acabou; ... e entramos numa nova forma de ditadura que promete afiar os dentes contra a verdadeira liberdade do homem.

A liberdade da Igreja Católica

A primeira consequência da gripe chinesa foi o confronto direto entre a autoridade da Igreja e a autoridade do Estado. Desde a queda das monarquias católicas que um embate dessa natureza não ocorria. A Igreja recolhera-se na sua derrota, na perda gradativa e inexorável da sua autoridade, até chegar a ser considerada por todos os governantes como uma espécie de Rainha da Inglaterra da religião: pode falar, pode escrever, pode fazer seu culto, pois já não tem as convicções necessárias para sacudir o mundo e derrotar os mundanos.

LANÇAMENTOS DA EDITORA PERMANÊNCIA

Setembro 2, 2014 escrito por Dom Lourenço

Iniciamos o mês de setembro com a chegada de duas novidades:

Revista Permanência 275 e Martirológio Romano.

1) Revista Permanência 275

   Nossa Revista propõe aos leitores vários artigos de análise da situação da Igreja. A crise que nos angustia há tantas décadas vai sufocando a alma católica e nos conduzindo a um impasse terrível. Tem-se a impressão de que em breve não haverá mais nada de humano a ser feito, senão abandonarmos nossas vidas e nossa fé nas mãos de Nosso Senhor, chorar nossos pecados e aguardar a intervenção de Jesus Cristo no governos de sua Igreja.

Seria o fim? Não podemos pensar assim. Ao contrário, temos a força sobrenatural da virtude da Esperança que vem em socorro da nossa fé e nos prepara no combate.

Como exemplo da decadência, analisamos o pontificado do papa Francisco, continuamos a tratar do tema das canonizações, dessa vez apresentando a verdadeira face da madre Tereza de Calcutá, e analisamos a visão de Gustavo Corção sobre a existência da "Outra", esse igreja inventada por Vaticano II que tenta esmagar a verdadeira Igreja Católica.

 

Outros artigos importantes seguem, principalmente o belo texto do Pe. José Maria Mestre, já nosso conhecido, dessa vez falando sobre os meios de santificação. Assinalamos também um artigo muito antigo do famoso Câmara Cascudo, contando

 

como nosso grande e santo bispo, Dom Vital, foi defendido na Câmara dos Deputados, quando estava preso nas masmorras do Rio de Janeiro.

 

R$ 25,00

 

 

 

 

 

 

 

2) MARTIROLÓGIO ROMANO

O Martirológio é um livro litúrgico usado pela Igreja para anunciar as festas dos santos na véspera do seu dia. Sua leitura diária é feita no final do Ofício de Prima ou na leitura do Refeitório, comum às casas religiosas. Os que não são religiosos podem usá-lo em sua oração da manhã ou da noite, como preparação para o dia seguinte. Como o Concílio Vaticano II modificou em muitos pontos o calendário das festas litúrgicas, trazendo certa confusão nas almas, tornou-se urgente a publicação do calendário tradicional, mantido por todos os padres fiéis à Tradição. Nossa edição traduzida para o português é precedida de uma explicação sobre as principais noções e conceitos que entram na elaboração do Ano Litúrgico, tais como o número de ouro, a epacta, a letra do Martirológio e outros. 462 páginas. Indices diversos.

R$ 70,00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Declaração dos Bispos da Fraternidade S. Pio X

Junho 27, 2013 escrito por Dom Lourenço

A Fraternidade São Pio X publicou neste dia 27 de junho uma Declaração doutrinária de repúdio aos erros do Concílio Vaticano II. Esta declaração tem por motivo os 25 anos das Sagrações episcopais, realizadas em 30 de junho de 1988, em Ecône, Suiça. O texto, assinado pelos três bispos da Fraternidade, analisa um a um os principais erros, tais como o falso Magistério, a liberdade religiosa, o ecumenismo, a nova missa e a nova liturgia etc.

Damos aqui o link para o site da Fraternidade S. Pio X no Brasil, onde encontrarão a tradução brasileira da Declaração.

http://www.fsspx.com.br/exe2/declaracao-por-ocasiao-do-25o-aniversario-das-sagracoes-episcopais-30-de-junho-de-1988-27-de-junho-de-2013/

Livro do Papa

Novembro 30, 2010 escrito por Dom Lourenço

AS DECLARAÇÕES DO PAPA SOBRE OS PRESERVATIVOS

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X publicou em português um comentário sobre as últimas declarações do papa Bento XVI sobre o uso de preservativos. Texto curto, claro, trazendo a doutrina de sempre da Igreja em toda sua objetividade e que servirá para esclarecer os fiéis sobre o tema.

Nota sobre as declarações do papa

 

 

 

Ainda as Eleições

Setembro 16, 2010 escrito por Dom Lourenço

Hoje encontrei dois artigos de um mesmo autor, Heitor de Paola, que apresento aos nossos leitores, ao menos aos que não o conhecem. Eles vêm confirmar, com os dados próprios daqueles que estudam a fundo essas questões, as impressões que eu escrevi aqui sobre o candidato Serra e sobre o papel do PSDB na política nacional. É triste, mas é coerente e verdadeiro. Rezemos pelo Brasil.

1º Artigo - Agora é Tarde

2º Artigo - Estratégia Tucano-Petista

Eleições

Setembro 14, 2010 escrito por Dom Lourenço

ELEIÇÕES

O espetáculo tem algo de grandioso. Parece uma ópera. Seria bufa? Pode ser, tanto faz. O espetáculo tem algo de comédia, de drama, de tragédia, tudo misturado, liquidificado. Imaginem um teatro em que os assistentes não soubessem bem se estavam diante da dor ou da gaiatice barata, da emoção romântica ou da morte trágica. Rapidamente sairia de cartaz, falido e desconsiderado.

Que tipo de mágica detém esses senhores para manter toda uma população de dimensões continentais assistindo e aplaudindo tanta  enganação? Seriam eles prestidigitadores? Certamente o são. Todos eles o são.

Percorra, caro leitor, os sites e blogs dos que fazem oposição à candidata do governo. O que vemos? Todos, em uníssono, alertam o Brasil para não votar em terroristas, para não votar no comunismo que já tomou conta de todas as instituições governamentais. Cansei de ouvir falar dos males do Partido, quando o brasileiro mais sério, que guarda a moral católica, zeloso em manter os princípios civilizacionais que criaram o Brasil, não tem opção. A que tipo de oposição assistimos? Que coisa ridícula é essa, de um partido de esquerda, que se diz de centro-esquerda, apresentar um candidato que tem como grande trunfo ter sido líder da UNE? E se acha muito inteligente por ter tido um passado comunista! Cheguei à conclusão que o PSDB nada mais é do que um partido tampão. Ele atua na área política para neutralizar a oposição. Geraldo Alckmin foi literalmente abandonado pelo partido no meio das eleições. E Serra faz parte do time que estabelece esse tipo de política falsificada, onde o que menos importa é um programa de governo.

Algumas pessoas me pedem uma indicação. Não dou. Que cada um siga sua consciência, porque eu não consigo nem pensar em eleições. Tenho náuseas. Um homem de bem, se aceita entrar nesse jogo, deve ser estúpido o suficiente para achar que poderá aplicar o seu bem na politica. Não há como. O sistema é corrompido na sua base e a corrupção dentro do governo nada mais é do que a ponta do iceberg que aparece para os simples mortais. Não me venham falar de cidadania, voto responsável e coisas do tipo. Uma coisa eu sei: isso que está aí não é coisa séria, nem é Democracia, é palhaçada. E ainda me obrigam a ir ao circo!

Minha responsabilidade está nas mãos de Nossa Senhora Aparecida, protetora do nosso Brasil. Mas os milagres só acontecem para aqueles que o merecem, que o pedem, e que estejam prontos a suportar as dores da perseguição. Existe ainda um Brasil assim?

O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer

Maio 13, 2010 escrito por Dom Lourenço

 

A EDITORA PERMANÊNCIA TEM A HONRA DE PUBLICAR
 
O PENSAMENTO DE
DOM ANTÔNIO DE CASTRO MAYER
 
R$  35,00
 
 
Não é preciso muito esforço para perceber a qualidade e a profundidade teológica da Carta Pastoral sobre a Mediação Universal da Virgem Maria, do saudoso Dom Antônio de Castro Mayer, que publicamos aqui há alguns dias. Se suas Cartas Pastorais são encontradas com certa facilidade nos sebos das nossas cidades, já não se conhece quase nada dos artigos lançados ao longo de muitos anos no Jornal Monitor Campista, ou no antigo Boletim Heri et Hodie.
 
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