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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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27 de janeiro: Compêndio da Pregação de Cristo

27 de janeiro
   
O Verbo Eterno do Pai, que pela sua imensidade abrange todas as coisas, para revocar à elevação da glória divina o homem diminuído pelo pecado, quis fazer-se limitado, assumindo a nossa limitação, não renunciando, porém, à sua majestade. para que ninguém fosse dispensado de receber a doutrina da palavra celeste, que transmitira extensivamente por intermédio dos homens que a estudaram, e, de modo claro, pelos livros da Sagrada Escritura, condensou, numa breve suma, a doutrina da salvação humana. Desse modo conhecê-la-iam também aqueles que se entregam mais aos cuidados das coisas terrenas.

A salvação humana consiste no conhecimento da verdade, que impede o obscurecimento da inteligência pelo erro; no desejo da devida finalidade do homem, que o impede de seguir os fins indevidos que o afastam da verdadeira felicidade, e, finalmente, na observância da justiça, para que ele não se macule por tantos vícios. O necessário conhecimento das verdades da salvação humana está contido em poucos e breves artigos de fé. Por isso o Apóstolo disse: « dará o Senhor uma palavra abreviada sobre a terra. » (Rm 9, 28) e « Esta é a palavra da fé que nós pregamos » (Rm 10, 8).
   
O Verbo Eterno do Pai corrigiu o desejo humano por uma breve oração, na qual manifesta, ao nos conduzir por ela, como o nosso desejo e a nossa esperança devem ser orientados.
  
A justiça humana, que consiste na observância da Lei, Ele resumiu num só preceito de caridade: « A plenitude da Lei é a caridade ». (Rm 13, 10)
  
Por esses motivos, o Apóstolo ensinou que toda a perfeição da presente vida consiste na fé, na esperança e na caridade, que são como capítulos nos quais se compendia a doutrina da nossa salvação. Escreveu também o Apóstolo: « Agora permanece a fé, a esperança, a caridade. » (1 Cor 13, 13) Três virtudes pelas quais, conforme Santo Agostinho, presta-se culto a Deus.
  
Em tal ordem considerou-as o Apóstolo, a qual, aliás, é conforme à reta razão. Realmente, o amor não pode ser reto se não estiver dirigido para o devido fim da esperança, nem esta pode existir se não houver o conhecimento da verdade. É necessária, por conseguinte, em primeiro lugar, a fé, pela qual deves conhecer a verdade. Em segundo lugar, a esperança, pela qual deve ser colocado no devido fim o teu desejo. Em terceiro lugar, é necessária a caridade, pela qual a tua afeição deve ser inteiramente ordenada.  
   
Compendium theologiae
  
 (P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae. Da Tradução de Dom Odilão Moura)

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