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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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13 de janeiro: Maria nas bodas de Canaã

13 de janeiro
     
« Faltando o vinho, a Mãe de Jesus disse-lhe: Não tem vinho ». (Jo 2, 3)
   
Três coisas deve-se considerar sobre a intervenção da Mãe de Jesus:
  
1. Sua piedade e misericórdia. Ora, é próprio da misericórdia que se considere os males dos outros como se fossem próprios; diz-se que é misericordioso aquele que tem o coração como que miserável por causa da miséria alheia. « Quem está enfermo, que eu não esteja enfermo? » (2 Cor 11, 29). Como a Virgem Santíssima era cheia de misericórdia, queria suprir as necessidades dos outros, e por isso diz a Escritura: « faltando o vinho, a Mãe de Jesus disse-lhe ».
  
2. Sua Reverência à Cristo. Ora, pela reverência que temos à Deus, basta-nos expor-lhe nossas necessidades, conforme aquilo da Escritura, « Ó Senhor, bem vês todos os meus desejos » (Sl 37, 10). Porém, de que modo Deus nos auxiliará, não nos cabe perguntar, pois, como diz o Apóstolo, « não sabemos o que havemos de pedir, como convém » (Rm 8, 26). E por isso, sua Mãe somente expôs as necessidades alheias, dizendo: « Não tem vinho ».
   
3. A solicitude e diligência da Virgem, que não espera até a necessidade extrema, mas até que começasse a faltar, « faltando o vinho", conforme aquilo que diz o salmista de Deus, « Refúgio oportuno nas horas de angústia » (Sl 9, 10).
   
Mas por que não exortou antes Cristo ao milagre? Sobre seu poder fora instruída pelo Anjo e fora confirmada pelo muito que vira ocorrer a seu redor, enquanto ela tudo conservava guardado em seu coração. 
   
A razão é que, até então, Jesus vivia como todo mundo. E, portanto, na ausência de uma circunstância oportuna, Maria sabiamente diferiu qualquer intervenção. Mas agora, após o testemunho de João Batista, após a conversão dos discípulos, ela o exorta, com toda confiança, a fazer milagres. Assim, é figura da sinagoga, que é mãe de Cristo; pois era costume dos judeus pedir milagres. « Os judeus exigem milagres » (1 Cor 1, 12). 
 
In Joan., cap.II
 
(P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae. Tradução: Permanência)

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