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Dom Alfonso de Galarreta (2)

Conferência de Dom Galarreta - 13 de outubro de 2012

 

Diante das interpretações absurdas publicadas na internet, em sites e blogs do Brasil, pareceu-me necessário trazer para os nossos leitores o texto traduzido dessa importante conferência. Uma das causas dessas equivocadas interpretações é o fato de se ter apenas lido a transcrição em espanhol, sem terem escutado o áudio em francês. Cheguei a pensar em produzir legendas para acompanhar o áudio, mas não nos foi possível. Assim, apresento aqui o texto em português, traduzido diretamente do áudio em francês, acrescido dos meus comentários, entre colchetes e em itálico. Recomendamos ao leitor que mesmo não conhecendo o francês, que leia a conferência ouvindo o áudio: http://www.laportelatine.org/mediatheque/audiotheque/audiotheque2012.php, pois as pausas, entoações, insistências, mostram o valor de cada frase, de cada parágrafo, na tranquila e elevada exposição do autor. E que esse esforço da Permanência sirva para eliminar definitivamente a injuriosa acusação feita contra Dom Galarreta, de que teria traído, mudado de posição, e se inclinado a fazer um acordo prático com Roma.

Dom Lourenço Fleichman OSB

Leia a transcrição da conferência com comentários

Sermão de D. Alfonso de Galarreta sobre as negociações com Roma, em 3 de junho de 2001

Econe, 3 de junho de 2001
 
Eu queria vos dar meu ponto de vista no que concerne os contatos que temos com Roma. Roma deu uma resposta oficial por escrito onde as duas condições que tínhamos posto foram recusadas. Desde o começo queríamos uma discussão sobre os problemas da fé, sobre a apostasia atual, sobre a doutrina, a teologia... As autoridades romanas quiseram imprimir uma orientação prática aos contatos, puramente prática. Isto não nos interessava mais tanto, porque sabíamos qual seria o resultado. Nesta carta então, o Vaticano põe, de um modo implícito, as condições de sempre, a saber, aceitar o Concílio, aceitar a Missa nova, a nova liturgia. Abreviando: aceitar todas as reformas e desenvolvimentos provenientes do Concílio. Como vocês vêem, volta-se as condições de sempre. O que é evidentemente impossível de aceitar. Eles nos dão e nos tiram: é um passo de caranguejo. Ele propõe nos reconhecer tais como somos, mas proíbe de nos opormos às reformas. Para nós é precisamente uma condição sine qua non. Nós lhes dissemos: já que os senhores querem colocar-se num ponto de vista puramente prático deixando de lado a doutrina, reconheça-nos tais como somos e dêem-nos a liberdade de falar contra todas essas coisas. Eles, por outro lado, põe a mesma condição mas no sentido contrário! Então o problema de fundo ressurgiu! Naturalmente, já esperávamos.

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