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Jean de Viguerie (2)

Consequências da Revolução Francesa

A revolução foi uma ruptura em todos os domínios.
 
Primeiramente, no domínio político: depois de mil anos de estabilidade na França, começou o reinado da instabilidade, isto é, a sucessão de regimes, de repúblicas, de governos, de partidos. Desde 1789, a França anda à busca de uma legitimidade. O assassinato do rei Luiz XVI, crime premeditado, crime deliberado bem antes do processo que lhe foi intentado, como mostra um recente livro de Madame Coursac, revestiu-se de uma significação profunda: foi um parricídio.

O caráter religioso da Vandéia

 

Os historiadores atuais não se interessam mais pelo caráter religioso da Vandéia. Ou bem não falam, ou se falam, é apenas como uma lembrança1. Contudo, a simples menção não basta. Deve-se tentar compreender a espiritualidade dos vandeianos. Deve-se tentar também definir a relação entre a religião e o combate contra a revolução.

 

  1. 1. Eles tratam, é claro, da questão dos padres refratários, mas nunca da religião em si. Por exemplo, não se fala uma palavra sequer sobre o tema nas várias obras de M. Reynald Sécher, nem nas atas do colóquio Les résistentes à la Révolution (Imago, Paris, 1987); quanto ao colóquio La Vendée dans l’histoire (La Roche-sur-Yon, 22-25 de abril de 1993) – colóquio internacional contendo dezenas e dezenas de comunicações – a religião não estava sequer no programa.
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