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Em 24 de dezembro

O Natal do católico

Dom Lourenço Fleichman OSB

Para nós, católicos, que procuramos viver neste mundo sem desmerecer o nome de Cristo, que procuramos guardar um mínimo de coerência e de fidelidade, quando não um sincero desejo de santidade, chegamos neste final de 2008 a mais um Natal. Para eles não.

Nós, católicos, que, ao levantar pela manhã, dobramos os joelhos e piedosamente fazemos o Sinal da Cruz e a oração da manhã; que durante o dia, entre conduções e cachações, tentamos rezar uma dezena do Terço ou, quem sabe, o Terço inteiro; nós que, ao regressar ao lar, antes de deitar, agradecemos por termos sobrevivido, por termos correspondido a alguma graça, e mesmo amado, de amor canhestro e sem jeito, nesses dias de Natal poderemos cantar com júbilo nosso Adeste Fidelis e nossa felicidade será pura e verdadeira. A deles não!

Para nós é mais um Natal, sempre novo porque a graça é a única novidade neste mundo; para eles tudo é velho, pior! velhaco, corrompido, ultrapassado, pois não há nada de novo sob o sol. Por que festejam, então? Porque trocam presentes, se não buscam a santidade, se não rezam, se não crêem nesta Criança, nesse Deus, "que hoje nasceu para nós"? Ah!, se ao menos eles fossem coerentes com sua soberba, se soubessem rechaçar de todo o Cristo, não tentando desejar uma Felicidade que não lhes pertence e que, no fundo, desprezam. Permitam-me dizer: eu odeio a tal Solidariedade. Nada mais falso do que a falsa bondade dessa gente que sai por aí dando abraços em todos que encontram, os mesmos que na véspera desprezavam e de quem se riam. Que paz é essa? Que mundo é esse?

Esse mundo ainda treme de um estremecimento profundo. Seus alicerces ainda vibram enquanto telhas e janelas racham em pedaços; esse mundo ainda teme ver desabar toda a sua estrutura. Evacuar! é o grito que seguram na garganta e que deverá ser gritado quando a coisa toda desabar. "E não ficará pedra sobre pedra". O problema é que o mundo não é um edifício. O mundo globalizado que sonhou com o governo mundial, que pregou a religião única da Liberdade Religiosa a todo preço, criou essa situação: evacuar para onde? O que acontece com as pessoas quando, presas no alto de um edifício que desaba ou pega fogo, não encontram mais saída? Num ato de desespero, de medo, de terror, lançam-se no abismo porque têm medo de sofrer. Assim acontecerá com esses homens das finanças, com os governantes falsos de um mundo de mentirinha. Porém, eles não têm para onde correr. Descobriram a grande mentira. O mundo financeiro já ruiu, e os governantes foram obrigados a mexer suas peças no tabuleiro, mudar sua estratégia e fingir que oferecem muita segurança às empresas quebradas e aos cidadãos assustados. Parece fácil e parece um alívio: alguns bilhões disso para você, outros bilhões daquilo para o outro... e não esqueçam de produzir novelas para as 6, para as 7, para as 8 horas, porque o povo tem direito a se divertir. E no meio do caminho, tem o Natal, para aliviar todas as tensões. Ora, creio que a tsunami de 2008 é bem pior do que a do Natal de 2004. Naquela, morreram alguns milhares e partiram para o juizo diante de Deus. Nessa, é toda a humanidade que se atola na mentira para esconder a sem vergonhice e a falsa moral dos grandes desse mundo. Você acredita em Barack Obama? Você acredita no livre mercado da China, ou na "conversão" de Cuba? Pois continuem, sigam em frente. Não há Natal para vocês, pois o que vocês festejam é falso como o mundo em que vivemos.

Só existe um Natal verdadeiro, mas este está escondido aos olhos do mundo. Só existe o Natal onde a fé nos transporta, nos ilumina a inteligência e nos revela um mundo maravilhoso que só podemos conhecer em Deus. E este mundo da fé, este mundo do Paraíso, existe de verdade, existe de modo mais verdadeiro do que o dinheiro que você usa e o crédito que eles lhe dão a peso de ouro e que lhe dá a ilusão de que você sobrevive. O mundo da fé é a única realidade que ainda subsiste e é por isso que só os católicos podem viver o Natal. A diferença entre a felicidade mundana e a felicidade católica é que a primeira só existe por três coisas: dinheiro, prazeres e liberdades totais. Já a verdadeira felicidade prescinde do dinheiro, dando ao pobre a capacidade de se alegrar, apesar do pouco. Ela despreza os prazeres sensuais da gula, do álcool ou da carne; ao contrário, ela clama os católicos a se privarem dessas coisas para melhor se prepararem para o Natal. E, por fim, a felicidade cristã torna ridícula a falsa liberdade desse mundo nos fazendo dobrar os joelhos diante de uma Criança, de um Deus Menino, deitado numa manjedoura, "porque não tinha lugar para eles na estalagem".

É por isso que eu queria dizer para vocês, quer sejam meus paroquianos ou leitores e amigos que nos lêem aqui, preparem-se neste Natal para uma festa sobrenatural, para as alegrias vividas na fé, no conhecimento das realidades misteriosas e fantásticas que Deus nos reserva lá no céu e das quais Ele vai nos falando aqui na terra, em cada festa litúrgica, em cada Natal. Abram seus missais e leiam estas missas com suas antífonas, seus textos maravilhosos que nos ensinam tanto, que nos fazem conhecer Jesus como ele é, como ele vive hoje no céu. Na sua segunda vinda Ele virá nas nuvens (eu creio, porque assim está escrito). Caberá, então, reconhecermos este Rosto adorável que um dia vimos no sorriso de uma Criança, nas nossas orações diante do Presépio.

20 de novembro

Outros Banners para alegrar nossa página. Dessa vez é a promoção de Natal

 

De Régine Pernoud

A Idade Média Contada a meus sobrinhos - R$ 18,00

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De Julio Fleichman

O Itinerário Espiritual da Igreja Católica - R$ 30,00

9 de outubro

Já está disponível a nova versão do Sistema de Conferências da Capela N. Sra da Conceição. Uma versão completa, com custo de R$ 5,00 mensais, lhes permite não somente assistir às conferências dos domingos na Capela, como também fazer perguntas online, entrar no chat com outros ouvintes, baixar as conferências passadas etc. A versão simplificada, gratuita, permite apenas assistir à conferência online sem maior interação. Veja como adquirir a Licença. Se quiser baixar a versão gratuita, clique aqui.

 

29 de setembro  - 40 anos da Permanência

1968 - 2008

Eu sei que estou em dívida com nossos leitores. Muitas e variadas dívidas. Se passamos algumas semanas sem novos editoriais e com pouco material publicado, foi por razões técnicas, como também o foram os pequenos problemas que temos tido para manter as gravações das conferências do domingo. Mas nesse campo, virão novidades muito em breve. Porém, há outros motivos para termos sumido um pouco:

Paira ainda, em nossas Capelas o perfume dos dias santos que vivemos desde quarta-feira passada, quando recebemos oito padres para as comemorações dos 40 anos da nossa Permanência. A idéia inicial era trazer os padres da Tradição, da resistência católica, que trabalham no Brasil. Acontece que o Padre Jean-Marc Nély, 2º assistente de Dom Bernard Fellay, da Fraternidade São Pio X, estava nessa época, fazendo uma viagem por todo o Distrito da América do Sul, em companhia do superior do Distrito, o Padre Bouchacourt. E eles aceitaram o meu convite de vir até o Rio e Niterói participar desse encontro. O relato do que aconteceu nesses dias está aqui. Continue a ler.

Em 3 de agosto

Para acompanhar a Video Conferência desse domingo às 11 horas, siga as instruções dadas na página de Downloads. A aula vai tratar da seguinte tabela cronológica dos eventos que precederam as grandes Encíclicas papais. (em fase de testes)

Tabela Histórica

Após o estudo da história, entraremos na análise da primeira Encíclica: Mirari Vos, de Gregório XVI

6 de julho de 1978 - 30 anos da morte de Gustavo Corção

   

Estava eu pensativo sobre este aniversário, lembrando dos tempos de Gustavo Corção, lembrando dos tempos em que ele fazia parte do meu mundo de criança e de adolescente. Crescemos com esta presença constante em nossas vidas, presença do mestre e amigo dos meus pais, cujos livros, desde os quinze ou dezesseis anos já líamos e debatíamos em casa. A Descoberta do Outro, instigante, como que beliscando o leitor para faze-lo pensar, foi o primeiro, como para tantos dos seus apaixonados leitores. (Leia a continuação)

INÉDITO

Ouça um trecho de uma aula de Gustavo Corção : O valor das fórmulas dogmáticas.

Leia também:
Gustavo Corção e Eu - artigo de Ariano Suassuna
O Amigo - artigo de Raquel de Queirós
Pode-se transigir em Religião? - Conferência de Gustavo Corção sobre o papel da Igreja.

E ainda: os leitores franceses encontrarão novos artigos, em francês, do nosso Corção.

 

30 de junho de 1988 - 20 anos das Sagrações de Ecône

 

Neste dia 30 de junho de 2008, quando nos preparamos para lembrar os 30 anos da morte do nosso fundador, Gustavo Corção e quando nos preparamos para festejar 40 anos de combates sem tréguas, na Permanência, publicamos o trabalho do SimSimNãoNão que mostra que não existe cisma e não existe excomuhão. Porque há vinte anos atrás, Mons. Marcel Lefebvre e Mons. Antônio de Castro Mayer, sagravam os quatro bispos que, até hoje, nos socorrem com os verdadeiros sacramentos da Igreja.

ESTUDO CANÔNICO SOBRE A NULIDADE DAS EXCOMUNHÕES

No momento em que a Fraternidade São Pio X é pressionada contra a parede, pelo Cardeal Hoyos, acusada de forçar uma situação, acusada de faltar com a caridade para com o papa ou de pretender um poder acima do que lhe confere a Igreja, pareceu-nos importante entrar no mérito da questão, através deste trabalho que prima pela seriedade e pela profundidade teológica, fugindo das enjoadas considerações que pululam nos sites, blogs, orkuts etc e que mais servem para confundir do que para esclarecer.

Por outro lado, Mons. de Galarreta, no sermão das ordenações sacerdotais, no último dia 27 em Ecône, deu a seguinte chave para as pressões de Roma:

"Sobre o ultimato do cardeal (chamar isso de "ultimato" é exagero). Para nós, é uma vontade de nos assustar, de fazer pressão para um acordo somente prático. Este caminho que querem nos impor é um caminho morto e nós não o seguiremos. Não podemos nos engajar a trair nossa profissão de fé e sermos levados a trabalhar numa obra de demolição. Nossa resposta ao Santo Padre é, assim, de seguir as etapas, com as preliminares já conhecidas e a confrontação doutrinária. Isso vai induzir esta resposta: ou bem uma pausa ou estagnação nos nossos contatos com Roma, ou ainda, uma nova condenação, e podemos nos perguntar que tipo de condenação, ou então vão suspender as excomuhões".

Nossas orações se elevam pedindo a Deus que ilumine a alma do papa para que ele veja o tipo de atitude necessária para restaurar a fé da Igreja no seu todo.

 

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***

A seguir, nossas primeiras impressões a propósito do Motu Proprio de Bento XVI:

Como todos já sabem, o Papa Bento XVI num ato histórico, devolveu à missa de S. Pio V um lugar dentro da vida eclesial moderna. Não é ainda o lugar de direito, visto que ela é ainda considerada como "forma extraordiána" do rito Romano da Missa. Mas é, sem dúvida, um lugar de fato, que abre aos padres escrupulosos e que sofriam as pressões do episcopado para não celebrar a missa tridentina um caminho de liberdade que pode causar uma redescoberta do patrimônio litúrgico por milhares e milhares de fiéis.

Os textos para a análise deste fato já se fazem numerosos, o que dificulta a rapidez da informação. Porém, como nossa orientação sempre foi a da formação, mais do que a da informação, nada de mais que esperemos alguns dias para que todos estes textos sejam devidamente traduzidos e analisados.

O fato é que Mons. Fellay, Superior Geral da Fraternidade S. Pio X, deixou claro em sua Carta aos fiéis, que é graças à Mons. Marcel Lefebvre e seu incansável combate pela tradição, no meio das perseguições e penas absurdas, que hoje se obtém do papa esta liberação parcial da missa católica. Assinala ainda Mons. Fellay como causa espiritual deste fato histórico, os dois milhões e meio de terços rezados no mês de Outubro passado nesta intenção.

É claro que estes primeiros momentos devem ser vividos na oração e na reflexão, mais do que no entusiasmo, pois junto com os benefícios, existem muitas ambiguidades, como por exemplo, a insistência do papa em dizer que as duas missas são formas diferentes do mesmo rito Romano do Missal. Analisando-se fria e teológicamente os dois ritos, ve-se que não cabe esta aproximação. Ao contrário, trata-se de duas concepções diferentes da Missa e é de extrema importância que se compreenda o porquê. Por ora, apresentamos um pequeno resumo esquemático, para posterior desenvolvimento:

Tridentina

Paulo VI

Sacrifício Banquete
Ação sacrifical      (fazei ISTO) Memorial     (em MEMORIA de mim)
Renovação incruenta do Sacrifício da Cruz Narração da Instituição da Eucaristia
As difenças aparecem ainda nos aspectos secundários :
Lingua sagrada para um sacrifício Vernáculo, para uma refeição
Todos virados para o altar do sacrifício Todos em torno da mesa do banquete
Missa odiada pelos protestantes Missa concebida com ajuda de seis pastores e com o aplauso de protestantes do mundo todo

Fica claro que se trata de ritos diferentes e que não é tão simples assim dizer que devemos aceitar a missa nova como plenamente católica. Graves dificuldades teológicas nos impõem uma atitude de defesa da fé, pois o rito novo "afasta-se no todo como no detalhe da concepção católica da missa tal como definida no Concílio de Trento" (Card. Ottavianni e Bacci, 1969).

Que muitos católicos descubram, pois, este tesouro de vida católica, de  dogmas católicos, de fé católica que é a Missa Tridentina, codificada por S. Pio V e armada por uma muralha protetora contra os ataques dos inimigos da Igreja. E que muitos padres voltem a celebrá-la, com piedade, com devoção, com fé.

Apresentaremos nos próximos dias os textos traduzidos e novos comentários.

Dom Lourenço Fleichman OSB

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- Sobre a doutrina cristã (parte I), S. Agostinho
- Sermão sobre a ambição, de Bossuet

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- O método de escolha dos chefes, de Gustavo Corção
- Do governo dos reis, de Garrigou-Lagrange, O.P.
- Sextilhas do Frei Antão, poema de Gonçalves Dias

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A  liturgia: sua antiguidade

A liturgia: sua autoridade

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Artigos de Marcel de Corte:

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Comunismo e Cristianismo

20/06/08:

Estudo canônico sobre as sagrações episcopais de 1988  (73 págs - PDF)

Voltamos a atualizar a Suma: Ia pars qq 21-26

NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS

3/4/2008 - Veja a belíssima foto-reportagem das exéquias de D. Anjo, prior de Notre-Dame de Bellaigue.

27/11/2007 - O Padre Joel Danjou, da Fraternidade São Pio X publicou uma interessante Carta Aberta aos Padres de Campos no site da Fraternidade S. Pio X. O padre se dirige aos padres que seguiram a Dom Fernando Rifan na degringolada geral da resistência católica na diocese de Campos. Pergunta a eles se acreditam em tudo o que faz e diz o bispo da Administração Apostólica, tamanha a distância entre o que hoje é ensinado aos fiéis campistas e tudo aquilo que, durante anos, foi a luz do combate pela Tradição.

Se nossos leitores voltarem alguns poucos anos atrás, e lerem os textos que publicamos aqui, na época em que os padres de Campos abandonaram seus antigos companheiros de combate, e compararem com a lista apresentada pelo Padre Joel, verão que a decadência se acelera em poucos anos de contato com os princípios heterodoxos do Vaticano II.

Como é sabido, os acordos com o Vaticano trouxe para todos os grupos "Ecclesia Dei" um enfraquecimento do combate, a aceitação dos erros de Vaticano II, inclusive a missa nova. Neste ponto também, Campos está indo muito mais rápido do que os demais, visto que a missa de Paulo VI já está sendo celebrada e concelebrada. É isto o que custa abandonar o bom combate e o exemplo de Mons. Lefebvre, como fizeram os padres do IBP. Todos eles entram na lógica de uma falsa obediência que trai a fé.

*  *  *

A FSSPX traduziu e publicou em seu site um excelente trabalho sobre o Limbo, escrito pelo Pe. de la Rocque. Recomendamos.

O Correio da Bahia fez uma reportagem sobre o pde. Jahir Britto de Souza, nosso amigo, mestre e companheiro de combate.

Dom Fellay fala sobre a expectativa do Motu Proprio, ecumenismo etc. Palestra em inglês, dada  em 16/4/2007 nos EUA.

As declarações do Papa sobre os índios e a polêmica causada - com links para outros artigos sobre o tema.

Os 90 anos das aparições de Fátima - veja os links para outros artigos sobre o tema

Miséria e Grandeza dos Astecas, de Pde. Irabiru: os veementes protestos gerados por recente declaração do Papa, de que seria "um retrocesso" a volta às primitivas religiões indígenas, nos moveram a publicar o presente artigo. A história (a verdadeira, não a "pluralista", "politicamente correta" ou "multicultural") mostra a absoluta perversidade de muitos daqueles cultos.