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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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O Partido dos Trabalhadores e o "Foro de São Paulo"

Outubro 15, 2022 escrito por admin

Alexandre Bastos

 

O muro de Berlim caíra em novembro de 1989 e, dois anos depois, a União Soviética oficialmente terminava, dando início a um movimento de questionamentos e redefinições na esquerda mundial. Nesse cenário, os petistas pareciam trilhar dois caminhos opostos: moderação – para enganar os bobos, tendo em vista as necessidades eleitorais – e a reafirmação dos ideais socialistas. O PT parecia aqui seguir a máxima de Lenin: “Confundir o inimigo e o público: esta é a tarefa, enquanto se faz o que deve ser feito”

Foi assim que, no ano de 1990, com o intuito de “recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu”, Lula e Fidel Castro convocaram conjuntamente um encontro com todos os partidos e organizações comunistas-socialistas da América Latina e do Caribe. Esse encontro viria a ocorrer no mês de julho de 1990 na cidade de São Paulo – daí o nome Foro de São Paulo – e se repetiria, anualmente, por mais de duas décadas em diversas cidades latino-americanas.

O primeiro encontro se encerrou com a declaração seguinte: “Neste marco, renovamos hoje nossos projetos de esquerda e socialistas.” Além de diversos partidos de esquerda, participaram do Foro diversas organizações revolucionárias, tais como o Túpac Amaru, o MIR, a Frente Sandinista de Liberación Nacional e as FARC – o PT procuraria posteriormente ocultar do grande público a participação das FARC no Foro de São Paulo, por seu envolvimento com o narcotráfico. O Partido Comunista Cubano, naturalmente, também era membro.

É importante dizer que não se tratava de um convescote de velhos idealistas, pois o Foro tinha caráter prático, deliberativo, tomando decisões que deveriam ser acatadas, assinadas e postas em prática por todos os membros permanentes do foro – esse é um ponto extremamente grave, pois implica em uma interferência direta na soberania nacional.

Alguma das deliberações levaram à criação das comissões da “Verdade, Reparação e Justiça”, implantadas inicialmente na Argentina e, em seguida, no Chile e no Brasil, com o objetivo de transformar terroristas em heróis, propiciando-lhes gordíssimas indenizações até os dias de hoje.

Outra deliberação visava a complementação e compensação das diferenças das economias da região. Em português claro, os países mais ricos deveriam ajudar os mais pobres. Pode-se aqui perguntar se esse pensamento não está na origem da conivente passividade do governo brasileiro frente à expropriação da Petrobrás na Bolívia pelo presidente cocaleiro Evo Morales, ou na revisão antecipada e injustificada da tarifa paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia de Itaipú, onerando o Brasil em 240 milhões de dólares ao ano desde 20111.

Também podemos mencionar os empréstimos bilionários, em condições diferenciadas e sem qualquer lastro, às ditaduras de Cuba e da Venezuela – que evidentemente não tinham condição de quitar a dívida. Esses países estão hoje inadimplentes e devem cerca de R$ 4 bilhões ao BNDES2.  

Até hoje, ninguém foi responsabilizado por essas “tenebrosas transações”, que não passavam de artifícios para a transferência do patrimônio brasileiro para o exterior.

Outras deliberações do Foro englobavam desde o apoio a pautas feministas até o posicionamento comum em face de questões geopolíticas. No entanto, nem tudo que era discutido e decidido é conhecido pelo grande público, sendo reservado ao núcleo duro da organização.

Quem financiava o Foro de São Paulo? Segundo Graça Salgueiro, estudiosa do tema:

“Deve-se considerar como financiadores da organização, o que envolve Encontros, reuniões do Grupo de Trabalho que ocorrem em vários países quatro vezes ao ano, participações como observadores de eleições nos países membros etc, o próprio PT (hoje sabemos das ações bilionárias que estão em curso nas operações conjuntas do Ministério Público e Polícia Federal e que muito raramente são para proveito próprio), as FARC, os petro-dólares venezuelanos – da época de Chávez porque hoje a Venezuela está falida – e do mega-investidor George Soros, através de incontáveis ONG que pertencem e participam dos eventos.”

  1. 1. Para a questão envolvendo a Usina de Itaipú: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/contraponto/golpe-do-paraguai-em-itaipu-com-ajuda-do-pt-gerou-prejuizo-de-2-bilhoes-de-dolares-pro-brasil-311452/
  2. 2. Sobre a questão dos empréstimos: https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/o-tamanho-do-calote-de-venezuela-e-cuba-no-bndes-dos-tempos-do-pt/
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