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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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Santos (8)

A Propósito das Canonizações Atuais

 

Apresentação de D. Lourenço Fleichman OSB

O texto que segue foi publicado no nosso antigo site Capela. Como o tema volta à atualidade com o anúncio da canonização de João XXIII e de João Paulo II,  aproveitamos para republicá-lo. A introdução antiga segue abaixo:

Que algumas canonizações atuais deixam perplexos os católicos, tanto no ambiente tradicional como mesmo entre muitos oficialistas, todos já sabem. De um modo geral, o que se ouve nas conversas e discussões sobre este assunto são afirmações de opiniões, ou petições de princípio. O Papa é infalível nas canonizações, logo, não haveria com o que se preocupar. Se João XXIII ou Escrivá de Balaguer não parecem santos em suas vidas, seria unicamente por erro de avaliação de alguns católicos sectários e exagerados. Leia mais

A voz dos Papas canonizados

A Igreja — diz Santo Agostinho — peregrina no mundo entre as aflições dos homens e as consolações de Deus. Nos dias que correm tornaram-se tão graves e cruéis as aflições trazidas pelos homens que mais imperiosa do que nunca se tornou a procura das consolações de Deus.

Comunitarismo em lugar da Comunhão dos Santos

 

Creio na Comunhão dos Santos, dizemos no Símbolo dos Apóstolos, que foi o primeiro compêndio de Sagrada Doutrina produzido pelo magistério infalível da Igreja de Cristo. Neste nono artigo do Credo, o objeto da fé revelada é a Comunhão dos Santos, união sobrenatural que existe entre todos os membros da Igreja. Pelos dons de graças que nos vêm do Pai, que para nós transbordaram na Paixão de Cristo, e que em nós operam pelo Espírito Santo, somos todos santos, vocatis sanctis (Rom. I, 7), e unidos formamos um povo santo (I Ped. II, 9). Fomos eleitos por Deus para sermos santos (Ef. I, 4). Ainda que não tenhamos chegado à união transformante que nos dá o direito pleno de dizer, como Paulo, “vivo eu? não! vive o Cristo em mim”, somos desde já participantes desse dinamismo do Corpo Místico, e desde já atuantes na Comunhão dos Santos como operários e como usuários. O primeiro e principal efeito da Comunhão dos Santos é o de tornar os bens espirituais da Igreja comuns a todos os seus membros, e consequentemente o de nos tornar responsáveis em vista do bem comum do povo santo. Unidos pelos vínculos da caridade, vivificados pelo mesmo Sangue, devemos ter bem presente em nossa consciência a idéia da reversibilidade dos méritos e deméritos que decorre da associação em que Deus entrou primeiro com o Sangue de Seu Filho. Devemos saber constantemente que tudo o que fizermos em consonância com a vontade de Deus será lucro comum cuja misteriosa aplicação se realiza dentro da Igreja por ministério dos homens e dos anjos, e tem dimensões de eternidade que ultrapassam todas as cronologias humanas. Podemos assim imaginar, sem sombra de fantasia, que a oração de uma contemplativa que ainda não nasceu, estará diretamente associada aos favores de Deus na vitória de Lepanto, ou no relâmpago de contrição que num segundo, entre o bordo e o abismo, salvou a alma de um suicida; e também podemos pensar que alguma alma desgarrada hoje se salva por intercessão de um grito de Santa Catarina: Gesú dolce, Gesú amore. Mas também, ai de nós, devemos saber conscientemente, constantemente, que cada pecado nosso é um desfalque que cometemos contra todos. E assim como nos apraz pensar que possamos estar direta e pessoalmente associados a uma salvação, convém temer e tremer pela possibilidade de estarmos direta e pessoalmente associados a uma perdição. Terrível e maravilhosa é essa organização sobrenatural que eleva à máxima potência a troca de favores, e à máxima potência a responsabilidade das faltas. Na verdade, para sermos dignos membros do Corpo que se anima com a Graça de Deus devemos ser perfeitos, isto é, devemos ser santos no sentido mais estrito que damos ao termo, quando nos referimos, por exemplo, à necessidade e ao valor do culto de veneração pelos santos que estão no Céu, e que a Igreja nos oferece como modelos mais próximos, e como intercessores que, mesmo na Glória, guardam transfiguradas a ciência e a lembrança de toda a humana miséria.
 

No Sangue

O último artigo entregue por Gustavo Corção ao GLOBO foi publicado com o noticiário sobre sua morte. O texto a seguir, embora estivesse concluído, só foi encaminhado à redação após a morte do escritor, por seus colaboradores.

 

Jesus e as diversas formas de santidade

 

"Mansiones multae sunt in domo Patris mei." (Jo 14, 2)
  
A intimidade de Cristo, sobre a qual já falamos, assume diferentes formas que contribuem para a harmonia do corpo místico de Nosso Senhor, isto é, sua variedade na sua profunda unidade. Na Igreja, a união dessas duas notas: a unidade e a catolicidade (a unidade de fé, de esperança, de caridade, de culto, de governo, apesar da variedade de lugares e de tempo, de raças, de línguas, de costumes, de instituições) constitui, no meio de tantas causas de divisão, um milagre moral permanente 1. É também a realização de uma profecia de Cristo, o qual anunciou que sua Igreja devia se espalhar por todos os povos 2 e que, portanto, ela devia permanecer perfeitamente una 3 para conduzir as almas de todos os países e de todos os séculos à vida eterna.
  
  1. 1. Denz. Ench. 1794;
  2. 2. Mt 28, 19;
  3. 3. Jo 17, 20

A fecundidade dos santos e a esterilidade de nossas obras

Se há uma coisa que impressione na vida de certos santos, mormente daqueles que no seu tempo foram obscuros, ou cujas obras pareciam pequenas e limitadas, é a sua extraordinária fecundidade.

Santa Teresinha

Eu temia que o bom Deus

depressa a levasse para si”.

Outubro

Trechos de artigos publicados em "O Globo" de 10 e 17 de Outubro de 1970.

 

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