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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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Rodrigo Sias (1)

Jair Bolsonaro: Há motivos para os católicos o reelegerem?

Rodrigo Sias

O objetivo do artigo é fazer uma análise sucinta do governo Bolsonaro, suas realizações e feitos, para responder a seguinte pergunta: Para os católicos, há motivos para reeleger Bolsonaro?

Primeiramente, faremos uma introdução para analisar o sistema político brasileiro. Em seguida, passaremos ao contexto político e aos antecedentes da eleição de 2018. Posteriormente, falaremos sobre a formação do governo para, finalmente, nos debruçarmos sobre a administração da coisa pública propriamente dita.

Analisaremos ainda, brevemente, as forças políticas alternativas e concorrentes ao bolsonarismo. Por fim, será apresentada uma visão católica do governo antes de chegarmos a uma conclusão e responder à pergunta inicial.

1) Introdução

O sistema nominalmente democrático brasileiro e o “Consenso de 1988”

O processo da “longa marcha” rumo a ocupação das instituições pela esquerda e sua militância remonta aos anos 1960 e 1970. Com a “redemocratização” dos anos 1980, a esquerda passou exercer total domínio do discurso político.

Havia um claro domínio da retórica esquerdista nas universidades e no campo intelectual, na imprensa e na cultura em geral. Por um lado, o discurso petista anticorrupção acabava com toda a oposição; por outro lado, os adversários iam adotando a retórica esquerdista, perdendo sua própria substância.

No campo econômico, o Estado passou a ser cada vez mais intervencionista, seja por meio da legislação e impostos cada vez mais altos, seja através da regulação e intervenção direta na economia.

Mesmo as privatizações da década de 1990, apenas serviram para aumentar o controle do Estado na economia. A economia brasileira, outrora uma das que mais cresceu no século XX, passou a apresentar baixo crescimento econômico e ênfase em assistencialismo estatal e distribuição de “benefícios sociais”.

No campo político, as eleições passaram a ser dominadas pela polarização PT e PSDB e pelo “presidencialismo de coalizão”, onde os diversos partidos fisiológicos eram cooptados via conchavos e corrupção.

Desde as primeiras eleições nacionais, Lula tornou-se a figura dominante, com o petismo como a força preponderante, enfrentando o PSDB, no que se convencionou a chamar de “O Teatro das Tesouras”[1].

Os dois partidos - que tem a mesma origem esquerdista, diferenciando-se apenas nos métodos e roupagem política – passaram a dividir todo o campo político. Os demais partidos passaram a ser apenas forças auxiliares ou regionais, mais preocupados em se posicionar para angariar cargos e verbas do que disputar a hegemonia político-ideológica.

Por sua vez, as exigências para criação de partidos e a inexistência de candidaturas independentes criam enormes barreiras à entrada de novos movimentos e à renovação política. Além disso, os grandes partidos passaram a ter acesso aos fundos partidário e eleitoral, que perfazem uma enorme quantidade de recursos públicos para gastar com campanhas eleitorais e estrutura partidária.

O sistema de votação proporcional – de modo inverso ao voto distrital – afasta os políticos dos seus eleitores, diminuindo a possibilidade de serem cobrados por eles. Além disso, há a figura dos “puxadores de votos” que levam vários deputados a ser eleitos com números ínfimos de votos.

A manutenção do Tribunal Superior Eleitoral – uma excepcionalidade brasileira criada pelo governo Vargas - e a contabilização dos votos por via de urnas eletrônicas não auditáveis com apuração restrita e não acessível ao público em geral, completam o quadro das instituições que moldam o nosso sistema político.

Nessas condições, caracterizar o sistema político brasileiro como democrático é uma grave imprecisão. No máximo, pode-se dizer que há um Estado de Direito com eleições periódicas. E esse sistema pode ser considerado uma involução em termos de abranger a vontade popular ou da maioria, face a nossa tradição histórica.

No Império, tinha-se uma “democracia coroada”[2] com voto restrito: era um sistema elitista, porém aberto. Com o advento da República, o sistema político só se tornou mais e mais fechado em seus parâmetros, com uma única exceção: o voto foi sendo ampliado continuamente até chegar ao que é hoje. Ao mesmo tempo em que foi se ampliando o número de votantes, foi-se fechando as portas para novos competidores.

O sistema político nascido da Constituição de 1988 é mais bem caracterizado por ser um oligopólio controlado por caciques políticos, que escolhem os nomes para concorrer, tendo como objetivo manter o status quo.

De início, incluiu novos grupos no estamento e excluiu grupos antigos (substituídos ou incorporados). Depois, fechou-se novamente, levando o Brasil de hoje a ser uma oligarquia pluripartidária de várias correntes de esquerda e fisiológicas com voto universal.

Todo esse cenário apresentado caracteriza-se como o “Consenso de 1988”, acertado entre a esquerda triunfante e interesses corporativistas após a redemocratização.

 

O modelo econômico do “Consenso de 1988”

Em 1995, há a chegada dos social-democratas e marxistas formalmente ao poder. A partir daí se desenha o modelo econômico do “Consenso”: gastos públicos e impostos crescentes, privatizações em prol de oligopólios com o Estado passando a exercer o controle e não mais a posse dos meios de produção.

O modelo se acelera e se consolida com a ascensão do PT, que faz uso de recursos públicos – lícitos e ilícitos (mensalão, petrolão) – para comprar tudo.

O PT compra e subsidia artistas com recursos da Lei Rouanet; compra a mídia com publicidade estatal, compra os intelectuais com novas universidades públicas e diversas oportunidades de concursos, compra apoio dos empresários usando os juros subsidiados do BNDES, compram a classe média com câmbio valorizado e com crédito barato, por fim, compra o povo pobre – em geral, conservador – com o programa social Bolsa-Família.

Bancos públicos passam a pagar todo tipo de programa social – Bolsa Família, FIES, “Minha casa minha vida” e deixam de receber o reembolso do orçamento federal imediatamente e sim, esses recursos passam a ser diferidos no tempo[3]. Ou seja, o governo petista usa das chamadas “pedaladas fiscais” para maquiar o orçamento público e cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O excesso de gastos públicos, aliados a má gestão e corrupção sistemática provocaram baixo crescimento e descontrole fiscal.

O esgotamento econômico coincidiu com o “despertar cultural” contra a corrupção e o socialismo reinante.

 

2) Os antecedentes

A tentativa de poder total do PT

Depois que o PT ganhou a eleição para a prefeitura de São Paulo, em 2012, com Fernando Haddad, passou a controlar 2 dos 3 maiores orçamentos públicos do país. Faltava apenas vencer a eleição estadual paulista para se alojar no Palácio dos Bandeirantes, reduto tradicional dos tucanos.

A tentativa de tomar o governo estadual de São Paulo (além da reeleição de Dilma, evidentemente) romperia de vez o rodízio implícito acordado para a presidência e ameaçaria a fortaleza tucana, ameaçando definitivamente o equilíbrio de poder do “Consenso”.

Por outro lado, o PT dava como liquidada a fatura ideológica: desde 2002, não havia disputa ideológica, apenas disputa de cargos, como Lula já havia reconhecido nos pleitos de 2002 e 2006.

A partir desse diagnóstico, a ordem do comando central do PT era avançar com as temáticas “progressistas” como o aborto, lei da homofobia, “comissão da verdade” contra os militares, desmilitarização da polícia, descriminalização das drogas, dentre outras pautas e disputar o discurso político com os evangélicos, tidos como reacionários por justamente se oporem ao avanço desses temas.

Nessa disputa, passaram a hostilizar pastores antes aliados, como Marco Feliciano, que se tornou presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Esse movimento do PT alertou as igrejas evangélicas, que passaram a sair da órbita do petismo e querer alçar vôos próprios, procurando alternativas.

Bolsonaro, então deputado federal e considerado do “baixo clero” da Câmara, assumiu uma postura de defesa de Feliciano e passou a aglutinar o voto evangélico em torno de si, alcançando votação recorde nas eleições de 2014, usando um discurso marcadamente ideológico e em defesa de valores tradicionais[4], contrastando com suas pautas anteriores, mais focadas em segurança pública e, principalmente, como “sindicalista militar”[5].

 

 “Jornadas de junho de 2013”

Os antecedentes da eleição de 2018 estão diretamente relacionados às chamadas “jornadas de junho de 2013”. Após os protestos iniciais de movimentos de extrema esquerda – que atuava como força auxiliar do petismo – contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo, a partir do dia 17 de junho de 2013, um amplo movimento popular tomou conta das ruas.

O PT lançou o germe dos protestos para desestabilizar o governo paulista, visando as eleições do ano seguinte, mas rapidamente perdeu a liderança do processo, que no fim, reverteu-se contra o próprio partido, iniciando uma inflexão importante da situação política no Brasil. Centenas de milhares de jovens invadiram as ruas das maiores cidades do país – São Paulo e do Rio de Janeiro – e algo como dois milhões de pessoas saíram às ruas em quatrocentas cidades.

As causas dessa verdadeira ebulição são multifatoriais, que vão desde a revolta contra a estagnação econômica, até o aumento do desemprego entre jovens recém saídos das universidades – houve um boom de jovens formados nos 10 anos anteriores em faculdades de baixa qualidade – até a insatisfação generalizada contra o establishment político. Na época, a esquerda perdeu o “controle das ruas” e a população em peso saiu sem um comando central.

De certa maneira, o PT e a esquerda perdiam as ruas porque antes haviam perdido o monopólio do discurso político.

A tese aqui é a mesma contida no filme “Nem tudo se desfaz” (2021) de Josias Teófilo: foram aqueles protestos e, posteriormente, os movimentos de rua a favor do impeachment de Dilma que abriram caminho para a ascensão de Bolsonaro.

Mas como a esquerda perdeu monopólio do discurso político?

 

O papel da internet e o “olavismo”

A internet e as redes sociais permitiram um furo na “bolha esquerdista”, pelo qual foi possível o surgimento da chamada “nova direita”. Essa “nova direita” nasceu diretamente dos esforços do filósofo Olavo de Carvalho, que passou a pautar os debates públicos.

Desde a década de 1990, Olavo vinha fazendo estrago na hegemonia cultural de esquerda. Mas seu alcance era restrito e dependia da boa vontade da grande impressa, cada vez mais refratária a suas ideias.

Com a popularização da internet, o advento das comunidades do Orkut, Facebook, Youtube e o surgimento do programa True Outspeak e do Curso Online de Filosofia (COF), as ideias do filósofo e as diversas referências de autores trazidas por ele passaram a chegar em diversos públicos, inclusive nos filhos do presidente Bolsonaro.

Em 2013, foi lançado o livro “O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, coletânea de artigos de Olavo reunidos por Felipe Moura Brasil, um “influencer”. O livro se tornou um best seller instantâneo, assim como outros autores da nova direita. Outros alunos de Olavo também passaram a exercer o papel de divulgadores das ideias anti esquerdistas no debate público.

Esse caldo cultural formado pelo olavismo[6] - que cresceu em influência graças à internet - aliado a crise econômica e moral sem precedentes criada pelos governos do PT - abriu uma fenda no domínio da cena política brasileira pelo PT e PSDB.

Quando Bolsonaro passou a também fazer sucesso na internet com vídeos curtos e a proliferação de memes, sua campanha presidencial passou a angariar uma série de setores que viam no então deputado, a possibilidade de derrotar o PT.

Durante as jornadas de junho de 2013 e durante toda a onda de manifestações pró impeachment de Dilma, vimos diversas vezes cartazes com frases como “Olavo tem razão”, menções ao Foro de São Paulo e retórica inflamada contra a esquerda, típica dos jargões olavistas.

 

O impeachment de Dilma

O “Consenso de 1988” deu sinais graves de desgaste a partir de 2013, quando: 1) o PT rompeu com os acordos tácitos ao tentar destruir o equilíbrio de forças no biênio 2013-2014; 2) o povo foi às ruas sem lideranças políticas convencionais; e 3) o governo Dilma jogou o país na mais grave crise econômica da nossa história[7], a partir do final de 2014.

A reação do sistema político à presunção de hegemonia total do PT desencadeou o “lava-jatismo” e o contra-ataque dos tucanos e dos partidos do centrão fisiológico. Ambos tentaram instrumentalizar a revolta e agitação popular iniciada em 2013 pelo próprio PT para um novo reequilibro de forças.

O plano era continuar fustigar o petismo[8], expondo a rede de corrupção e usando de operações policiais midiáticas para ganhar força e finalmente consolidar uma nova estrutura de poder, ainda dentro do “Consenso de 88”.

Mas algo saiu errado. Como veremos a seguir, o sistema político resolveu punir o PT e abriu caminho para o outsider Bolsonaro.

Aqui temos a primeira tese deste artigo: a eleição de Bolsonaro representou o fim do “Consenso de 88”.

Desde o golpe republicano de 1889, a República brasileira tem ciclos que duram em média 30-40 anos. Por coincidência, a constituição de 1988 completaria exatos 30 anos naquele ano atribulado, apresentando desgastes cíclicos comuns à nossa história.

As evidências de que o “Consenso de 1988” chegou ao fim também podem ser detectadas pelas gravíssimas crises institucionais entre os 3 poderes que se tornaram contínuas durante o governo Bolsonaro.

Além disso, contamos com diversas manifestações públicas de agentes políticos que já pedem uma nova assembleia constituinte para modelar uma nova constituição. Nomes como o ex-deputado e presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha[9], o deputado federal Luiz Phillipe[10], o ex-ministro petista José Eduardo Cardozo[11], o Vice Presidente General Mourão[12] e até Bolsonaro[13], entre outros.

Ainda que por motivos bem diferentes entre si – o PT quer aprofundar o socialismo da atual Constituição; Cunha quer “enquadrar” o Ministério Público e o Judiciário; enquanto bolsonaristas querem simplificá-la e tirar os artigos socializantes – todos admitem explicitamente que o Consenso político acabou[14].

O próprio programa de governo de Bolsonaro – “O Caminho da Prosperidade” – refletia a superação dos dogmas de 1988 de maneira quase explícita[15].

 

A primeira eleição democrática do Brasil ocorre em 2018

Como visto anteriormente, o sistema político brasileiro é fechado e dominado por oligopólios. Como então Bolsonaro conseguiu furar a barreira e ser eleito?

Dentro do cenário de intensa agitação popular e povo nas ruas, revoltado contra o establishment político, abriu-se espaço para um candidato outsider, anti-establishment e com discurso anti-esquerda e anti-corrupção.

O candidato que melhor preencheu os requisitos foi Bolsonaro, que já estava em campanha desde o final de 2014 e foi uma figura querida nos protestos contra Dilma.

Bolsonaro conseguiu um acordo com o dono de um partido nanico (PSL): lhe dariam a legenda para disputar a presidência e o partido se beneficiaria da popularidade do candidato Bolsonaro para eleger deputados, escapar das “cláusulas de barreira”[16] e ter um vultuoso fundo eleitoral para as eleições seguintes.

Numa situação usual, não haveria possibilidade de ser competitivo em uma eleição majoritária e nacional sem recursos, sem tempo de televisão e sem apoio da grande imprensa. A circulação de ideias ficava restrita e com pouca exposição oficial, o candidato ficaria esquecido.

No entanto, a condição de livre circulação de ideias foi alcançada com a ascensão das redes sociais e foi na internet que a campanha de Bolsonaro se desenrolou, de forma inédita. A campanha contou com apoio fortíssimo de uma enorme rede de voluntários, canais de Youtube, páginas do Facebook e atuação maciça no WhatsApp.[17] Os milhares de voluntários faziam músicas, editavam vídeos, confeccionavam camisas e iam nos eventos por sua própria conta e risco.

Mesmo assim, o sistema não esperava a vitória do Bolsonaro, ao menos até que fosse tarde demais[18]. Com isso, passamos para a terceira tese desse artigo: a eleição de Bolsonaro foi a primeira eleição genuinamente democrática do Brasil, onde foi o povo – e não as elites – que escolheu seu mandatário supremo.

Só por conta disso, a eleição já seria histórica. No entanto, a eleição de Bolsonaro também é uma façanha mundial inédita. Nunca um “azarão” antiestablisment derrotou o sistema de forma tão categórica e com tão poucos recursos.

A vitória de Trump e do movimento pelo Brexit em 2016 também se enquadram como uma vitória contra o sistema. Mas no primeiro caso, o magnata americano possuía o controle do partido republicano, um sistema de arrecadação eleitoral consolidado, já era um homem midiático e conhecido desde sempre – além de bilionário – e já existia um Movimento conservador consolidado há tempos.

Havia um movimento cultural conservador desde o final dos anos 50 – a revista National Review, fundada em 1955 por William Buckley Junior formou uma geração – que estava pronto para trabalhar em prol da eleição de Ronald Reagan nos anos 80.

Posteriormente, um novo fôlego foi dado com a criação do Tea Party, que propiciou uma nova renovação conservadora para se opor às medidas esquerdistas do governo Obama.

No segundo caso, o Brexit vinha sendo gestado desde a queda do gabinete de Margaret Thatcher em 1990. A pressão do insucesso da União Europeia e a crise econômica mundial levaram o partido conservador a abraçar a ideia. Ou seja, os britânicos conservadores contavam com um partido, televisão, doação e espaço.

No caso da eleição de 2018, foi tudo muito diferente. Bolsonaro foi eleito sem tempo de televisão, sem dinheiro (foi a campanha presidencial mais barata da história), sem partido e sem nenhuma organização prévia, além de passar metade da campanha num leito de hospital recuperando-se de uma facada.

Além disso, o movimento cultural, que dava sua base ideológica e o impulsionou, apenas engatinhava, sem ainda formar quadros e sem fazer filtros para diversos adesistas de última hora.

Essas características da vitória de Bolsonaro seriam fatores importantes para o tipo de governo que se organizou e os diversos embates internos do governo

 

2) A formação do governo Bolsonaro e suas correntes internas

 

“Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido, a Deus pela minha vida e aos brasileiros, por confiarem a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança. Aproveito este momento solene e convoco, cada um dos Congressistas, para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.” (Jair Bolsonaro em seu discurso de posse no Congresso Nacional[19])

 

A causa da derrocada do PT decorre especialmente porque conseguiu juntar contra si um amplo espectro da sociedade brasileira, que via em Bolsonaro, um símbolo aglutinador.

Diversos campos políticos foram sendo incorporados nos grupos de apoio ao então deputado federal, que acenava para todos.

 

As alas

O governo Bolsonaro contava com diversas correntes ou alas em seu interior. Podemos dividi-las da seguinte forma: a ala conservadora; a ala militar; a ala liberal; a ala lava-jatista; a ala evangélica; e, por fim, a ala política formada por políticos do Centrão não esquerdista.

A ala conservadora era altamente influenciada pelo “olavismo” e via a possibilidade de poder estar no governo para frear a agenda “progressista”, atuar na “guerra cultural” e fazer uma ocupação de espaços antigramsciana. Possuía pouca organização entre si, parca experiencia em gestão pública e falta de articulação política. Os conservadores já vinham ajudando Bolsonaro desde há mais tempo, mas contavam com menos quadros e menos organização, além de ser um movimento muito imaturo politicamente. Foi formada pelas redes sociais e manteve seus formatos de discussão via internet, o que dava abertura para todo o tipo de intriga interna e externa.

A ala militar via em Bolsonaro a possibilidade de readquirir importância na formulação de planos nacionais – perdida desde a redemocratização – bem como reajuste nas carreiras do oficialato. Embora os militares apoiassem Bolsonaro, em geral, o alto oficialato só foi se juntar de vez no final de 2017. Havia ainda muita desconfiança acerca do Capitão que havia quebrado a hierarquia na década de 1980 e não progrediu muito na carreira. Dentro dessa ala, temos também as forças de segurança, que percebiam a possibilidade de contarem, finalmente, com um mandatário que iria atuar decisivamente contra a criminalidade e os altos índices de homicídios no país.

A ala militar tem sido a espinha dorsal do governo Bolsonaro, não só com o fornecimento de quadros para Ministérios importantes, mas principalmente, para cargos de segunda e terceiro escalão, fundamentais para o governo.

A ala liberal via em Bolsonaro a possibilidade de implantar medidas liberalizantes na economia brasileira, avançar com a agenda das privatizações e da redução de impostos. Marcados principalmente pelo utilitarismo econômico, pela falta de traquejo político e alheamento às questões de “valores” e ocupação de espaços.

Os liberais ainda nutriam ranço de Bolsonaro, a quem enxergavam como estatista e herdeiro do nacional-desenvolvimentismo do Regime Militar até a adesão de Paulo Guedes, no final de 2017. Chamado de “posto Ipiranga” e anunciado como o futuro Ministro da Economia, Guedes conseguiu atrair parte do establishment financeiro e econômico para um apoio tímido e desconfiado a Bolsonaro. No entanto, muitos só migraram no segundo turno, pois antes nutriam esperança no partido Novo e em outros outsiders historicamente liberais que ainda pensavam em se lançar.

A ala lava-jatista – a classe média em geral é sensível a essa ala – via em Bolsonaro a possibilidade de um amplo combate à corrupção e o desaparelhamento estatal em geral, face a bandalheira petista recente. Os símbolos maiores dessa ala são Sergio Moro[20] – que virou Ministro da Justiça e Segurança Pública – além de Deltan Dellagnol, todos oriundos da chamada “República de Curitiba”, ou seja, o time que comandou a operação Lava-Jato. Posteriormente, com a saída de Moro em abril de 2020, foi possível observar que a adesão tardia foi apenas um interesse eleitoral específico dessa ala, que sempre teve preferência por um projeto mais afinado com o PSDB ou numa “terceira via”, sempre num espectro à esquerda.

A ala política se uniu ao bolsonarismo para tomar o protagonismo dos antigos caciques políticos de sempre nas decisões do país. Seus expoentes vinham do partido Democratas – Onyx Lorenzoni era o principal articulador político de Bolsonaro na campanha – além dos demais partidos do Centrão e/ou baixo clero, além de estreantes na política. A ideia da ala política era tentar quebrar o sistema de “caciques políticos”, modificando o sistema de presidencialismo de coalização por algo como um presidencialismo programático, onde o Executivo negociaria as pautas legislativas com as bancadas temáticas e não mais como os donos dos partidos.

Os evangélicos – divididos entre a ala conservadora e ala política[21] – viam em Bolsonaro a possibilidade de influenciar nas indicações e ocupar espaço no Executivo proporcional à capacidade de mobilização que já vinham praticando no Legislativo[22].

De forma geral, todas essas alas foram se juntando a Bolsonaro de forma desorganizada e muitas, de última hora ou de forma oportunística.

Por conta das diversas alas e correntes organizadas de forma ad hoc, faltou consistência ideológica e unidade programática ao governo. A única coisa a juntar tudo – e a arbitrar – são as próprias convicções morais de Bolsonaro, que tinha de se equilibrar entre as alas, pendendo ora para um lado, ora para outro.

 

A formação do governo

A multiplicidade de apoio foi refletida na primeira escalação ministerial do governo Bolsonaro. Foram 22 ministérios, sendo 7 ministros provenientes da ala militar, 5 da ala política, 3 na ala conservadora, 2 da ala evangélica, 2 ministros da ala liberal, 1 ministro “bolsonarista” (escolhido por conta da relação pessoal com Bolsonaro) e 1 ministro da ala lava-jatista (além de um ministério originalmente escalado com um funcionário de carreira).

Ministério

Ministro

Ala

Casa Civil

Onyx Lorenzoni

Política

Ministério da Agricultura

Tereza Cristina

Política

Ministério da Saúde

Luiz Henrique Mandetta

Política

Secretaria-Geral da Presidência

Gustavo Bebianno

Bolsonarista

Ministério da Cidadania

Osmar Terra

Política

Ministério do Turismo

Marcelo Álvaro Antônio

Política

Gabinete de Segurança Institucional

General Augusto Heleno

Militar

Ministério da Ciência e Tecnologia

Marcos Pontes

Militar

Ministério da Defesa

General Fernando Azevedo e Silva

Militar

Ministério da Transparência e CGU

Wagner de Campos Rosário

Militar

Secretaria de Governo

General Carlos Alberto Santos Cruz

Militar

Ministério da Infraestrutura

Tarcísio Gomes de Freitas

Militar

Ministério de Minas e Energia

Almirante Bento Albuquerque

Militar

Ministério da Economia

Paulo Guedes

Liberal

Banco Central

Roberto Campos Neto

Liberal

Ministério da Justiça e da Segurança Pública

Sergio Moro

Lava-jatista

Advocacia-Geral da União

 André Luiz de Almeida Mendonça

Evangélica

Ministério da Mulher, Família e D. Humanos

Damares Alves

Evangélica

Ministério das Relações Exteriores

Ernesto Araújo

Conservadora

Ministério da Educação

Ricardo Vélez Rodríguez

Conservadora

Ministério do Meio Ambiente

Ricardo Salles

Conservadora

Ministério do Desenvolvimento Regional

Gustavo Canuto

-

Fonte: Elaboração do próprio autor baseado nas nomeações publicadas no Diário Oficial da União (DOU)

 

É preciso fazer uma observação: apesar de contar com apenas 2 ministérios – sendo um, o Super Ministério da economia (fusão de 3 ministérios: Fazenda, Planejamento e Indústria) – a ala liberal nomeou os presidentes dos principais bancos estatais – BB, Caixa e BNDES, além da maior empresa estatal, a Petrobras.   

A partir do início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, o governo Bolsonaro vai passando por uma grande reconfiguração política. Em primeiro lugar, devido às chamadas “traições” – presentes desde o início – que ocorreram de forma mais acentuada com o agravamento da emergência sanitária.

Foram articulados diversas tentativas de golpes institucionais e articulações para viabilizar o impeachment do presidente.

O ministro da Saúde, então, Luiz Mandetta abandona o governo, discordando da condução pretendida por Bolsonaro (daí inicia-se mais duas trocas, Nelson Teich e General Pazuello, até a chegada de Marcelo Queiroga). E a crise política se agrava com a saída de Sérgio Moro, acusando o presidente de interferência na Polícia Federal, que resulta no vazamento de vídeo de reunião ministerial. O vídeo vazado também acaba derrubando o ministro da Educação Abraham Weintraub e, posteriormente, desgasta os ministros Ernesto Salles e Ricardo Salles, que saem menos de 1 ano depois.

A reação do governo foi se articular para contar com apoio do Centrão fisiológico em peso. Com isso, foram recriados dois ministérios – Trabalho e Comunicações – e foi providenciado a entrada dos políticos do centrão nos principais ministérios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Elaboração do próprio autor baseado nas nomeações publicadas no Diário Oficial da União (DOU)

 

A escalação ministerial do governo Bolsonaro passou a ser de 24 ministérios, sendo 7 ministros provenientes da ala militar, 3 da ala política, 2 da ala evangélica, os 2 ministros da ala liberal mantidos, 3 ministros considerados “bolsonaristas” e 6 ministros vindos diretamente do Centrão fisiológico (além de um ministério originalmente escalado com um funcionário de carreira).

Nessa reforma, a grande novidade é o número de ministérios em poder do Centrão – com destaque de que a articulação política do governo ficou com essa ala – a inexistência de “conservadores” no primeiro escalão do governo e a diminuição momentânea do poder da ala liberal, que perdeu a Petrobras e algumas secretarias, que passaram a ser ocupados por burocratas concursados[23].

 

3) Governo Bolsonaro: realizações e méritos

 

“Amigas e amigos de todo o Brasil, é com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil.  E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto (...) Respeitando os princípios do estado democrático de direito, guiados por nossa Constituição e com Deus no coração, a partir de hoje, vamos colocar em prática o projeto que a maioria do povo brasileiro democraticamente escolheu, vamos promover as transformações de que o país precisa.  Temos recursos minerais abundantes, terras férteis abençoadas por Deus e um povo maravilhoso (...) Agradeço a Deus por estar vivo e a vocês que oraram por mim e por minha saúde nos momentos mais difíceis. Peço ao bom Deus que nos dê sabedoria para conduzir a nação. Que Deus abençoe esta grande nação. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.” (Jair Bolsonaro em seu discurso após ser empossado presidente)

 

Apesar das inúmeras mudanças de rota, dos reveses políticos, da fusão com o Centrão, da crise da pandemia, da guerra da Ucrânia e da diminuição do espaço para apoiadores da primeira hora e da ala conservadora, o governo Bolsonaro vem mantendo seu compromisso com a agenda programática assumida na campanha de 2018.

Isso pode ser averiguado claramente pelas realizações nos 3 anos e meio de governo até aqui.

Para a principal bandeira de Bolsonaro – segurança pública – houve números expressivos de diminuição da taxa de homicídios e o país voltou ao patamar do início da década de 1990. O compromisso de campanha, de fazer valer o plebiscito de 2005 acerca da campanha do desarmamento também vem sendo perseguido, com a flexibilização da compra de armas e concessão recorde de porte e posse de armas de fogo para a população.

A agenda de privatizações segue firme e forte, além do enxugamento da máquina estatal também notório, com corte de milhares de cargos e gastos, além da diminuição de uma série de impostos.

Além disso, as diversas reformas microeconômicas implementadas conjuntamente com diversos marcos legais aprovados, tem melhorado de forma decisiva o ambiente de negócios do Brasil, fazendo a economia começar uma recuperação vigorosa baseada no investimento da iniciativa privada.

A seguir, serão apresentados dados objetivos sobre a performance do governo Bolsonaro em diversas temáticas.

 

3.1 Segurança pública

 

A principal realização nessa área foi a redução recorde de homicídios e crimes violentos, com queda. O registro de homicídios desabou de 2018 para 2021[24]. E no primeiro trimestre de 2022, a tendência segue em queda.

Após ter alcançado 30,7 / 100 mil em 2017 (maior já registrada), a taxa de homicídios brasileira começou a ser reduzida já em 2018, quando foi consolidada em patamar 12,64% menor em relação ao ano anterior, equivalente a 26,8 / 100 mil. No ano de 2018, o país registrou 57.956 homicídios. Já em 2019 este número ficou em 45.503, redução foi substancialmente maior, com o indicador caindo 21,87%, a maior redução de toda a série histórica, fazendo-o retornar a 20,9 por 100 mil, patamar repetido em 2020. Desde 1993, com 20,2 / 100 mil, a taxa de homicídios não era tão baixa no Brasil.

Em 2021, nova queda dos homicídios, levando o número para 39 mil mortes por ano, ou seja, uma queda de mais 30%.

Também se tem registros de apreensão recorde de drogas e entorpecentes pela Polícia Federal, graças ao Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA), criado em 2019, presente em 14 estados, cujo objetivo de fortalecer o combate à criminalidade, por meio da integração de operações, capacitação e compra de equipamentos.

Em 2021, houve apreensão recorde de cocaína e aumento de 125% de apreensões em relação ao ano de 2020. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mais de 18 toneladas foram apreendidas ante 8 toneladas em 2020.

Os dados também mostram que o trabalho do programa resultou em R$ 2 bilhões em prejuízo aos criminosos.[25]

Também se atuou no enfraquecimento de organizações criminosas, promovendo o isolamento de líderes em prisões de segurança máxima, reduzindo em 60% o auxílio-reclusão.

 

“Um povo armado jamais será escravizado.” (Frase de Bolsonaro em reunião ministerial de abril de 2020)

 

Ao mesmo tempo, não se pode negar que o recorde de armas de fogo vendidas para cidadãos de bem tenha influenciado na diminuição de crimes, principalmente em áreas rurais. Através de uma série de decretos, Bolsonaro buscou reverter o Estatuto do Desarmamento, desburocratizando o processo para comprar e registrar armas, bem como aumentando o calibre permitido.

Com isso, o registro de novas armas de fogo bateu recordes, Em 2021, houve uma alta de 300% em relação a armas registradas em 2018 no Brasil. Foram registradas mais de 200 mil armas no ano passado e em 2022, tudo indica que novo recorde será alcançado[26].

Outro recorde histórico é registrado no campo[27]: o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) registrou 11 invasões de fazendas no país em 2021. Em 2019, foram sete e, em 2020, apenas seis. É o menor número de invasões já registrado na história, desde que se começou a fazer a estatística.

Nos dois mandatos de FHC (PSDB), os sem-terra invadiram 2.442 fazendas. Já nos oito anos de governo Lula (PT), foram 1.968 invasões. No governo Dilma, foram 969 invasões, e no governo Temer (PMDB), foram 54 fazendas invadidas.

Além das armas, extinguiu-se os repasses de recursos federais para entidades ligadas aos sem-terra, que eram abundantes nos governos petistas. Só no governo Dilma, foram destinados mais de R$ 100 milhões.

 

 

3.2 Economia

 

O país tinha passado por uma brutal recessão de 2013 a 2016, muito em virtude das turbulências políticas causados pelos esquemas de corrupção do PT e depois iniciou uma trajetória tímida de recuperação no biênio 2017-18.

 

No início do governo Bolsonaro, a economia começou a acelerar e experimentar os efeitos positivos da melhora da gestão da máquina pública.

 

No ano seguinte, com a paralisação da economia mundial com as “medidas pandêmicas”, a economia brasileira voltou a mergulhar na recessão. Entretanto, comparando com o restante da economia global, o país gerenciou bem a crise.

 

Várias medidas paliativas tiveram efeitos positivos no amortecimento da recessão, tais como a expansão do crédito aos produtores, programas de garantia ao emprego e o auxílio emergencial, com a inclusão de milhões de pessoas no sistema bancário, através das contas digitais da Caixa Econômica Federal.

 

A dívida pública passou por um processo de forte expansão, mas, a partir da 2022, retornou à tendência de queda.

 

A boa gestão macroeconômica permitiu uma forte redução do desemprego de 14% p/ 9%, apresentando um número recorde de pessoas empregadas. Foram mais de 3 milhões de novos postos de trabalho desde 2019.

 

O país também se beneficiou de taxas de juros baixas, a menor de sua história, graças ao excelente trabalho do Banco Central do Brasil.

 

Também se registrou o maior fluxo de comércio da história e um superávit comercial recorde;

 

A rápida recuperação econômica permitiu que o Brasil se mantivesse entre os cinco principais destinos de investimentos externos (2019-2021).

 

 

3.3 Enxugamento da máquina pública

 

Bolsonaro e sua equipe econômica também foram protagonistas do maior programa de privatização da história com vendas que alcançaram mais de R$ 400 bilhões – incluindo a privatização da gigante Eletrobrás – e enormes pacotes de concessões.

 

Além das privatizações, foram efetuadas venda de Imóveis da União com arrecadação de mais de R$ 100 bilhões.

 

Por fim, houve a extinção de 27 mil cargos públicos, contribuindo para diminuição de despesas do governo central. Cabe destacar que o governo Bolsonaro foi o único governo a extinguir empregos públicos durante sua gestão, desde pelo menos a década de 1960.

 

Por outro lado, a boa administração da coisa pública rendeu muitos frutos. Segundo relatório publicado pelo Ministério da Economia, as 47 estatais brasileiras sob controle do governo federal tiveram, juntas, um faturamento total de R$ 1 trilhão em 2021 e um lucro líquido de R$ 187,7 bilhões em 2021, sob a gestão do presidente Jair Bolsonaro.

 

O valor, ainda segundo o balanço, é o triplo do apurado em 2020 e o maior desde 2018. Os melhores resultados foram obtidos pela Petrobras (R$ 107,3 bilhões), BNDES (R$ 34,1 bilhões), Banco do Brasil (R$ 19,7 bilhões), Caixa (R$ 17,3 bilhões) e Eletrobras (R$ 5,7 bilhões).

 

Outro dado interessante é relativo aos gastos do governo, que saíram de 19,3% do PIB em 2018 e devem fechar em 18,9% do PIB ao final de 2022.

 

 

Corte de Impostos e recordes de arrecadação fiscal

 

O governo Bolsonaro fez a maior economia fiscal da história, mesmo com os gastos extraordinários da pandemia. Além disso. Foi o ÚNICO governo que BAIXOU impostos na história brasileira de forma consistente.

 

Entre as principais medidas de redução de impostos, ressaltam-se: a redução de tarifas e tributos de centenas de produtos, incluindo alimentos, medicamentos e insumos médicos; a fixação de teto para impostos estaduais para produtos considerados essenciais através da “PEC dos combustíveis”;  redução de 25% do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados); redução gradual do IOF até chegar a 0% em 2029;

 

Mesmo com todas as reduções de tributos, o endividamento público foi mantido no patamar pré-pandemia e a arrecadação de impostos tem batido recordes, indicando a aceleração da economia. Em junho de 2022, a arrecadação atingiu R$ 181 bilhões e bateu recorde, sendo o maior número para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

 

 

3.4 Reformas e marcos legais

 

O governo Bolsonaro, liderado pela equipe do economista liberal Paulo Guedes, é essencialmente um governo reformista.

 

Diante da dificuldade de montagem da base política nos primeiros dois anos, a equipe econômica implementou uma série de micro reformas, enquanto as grandes reformas foram aprovadas somente após a aliança com o Centrão e a melhora na coordenação política do governo, já quase no 3º ano de governo.

 

Dentre as reformas, podemos destacar a Reforma da Previdência, aprovada logo no primeiro ano, com bastante apoio popular e mesmo com sabotagem explícita de alguns setores políticos.

 

Posteriormente, uma série de marcos legais foram aprovados, no intuito de dar segurança jurídica e econômica aos investidores privados.

 

Em junho de 2020, foi aprovado o marco do Saneamento Básico, que possibilitará forte expansão do tratamento de água e esgoto por todo o país. A previsão é que haja a universalização de acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgoto, drenagem pluvial e manejo de resíduos sólidos até 2033. Desde então, já foram registrados investimentos da ordem de R$ 80 bilhões, graças as concessões e leilões. Graças ao marco, a primeira concessão foi efetivada com a CEDAE.

 

Em abril de 2021, foi aprovado o Marco do Gás Natural, que tem o objetivo de promover a desverticalização e a independência entre empresas de distribuição, transporte e produção para estimular a competitividade e incentivar os elos da cadeia de gás independentes, diminuindo a atual concentração da produção na Petrobras. Espera-se investimentos da ordem de R$ 50 bilhões nos próximos anos, o que deve baratear a energia.

 

Já o Marco das Ferrovias, aprovado no final de 2021, veio com o objetivo de facilitar investimentos privados na construção de ferrovias, no aproveitamento de trechos ociosos e na prestação do serviço de transporte e já vem atraindo bilhões em investimentos em malha ferroviária, com várias concessões sendo homologadas pelo Ministério da Infraestrutura.

Em setembro de 2021, entrou em vigor o Marco das Startups, cuja intenção é facilitar o ambiente de negócios para pequenas empresas e startups, estabelecendo condições mais favoráveis, respeitando as particularidades dessas empresas no que se refere a investimentos, questões trabalhistas e até mesmo tributárias.

 

Além disso, o governo aprovou a Nova Lei de Falências e a Nova Lei de Licitações melhorando o ambiente de negócios.

 

3.5 Desburocratização e Modernização

 

Houve uma pequena revolução no acesso financeiro promovida pelo governo, aplicando uma série de medidas tais como o open banking e a criação do PIX, de forma a aumentar a competitividade e o acesso ao crédito. Com isso, o oligopólio dos maiores bancos privados sofreu forte abalo, passando a sofrer concorrência de diversos bancos digitais e novos produtos financeiros. Estima-se que apenas com o uso do PIX, os bancos tenham perdido mais de R$ 40 bilhões em receitas.

 

Além disso, também foi implementada uma enorme reforma digital, com a implantação do Sistema Balcão Único (abertura de empresas em poucas horas); digitalização de Serviços (redução de burocracia e mais celeridade no atendimento à população); digitalização dos cartórios; Venda/Transferência de Veículos por meio Digital; Lei das Assinaturas Eletrônicas (reconhecimento de assinaturas eletrônicas em documentos, contratos, etc.) com a disponibilização gratuita de assinaturas digitais pelo site GOV.BR, dentre outras medidas menores.

 

Por fim, houve um “super revogaço”, ou seja, a revogação de 23 mil atos normativos com subsequente corte de burocracia e gastos inúteis.

 

Todas essas medidas tiveram efeito imediato de melhorar o ambiente de negócios no país, trazendo mais segurança aos investimentos produtivos e aumentar a resiliência e flexibilidade da economia frente às turbulências globais.

 

Levando-se em conta a metodologia do conceituado relatório “Doing Business” do Banco Mundial que mede a facilidade de fazer negócios, o Brasil melhoraria sua posição de um incomodo 124º lugar para 65º no ranking[28].

 

Houve um verdadeiro “destravamento” da iniciativa privada, que passou a ser o principal motor do crescimento, algo que não acontecia no Brasil há décadas.

 

Em 2021, o país criou 2,7 milhões de empregos, alcançando-se o recorde absoluto de pessoas empregadas na história, além de baixar a taxa de desemprego para 9,3%, chegando há apenas um dígito, algo que não acontecia há quase uma década.

 

 

3.6 Social

O governo Bolsonaro aumentou bastante os gastos com assistencialismo, de forma a compensar parte dos lockdowns efetuados, principalmente, por governadores e prefeitos oposicionistas.

 

Com isso, o Auxílio-Emergencial passou a R$ 600,00 e o substituto do Bolsa Família - Auxílio Brasil também passou de R$ 400,00 para R$600.

 

Foi o maior programa do mundo de auxílio, implementado via Caixa Econômica Federal, através de aplicativos de celular e contas bancárias digitais. Criou-se mais de 40 milhões de contas que promoveram a maior inclusão bancária do mundo.

 

Outra mudança é que o auxílio pode ser acumulado junto a um emprego formal, tirando-se uma escolha perversa entre ficar com o auxílio certo e optar por um emprego incerto.

 

Além disso, foi aprovada a Lei do Superendividamento, de modo a promover a recuperação de indivíduos com endividamento excessivo.

 

Programas pró-família

Através do Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos, foi dado enfoque em políticas pró famílias e não mais para políticas pró-minorias.

 

Foi criado o “Selo Empresa Amiga da Família” que tem como finalidade reconhecer publicamente empresas comprometidas com o equilíbrio trabalho-família e que promovem ou incentivam ações que possibilitam ao indivíduo atuar como profissional e também como membro participativo de uma família. A ideia é equilibrar essas duas esferas, oferecendo aos empregados e seus familiares, benefícios e condições que permitem o equilíbrio entre trabalho e família, proporcionando uma maior qualidade de vida.

 

Outra grande iniciativa do Ministério foi atuar contra o aborto, criando uma série de incentivos e apoios para impedir o avanço dessa enorme chaga. A atuação do Ministério, inclusive, rendeu uma série de embates com o poder judiciário, que tem atuado de forma militante para ampliar esse horror[29]. Há mais de 20 anos, o poder executivo não tinha pessoas pró-vida e contra o aborto no alto escalão.

 

Além disso, sob a batuta de Damares Alves, foram cortados diversos benefícios que eram concedidos sem critérios para “anistiados políticos”[30].

 

3.7 Infraestrutura

O foco do governo na infraestrutura foi, de certa forma, inédito: ao invés de iniciar grandes obras, a grande virtude foi finalizar mais de 5 mil obras de infraestruturas espalhadas pelo país. Foi graças a isso, que foi possível concluir a chamada “Transposição do Rio São Francisco” – obra idealizada ainda no Brasil Império – e de centenas de outras obras que garantiram o acesso da população nordestina a recursos hídricos

 

Além disso, houve grande foco em viabilizar investimentos em logística para diminuir os gargalos históricos do setor.

 

O Marco das Ferrovias e Programa Pró-Trilhos promoveu a reabilitação do modal ferroviário, levando a mais de 30 contratos para a construção de novas ferrovias (investimentos de R$ 133 bilhões). Com isso, 10 mil quilômetros de malha ferroviária já estão em construção e outros 11 mil estão em processo de reabilitação.

 

Outro setor beneficiado foi o setor de turismo, onde o governo promoveu mais de 1 mil obras para melhorar a infraestrutura turística do país.

 

 

3.8 Educação

Na educação, a principal virtude do governo foi a criação da Secretaria Nacional de Alfabetização e de programas de alfabetização baseado em evidências, rechaçando os métodos socioconstrutivistas de Paulo Freire. Esses novos programas terão efeitos de longo prazo em diminuir o analfabetismo funcional epidêmico no Brasil, desde os anos 1980.

 

Por outro lado, o governo também realizou uma série de melhorias, tais como a criação de 130 escolas cívico-militares, Reforma e ampliação de 2.500 escolas no país e o programa Wi-Fi Brasil, que disponibilizou mais de 15 mil pontos de internet gratuita.

 

Sob o ponto de vista financeiro, o MEC de Bolsonaro foi responsável pelo aumento de 33,24% no salário dos professores da Educação Básica, o maior reajuste salarial para professores da história, além de ter efetuado a renegociação de dívidas para os beneficiários do FIES.

 

 

3. 9 Relações Internacionais: Bolsonaro, o “pária internacional”

 

“É uma honra abrir novamente a Assembleia-Geral das Nações Unidas. Venho aqui mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões.  O Brasil mudou, e muito, depois que assumimos o governo em janeiro de 2019. Estamos há 2 anos e 8 meses sem qualquer caso concreto de corrupção. O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.” (Jair Bolsonaro, discursando na ONU em 2021)[31]

 

“Os funcionários do Estado e todos os empregados cumpram também, por dever de consciência os seus deveres com fidelidade e desinteresse, seguindo os luminosos exemplos antigos e recentes de homens insignes, que num trabalho sem descanso sacrificaram toda a sua vida pelo bem da pátria. E no comércio dos povos entre si, procure-se solicitamente remover aqueles obstáculos artificiais da vida econômica, que brotam do sentimento da desconfiança e do ódio, recordando que todos os povos da terra formam uma única família de Deus.” (Encíclica Divinis Redemptoris, op. Cit.)

 

 

Como será mostrado adiante, todos os adversários de Bolsonaro possuem ligações com esquemas de poder estrangeiros em maior ou menor grau.

Já Bolsonaro é considerado um “pária internacional” porque não aderiu a nenhum dos esquemas. Ou seja, seu governo não possui ligações com nenhum dos blocos globalistas que disputam o poder do mundo, mantendo o foco em defender os interesses do Brasil.

Uma recente entrevista de Bolsonaro com o famoso jornalista Tucker Carlson da Fox News[32] alcançou projeção especial entre o público americano, servindo para conceituar o mandatário brasileiro como um dos poucos líderes mundiais que realmente se importam com os anseios de seu povo.

Saindo do terreno da propaganda inimiga e indo para o mundo da realidade, o governo de Bolsonaro alcançou uma série de êxitos no campo diplomático internacional, reequilibrando sua estratégia em direção aos países mais ricos, notadamente os EUA; adotou uma postura crítica, mas construtiva, em relação a Guerra na Ucrânia, garantindo comércio aberto com a Rússia; hostilizou ditaduras socialistas na América Latina, impondo-lhes revezes diplomáticos.

 

Em termos práticos, o país aderiu ao Acordo de Contratações Governamentais (GPA), que permitirá a participação de empresas estrangeiras em licitações no Brasil e de empresas brasileiras em licitações no exterior; iniciou o processo de ingresso na OCDE; foi eleito para o Conselho de Segurança da ONU; substituiu a UNASUL – bloco socialista criado pelo PT – pelo PROSUL; concluiu as negociações dos acordos comerciais com a União Européia e com o EFTA; E foi o país escolhido para a abertura do 1º Escritório Regional da Organização Mundial do Turismo nas Américas; fechou um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas que irá fazer da Base de Alcântara, no Maranhão, um dos centros da indústria aero-espacial.

 

4) Os adversários na corrida presidencial

A oposição ferrenha que Bolsonaro enfrenta deve-se basicamente ao contra-ataque dos grupos antes dominantes pela sua própria volta ao poder em 2023. Basicamente, os adversários de Bolsonaro são aqueles que fazem parte do “Consenso de 88”.

Nominalmente, temos como prováveis concorrentes o ex-presidente Lula e o PT, com seus partidos asseclas, como PSB, PC do B e PSD; os políticos do PSDB[33], Ciro Gomes e a esquerda herdeira de Brizola; Simone Tebet do PMDB e outras candidaturas nanicas.

No entanto, a batalha real se dará apenas entre as duas grandes forças políticas: bolsonarismo e o petismo.

Cabe lembrar que aos católicos não é lícito votar em partidos ou candidatos que subscrevam toda ou parte da ideologia socialista.

 

“Para aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana” (Encíclica Qui pluribus, Pio IX).

 

 

Lula e o Petismo

 

“Apresento aos senhores um novo Brasil, que ressurge depois de estar à beira do socialismo. Um Brasil que está sendo reconstruído a partir dos anseios e dos ideais de seu povo. O Foro de São Paulo, organização criminosa criada em 1990 por Fidel Castro, Lula e Hugo Chávez para difundir e implementar o socialismo na América Latina, ainda continua vivo e tem que ser combatido. Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou numa situação de corrupção generalizada, grave recessão econômica, altas taxas de criminalidade e de ataques ininterruptos aos valores familiares e religiosos que formam nossas tradições.[34] (Bolsonaro, em pronunciamento na ONU, em 2019)

 

O PT é um partido pró aborto, socialista e responsável pela maior crise da história brasileira. Foram durante os governos petistas que vigoraram os maiores atentados à democracia – Petrolão e Mensalão – e soberania brasileira – assinatura de tratados internacionais globalistas pró agenda 2030, em tudo anticristã.

Lula é o político que fundou o Foro de São Paulo junto a Fidel Castro com intuito de fazer renascer o socialismo na América Latina.

Jamais um católico de verdade poderia cogitar em votar em políticos deste partido ou em associados, sejam por razões morais, sejam por razões históricas.

Além disso, as relações do PT com o narcotráfico internacional e com o crime organizado no Brasil estão apresentando cada vez mais evidências[35].

Notícias recentes dão conta do envolvimento de diversos quadros do partido com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital). Em palestras recentes, o próprio Lula falou abertamente de como ajudou a libertar os sequestradores do empresário Abílio Diniz no final da década de 1990. Os sequestradores pertenciam a organização MIR, que “treinou e doutrinou” Marcola, líder do PCC.

Não podemos esquecer que essa simbiose entre esquerda e o crime é antiga. O Comando Vermelho foi treinado por guerrilheiros presos na Ilha Grande no final dos anos 1970 e 1980[36].

 

Como movimento político de massa, o petismo é uma espécie de transtorno mental, na medida em que aqueles que sofrem desse mal, perdem a capacidade de enxergar a realidade.

Por outro lado, o petismo também é uma chaga espiritual, pois possui elementos típicos de uma seita religiosa dada a fé de seus seguidores em todo o tipo de loucura propagada pelos líderes da seita. Dentro disso, há os aspectos messiânicos intrínsecos, que fazem do petismo uma espécie de heresia moderna, exatamente como seria de imaginar de um movimento socialista.

Por fim, o petismo também é uma anomalia comportamental, haja vista que diz ser o "partido dos trabalhadores", mas que sempre focou sua atuação em defender greves e sindicatos contra os próprios interesses dos trabalhadores.

Todo esse quadro deve-se a própria origem do PT, que foi a junção de 3 elementos: a "intelectualidade" marxista da USP, a Teologia da Libertação e, por fim, o "novo" sindicalismo do ABC paulista[37].

Quando esse caldo suficientemente terrível estava pronto, veio o elemento final: com a anistia, os guerrilheiros/terroristas que fugiram do país durante a década de 60 e 70 voltaram para assumir funções chave estratégicas dentro do recém criado partido.

Nesse sentido, a brilhante síntese de Roberto Campos caiu como uma luva: "o PT é o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos intelectuais que não pensam e dos estudantes que não estudam”. Marilena Chaui, Frei Betto, Lula e José Dirceu são a metonímia de cada elemento citado.

E é por isso que qualquer pessoa que venha com o papo de que "o PT traiu as origens" deve ser automaticamente considerada desonesta ou estúpida.

O PT já nasceu corrompido pela ideologia socialista e destinado a fazer exatamente o que fez: o maior escândalo de corrupção da história; ser o protagonista da maior crise política da república; destruir as instituições; dividir a sociedade brasileira, se infiltrar na Igreja (para destruí-la por dentro) e implantar a tirania socialista.

A volta de Lula em 2022 seria desastrosa para o país, pois o petismo teria a chance de retomar o trabalho de destruição interrompido em 2016.

Por fim, a composição da chapa petista com Lula e Geraldo Alckmin denota claramente um grande acordo entre todas as forças derrotadas em 2018 para voltarem ao poder. Alckmin, vendido como um “católico” e moderado pela imprensa, transformou a chapa na verdadeira “terceira via”, ou seja, o caminho mais rápido para o desastre. Se o arranjo funcionará quando se alçado ao Planalto, é algo que é melhor não descobrirmos.

 

PSDB

O PSDB é o partido do chamado “socialismo Fabiano”, que polarizou e dividiu o país com o PT durante quase 20 anos. Seu principal nome histórico, o ex-presidente FHC, se gaba de ser um grande seguidor do comunista Antonio Gramsci.

Também são totalmente comprometidos com agendas anticristãs e contrárias a fé católica e mostram-se profundamente comprometidos com o Globalismo.  

No caso do ex-governador Dória, a pandemia provou que este mantém relações muito próximas com a ditadura chinesa, com uma relação que mais parece a de um lobista internacional. E Eduardo Leite parece ser a aposta dos grupos globalistas – entre eles a Fundação Lehman – para assumir um papel de protagonismo no futuro.

Entretanto, eles apenas devem engrossar a “frente ampla” contra o bolsonarismo.

Quadro histórico do PSDB, Alckmin faz o jogo sujo de “moderar” a chapa petista, numa versão alternativa do “Teatro das Tesouras”.

Ciro Gomes

Ciro Gomes começou no PSDB e depois foi migrando para a esquerda mais radical até acabar no PDT. Foi ministro de Lula e embora considere-se um adversário do petista, estão no mesmo campo socialista.

É o homem que disse em palestra que queria “acabar com o moralismo católico”[38] e cujo partido, o PDT, possui laços formais com o Partido Comunista Chinês (PCCh). Jamais um católico poderia votar em políticos deste partido associado ao comunismo chinês, regime mais assassino da história.

 

O partido político encrustado no Supremo Tribunal Federal

A atual composição do STF é marcada pelas nomeações do governo do PT, o que indica excessiva militância explícita e a estratégia revolucionária de se mudar a sociedade pela via jurisdicional.

Hoje o cenário é de ampla (auto) censura nas redes sociais e instituição de uma “verdade” claramente orwelliana. Há inclusive a Polícia de pensamento com as agências checadoras de notícias ligadas ao oligopólio da mídia (consórcio).

Os órgãos privados de censura são chancelados pelo STF, que tem usado o aparelho estatal para perseguir apoiadores do governo Bolsonaro.

Diversas prisões e inquéritos ilegais foram abertos de ofício, subvertendo toda a ordem legal antes existente[39].

O STF, que deveria atuar como corte constitucional, está na linha de frente da tentativa de sabotagem do governo Bolsonaro, paralisando diversas iniciativas governamentais e usurpando poderes típicos do Executivo.

O STF tem atuado fortemente nos bastidores, pressionando líderes partidários para não passarem leis do interesse do governo. O caso mais emblemático nesse sentido foi a atuação contra a Proposta de Emenda Constitucional do Voto Impresso Auditável, que visava aumentar a transparência da apuração de votos[40].

 

5) Uma visão católica sobre a história recente do Brasil e o governo Bolsonaro

 

“Um governo que acredita em Deus, defende a família e deve lealdade ao seu povo. Com toda certeza, foi a fé que nos salvou no passado, nos elegeu e nos manteve vivo no governo até os dias de hoje.” (Jair Bolsonaro, em pronunciamento) [41]

 

2014 – Uma graça para o Brasil

 

Em uma sessão plenária do Senado Federal logo após as eleições de 2014, o então senador Magno Malta fez um discurso dizendo o seguinte:

 

“Vossa excelência não perdeu as eleições, senador Aécio. Vossa Excelência recebeu um livramento da parte de Deus. Sabe por quê? Esse país está quebrado, economia maquiada (...) nós vamos caminhar para dias terríveis. As medidas que terão que ser tomadas serão amargas. Quem vai ter que pagar essa conta é quem fez strip-tease moral em praça pública e destruiu a economia desse país”.

 

Mas a graça não foi para Aécio, foi para o Brasil. A sede de poder do PT acabou por iniciar o ocaso do partido e torná-lo intragável para a maioria dos brasileiros. Graças a isso, iniciou-se um período de despertar da consciência dos brasileiros que passaram a ir para as ruas, culminando na eleição de Bolsonaro em 2018.

 

Impossível não ver a atuação da Providência Divina neste episódio. Se Aécio tivesse sido eleito, estaríamos presos na falsa polaridade entre PSDB e PT e o petismo estaria mais forte hoje.

 

 

2018 - Uma graça para o Brasil

Em 2 de setembro de 2018, pouco mais de um mês para as eleições e há dias do aniversário da Independência do Brasil, o outrora Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista – chamado de Museu Nacional – sofreu um incêndio de grandes proporções, perdendo grande parte de seu acervo e desconfigurando sua estrutura.

O incidente é usado para atacar o governo Temer e o então candidato Bolsonaro como “inimigos da cultura” até que se descobre o descaso da UFRJ – dominada pela esquerda – com o Palácio. Considerada a maior tragédia cultural do país, o incêndio parecia o prenuncio de dias difíceis.

Quatro dias depois, na véspera do aniversário da Independência, em Juiz de Fora, ocorre o atentado a faca contra Bolsonaro, que sobrevive milagrosamente, mudando os rumos das eleições e galvanizando o apoio à sua candidatura.

Para além dos enormes ferimentos no seu intestino grosso, uma facada teria o alto potencial de contaminação. Porém, Bolsonaro, que acabara de estar com uma infecção na garganta, havia tomado doses altas de azitromicina, o que preveniu infecções mais sérias e contribuiu para sua sobrevivência e posterior recuperação.

As coincidências de fatores e datas também parecem indicar a atuação de Deus na história. Independentemente do que se possa acreditar, Bolsonaro passou a creditar sua sobrevivência a proteção de Deus.

 

O papel dos evangélicos

 

 

“Efetivamente, se a Igreja julga não ser lícito por os diversos cultos no mesmo pé legal que a verdadeira religião, nem por isso condena os chefes de Estado que, em vista de um bem a alcançar ou de um mal a impedir, toleram na prática que esses diversos cultos tenham cada um seu lugar no Estado. É, aliás, costume da Igreja velar com o maior cuidado por que ninguém seja forçado a abraçar a fé católica contra sua vontade, porquanto, como observa sabiamente Santo Agostinho, “o homem não pode crer senão querendo” (tract. XXVI in Ioan., n. 2). (...)Numa luta em que os maiores interesses estão em jogo, não se deve deixar lugar algum às dissensões intestinas ou ao espírito de partido; mas, num acordo unânime dos espíritos e dos corações, todos devem perseguir o escopo comum, que é salvar os grandes interesses da religião e da sociedade.” (Immortale Dei, op. Cit.)

 

 

Ator primordial da história e da construção da identidade brasileira, a Igreja Católica é grande ausência das manifestações de 2015 em diante contra a Dilma e o petismo.

Liderados por uma hierarquia irresponsável, os católicos ficaram órfãos.

 

A infiltração do modernismo e da teologia da libertação fizeram um enorme estrago nas sociedades católicas e muitos dos antigos fiéis, sem entender o que se passava, migraram na busca por Deus para seitas evangélicas.

 

Líderes evangélicos importantes denunciam o PT a partir de 2012, apoiam a campanha de Aécio em 2014, ajudam a organizar os protestos, cerram as fileiras para a candidatura de Bolsonaro e, por fim, engrossam o caldo do Bolsonarismo como movimento político para a reeleição em 2022.

 

Ou seja, o “trabalho de base” que sempre foi feito pela Igreja, passou para os evangélicos, que suprem a falta de organização partidária ao se unirem em torno de Bolsonaro

 

Impossível não encarar esse movimento como diretamente ligado às consequências do Concílio Vaticano II, que escancaram as portas para a invasão comunista dentro da Igreja em terras brasileiras.

 

Ainda hoje, apesar de bravas resistências locais, a hierarquia católica encontra-se perdida e praticamente faz coro às pautas do petismo.

 

É dentro desse quadro que precisamos examinar a relação de Bolsonaro com a Igreja Católica e não é à toa que os evangélicos ganharam protagonismo dentro de seu governo.

 

5.1 A Constituição Cristã dos Estados e o governo Bolsonaro

 

O que seria o estado católico

Em 1885, o Papa Leão XIII escreveu a Encíclica “Immortale Dei: Sobre a Constituição Cristã dos Estados”[42], onde explicita a visão da Igreja sobre as formas de governo e o papel da Igreja na sociedade e na relação com os Estados Nacionais.

Leão XIII retoma a temática da “Cidade de Deus” de Santo Agostinho onde o Doutor explicita virtude a sabedoria cristã em suas relações com a coisa pública e mostra como a Igreja deveria ter papel central na sociedade: a esfera temporal deveria ser administrada por leigos católicos – na república, o ideal seria ter um presidente católico – e nos temas da esfera espiritual e moral, seria a autoridade da Igreja e seus ensinamentos que deveria ditar os rumos.

Nos assuntos “mistos”, a esfera temporal deveria ser subordinada à esfera espiritual: nas legislações de fé e moral, os governantes devem legislar de acordo com os dez mandamentos, com caridade e sempre segundo a verdade promulgada pela Igreja. As estruturas da sociedade – família, educação, escolas – devem ser ordenadas para Cristo.

 

“O poder público só pode vir de Deus. Só Deus, com efeito, é o verdadeiro e soberano Senhor das coisas; todas, quaisquer que sejam, devem necessariamente ser-lhes sujeitas e obedecer-lhe; de tal sorte que todo aquele que tem o direito de mandar não recebe esse direito senão de Deus, Chefe supremo de todos. “Todo poder vem de Deus” (Rom 13,1). (...) Mas, seja qual for a forma de governo, todos os chefes de Estado devem absolutamente ter o olhar fito em Deus, soberano Moderador do mundo, e, no cumprimento do seu mandato, a Ele tomar por modelo e regra.”

 

Para constituir e reger o Estado de forma justa para com os cidadãos nada melhor que o uso da sabedoria da doutrina do Evangelho.

 

Bolsonaro está próximo ao modelo de governante católico?

 

“São Paulo, minha terra querida, boa tarde! Deus nunca disse para Israel ‘fica em casa que eu luto por você’. Ele sempre disse ‘vai a luta que estou com você’. Agradeço a Deus pela minha vida e também a ele que pelas mãos de 60 milhões de pessoas me colocaram nessa missão de conduzir o destino da nossa nação. Hoje nós temos um presidente da República que acredita em Deus, que respeita os seus militares, que defende a família e deve lealdade ao seu povo. Eu sempre estarei onde o povo estiver. Passamos ainda momentos difíceis. Lá atrás usei uma passagem bíblica por ocasião das eleições ‘e conhecerei a verdade e a verdade vos libertará’. Quando assumi presidência lembrei de outra passagem: ‘por falta de conhecimento meu povo pereceu (...) Nesse momento quero mais uma vez agradecer a todos vocês, agradecer a Deus pela minha vida e pela missão. E dizer àqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: só Deus me tira de lá. E aqueles que pensam que com uma caneta podem me tirar da presidência, digo uma coisa para todos: nós temos três alternativas, em especial para mim, preso, morto ou com vitória. Dizer aos canalhas que nunca serei preso. A minha vida pertence a Deus, mas a vitória é de todos nós. Muito obrigado a todos. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.” (Discurso de Bolsonaro no dia 7 de setembro de 2021)[43]

 

Na “tradição” laicista existente desde janeiro de 1890[44], quando é decretada a separação do Estado e da Igreja, logo após o golpe militar da Proclamação da República em 1889, Bolsonaro é um dos poucos a promover Deus em eventos públicos.  Na verdade, Bolsonaro é o primeiro chefe de estado brasileiro em mais de 40 anos a honrar a Deus publicamente e a todo momento, interrompendo o processo de laicização do Estado brasileiro[45].

 

Se ele não honra de forma totalmente adequada, Deus saberá distinguir sua intenção. Não podemos esquecer que vivemos num tempo confuso pós CVII no qual a própria hierarquia visível da Igreja beira a apostasia. E a hierarquia brasileira da Igreja esteve, não só ausente no movimento de derrubada do PT, como era cúmplice dos crimes.

 

Embora casado em segundas núpcias, Bolsonaro preserva o culto a Nossa Senhor de Aparecida. Em sua casa, há uma grande Nossa senhora para dar boas-vindas aos visitantes[46].

 

Em todos os seus pronunciamentos que foram citados ao longo deste artigo, Bolsonaro cita Deus, e se coloca como cumpridor de uma missão, reconhecendo que a fonte do poder vem do Alto.

 

Bolsonaro vai contra o relativismo religioso – adere a um “cristianismo ecumênico” – e não parece querer separar o Estado da Igreja. Seu governo optou por um estado confessional informal, já que o estado católico não é possível dentro das normas jurídicas da Constituição de 1988 e seu consenso laicista. Mas fica claro em todos os pronunciamentos de Bolsonaro, que seu governo presta culto à Deus.

 

Isso pode ser averiguado em todos os discursos feitos pelo presidente, em qualquer lugar.

 

Com Bolsonaro, houve novamente uma informal troca de “bons ofícios”, ainda que a própria hierarquia recusasse essa troca implicitamente.

 

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à proteção legítima dos magistrados. Então o sacerdócio e o império estavam ligados em si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer.”

(Immortale Dei, Leão XIII)

 

 

 

5.2 Bolsonaro e a pregação contra o Comunismo

 

“A espoliação dos direitos e a escravização do homem, a negação da origem primária e transcendente do Estado e do poder do Estado, o abuso horrível do poder público ao serviço do terrorismo coletivista, são precisamente o contrário do que é conforme à ética natural e à vontade do Criador. Tanto o homem como a sociedade civil têm origem no Criador, e foram por Ele mutuamente ordenados um para a outra; por isso nenhum dos dois pode furtar-se a cumprir os deveres correlativos, nem recusar ou reduzir os direitos. O próprio Criador regulou esta mútua relação nas suas linhas fundamentais, e é injusta a usurpação, que o comunismo se arroga, de impor, em lugar da lei divina baseada nos imutáveis princípios da verdade e da caridade, um programa político de partido, que promana do capricho humano e ressuma ódio (...) O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E, se alguns, induzidos em erro, cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, seriam os primeiros a cair como vítimas do seu erro; e quanto mais se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã as regiões aonde o comunismo consegue penetrar, tanto mais devastador lá se manifesta o ódio dos ‘sem-Deus’.” (Encíclica Divinis Redemptoris, Papa Pio XI)

 

"Todos os dias quando me levanto, eu tenho quase que uma rotina, e nessa passagem eu dobro meus joelhos, rezo um pai-nosso e peço a DEUS que esse povo Brasileiro nunca experimente as dores do comunismo!"

Assim começou o discurso do Presidente Jair Bolsonaro no lançamento oficial de sua candidatura à Presidência na convenção do PL no Maracanãzinho, na manhã do domingo do dia 24 julho de 2022.

Bolsonaro é um dos poucos líderes mundiais a falar e pregar contra o comunismo. Sem dúvida, neste século XXI, foi o primeiro, inspirando inclusive o ex-presidente Donald Trump dos EUA.

Seja falando sobre os horrores do socialismo na Venezuela e em Cuba, falando sobre a conjuntura na Argentina ou chilena ou alertando sobre a ameaça da China, Bolsonaro cumpre seu papel de cristão de educar o povo contra essa heresia moderna, exatamente como todos os papas sempre fizeram.

 

A imprensa contra Bolsonaro

“Outro auxiliar poderoso, que contribui para o avanço do comunismo, é sem dúvida a conspiração do silêncio na maior parte da imprensa mundial, que não se conforma com os princípios católicos. Conspiração dizemos: porque aliás, não se explica facilmente como é que uma imprensa, tão ávida de esquadrinhar e publicar até os mínimos incidentes da vida cotidiana, sobre os horrores perpetrados na Rússia, no México e numa grande parte de Espanha pode guardar, há tanto tempo, absoluto silêncio; e da seita comunista, que domina em Moscou e tão largamente se estende pelo universo em poderosas organizações, fala tão pouco. Mas todos sabem que esse silêncio é em grande parte devido a exigências duma política, que não segue inteiramente os ditames da prudência civil; e é aconselhável e favorecido por diversas forças ocultas que já há muito porfiam por destruir a ordem social cristã. (Encíclica Divinis Redemptoris, Papa Pio XI)[47]

 

A grande imprensa brasileira, auto denominada de Consórcio, fez e faz oposição a Bolsonaro desde o primeiro dia, atuando como destruidora de reputações, esmiuçando cada detalhe do presidente e de sua família.

Em compensação, a mesma imprensa, tal qual nos escreveu o Papa Pio XI, fez um esforço para esconder a existência do Foro de São Paulo, para esconder as ligações do PT com as FARC e o narcotráfico; normaliza as relações do PT com as ditaduras cubana, nicaraguense e venezuelana; não dá nenhuma importância sobre as ligações do PCC do PT, que cada vez mais contam com evidências sólidas.

Nesse sentido, Bolsonaro é o inimigo número 1 da imprensa, que além da sua ajuda conspiratória contra o governo, tenta por todas as maneiras, influenciar a população para que vote em candidatos da esquerda.

Por outro lado, Bolsonaro cortou bilhões de verbas publicitárias para essa mídia corrompida, preferindo o contato direto com o cidadão através das mídias sociais.

 

 

Governo Bolsonaro e a dignidade do trabalho

 

“Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular. Expliquemos agora onde convém procurar o remédio tão desejado”. (Encíclica Rerum Novarum, de Leão XIII)

 

“Títulos de aquisição do domínio são a ocupação de coisas sem dono, a indústria ou a chamada especificação, como o demonstram abundantemente a tradição de todos os séculos e a doutrina do Nosso Predecessor Leão XIII. De fato não faz injustiça a ninguém, por mais que alguns digam o contrário, quem se apodera de uma coisa abandonada ou sem dono; de outra parte a indústria que alguém exerce em nome próprio, e com a qual as coisas se transformam ou aumentam de valor, dá-lhe direito sobre os produtos do seu trabalho.” (Quadragesimo Anno, Pio XI)[48]

 

Outra atuação do governo que quebrou paradigmas, foi a nova forma de atuar para garantir o direito de propriedade para os mais pobres. Ao invés de fazer assentamentos rurais, que alimentavam movimentos de esquerda, o governo Bolsonaro optou por distribuir títulos de propriedades. Foram mais de 250 mil títulos de propriedades rurais, com redução recorde de invasão e conflitos no campo.

 

Em contraste, Fernando Henrique e Lula chegaram a ultrapassar a marca de 100 mil famílias assentadas em um único ano. Com Bolsonaro, foram menos de 5 mil famílias.

Isso libertou milhares de famílias do jugo da ideologia marxista, dando dignidade a enormes contingentes de trabalhadores rurais, além de ajudar a desmantelar o MST.

 

Governo Bolsonaro e a educação

 

Estas doutrinas que Nós de novo com a Nossa suprema autoridade solenemente declaramos e confirmamos, devem aplicar-se também a um novo sistema de socialismo prático, ainda mal conhecido, mas que se vai propagando nos meios socialistas. Propõe-se ele a formação das inteligências e dos costumes; e ainda que se faz particular amigo da infância e procura aliciá-la, abraça todas as idades e condições, para formar o homem « socialista » que há de constituir mais tarde a sociedade humana plasmada pelo ideal do socialismo. Na Nossa encíclica « Divini illius Magistri » ensinámos os princípios, em que se funda, os fins, a que se dirige a pedagogia cristã. (56) Quão contrários lhes sejam a teoria e a prática do socialismo educador, é tão claro e evidente, que é inútil insistir. Parecem, porém ignorar ou não ter na devida conta os gravíssimos e funestos perigos deste socialismo, os que não tratam de lhe resistir forte e energicamente, como o pede a gravidade das circunstâncias. É dever do Nosso múnus pastoral chamar-lhes a atenção para a gravidade e eminência do perigo: lembrem-se todos, que deste socialismo educador foi pai o liberalismo, será herdeiro legítimo o bolchevismo. (Quadragesimo Anno, Pio XI)

 

A batalha contra o socialismo ocorre fortemente no campo cultural. Isso começou a ser notado e condenado por Pio XI na Quadragesimo Anno, quando o Papa falou sobre o “Socialismo educador”.

Bolsonaro está iniciando o resgate dos estudantes, alertando para o perigo dos professores militantes, que querem implantar ideologias e posições contrárias às prescrições divinas através das escolas.

Bolsonaro é o primeiro governante brasileiro a dar atenção ao estrago feito pelo socialismo nas salas de aula e agir para mitigar esse mal.

Em um decreto simbólico, o presidente extinguiu a “Medalha Paulo Freire” e chamou o sociólogo comunista de “energúmeno”, apontando a doutrinação marxista como a principal força responsável pelo desastre educacional brasileiro[49]

Além disso, o governo abandonou as cartilhas socio construtivistas em prol de um modelo de alfabetização inspirado no chamado método natural.

Outra providência foi a aprovação do projeto homeschooling, possibilitando que pais eduquem seus filhos em casa.

 

5.3 A pandemia

 

“Como o fim a que a Igreja tende é de muito o mais nobre de todos, assim também o seu poder prevalece sobre todos os outros poderes, e de modo algum pode ser inferior ou sujeita ao poder civil. “ (Immortale Dei, Leao XIII)

“Deve o Estado deixar à Igreja plena liberdade de cumprir a sua missão divina e espiritual, para contribuir assim poderosamente para salvar os povos da terrível tormenta da hora presente. Por toda a parte se faz hoje um angustioso apelo às forças morais e espirituais; e com toda a razão, porque o mal que se deve combater é antes de tudo, considerado em sua primeira origem, um mal de natureza espiritual, e desta fonte é que brotam, por uma lógica diabólica, todas as monstruosidades do comunismo. (...) Confiamos que aqueles que dirigem os destinos das nações, por pouco que sintam o perigo extremo que ameaça hoje os povos, compreenderão cada vez melhor o supremo dever de não impedir à Igreja o cumprimento da sua missão; tanto mais que, ao cumpri-la, enquanto procura a felicidade eterna do homem trabalha também inseparavelmente pela verdadeira felicidade temporal.” (Encíclica Divinis Redemptoris, op. Cit.)

 

Bolsonaro x Perseguição religiosa

 

“Nas matérias que são de direito misto, os chefes de Estado expedem por si mesmos decretos arbitrários, e sobre esses pontos ostentam um soberbo desprezo pelas santas leis da Igreja. (...) Assim, nessa situação política que muitos favorecem hoje em dia, há uma tendência das idéias e das vontades para expulsar inteiramente a Igreja da sociedade, ou para mantê-la sujeita e acorrentada ao Estado. (...) Pretender sujeitar a Igreja ao poder civil no exercício do seu ministério é a um tempo uma grande injustiça e uma grande temeridade. (...) Do mesmo modo, cumpre admitir que, não menos que o Estado, a Igreja, por sua natureza e de pleno direito, é uma sociedade perfeita; que os depositários do poder não devem pretender escravizar e subjugar a Igreja, nem lhe diminuir a liberdade de ação na sua esfera, nem lhe tirar seja qual for dos direitos que lhe foram conferidos por Jesus Cristo.” (Encíclica Immortale Dei)

 

“Por outro lado, renovando os erros, tantas vezes condenados, dos protestantes, atrevem-se a dizer, sem vergonha nenhuma, que a suprema autoridade da Igreja e desta Sé Apostólica, que outorgou Nosso Senhor Jesus Cristo, depende em absoluto da autoridade civil; negam à própria Sé Apostólica e à Igreja todos os direitos que tem nas coisas que se referem à ordem exterior. Nem se pejam de afirmar que "as leis da Igreja não obrigam a consciência, senão se promulgada pela autoridade civil; que os documentos e os decretos dos Romanos Pontífices, até os tocantes à Igreja, necessitam da sanção e aprovação – ou pelo menos do assentimento – do poder civil; que as Constituições apostólicas – Esta pretensão é tão contrária ao dogma católico do pleno poder divinamente dado pelo próprio Cristo Nosso Senhor ao Romano Pontífice para apascentar, reger e governar a Igreja, que não há quem não o veja e entenda clara e abertamente.”[50] (Encíclica Quanta Cura)

 

Logo no início da pandemia de Covid-19 já ficaram claras algumas tendências: desrespeito total aos direitos fundamentais das pessoas; o enorme abuso de autoridade; o terrorismo e manipulação da imprensa; as diversas articulações políticas para derrubar governos não alinhados com a Nova Ordem Mundial.

Mas houve um aspecto que não ganhou tanto destaque, mas é fundamental para entender o desenrolar dos acontecimentos: a perseguição aos cristãos e a covardia dos pastores de fiéis, espalhados pelo mundo todo.

Poucos defenderam a liberdade da Igreja e sua missão fundamental de salvar almas. Como era de se esperar, até o Papa se absteve de defender o direito da Igreja.

No Brasil, houve perseguição aos cristãos e a hierarquia da Igreja Católica, covardemente consentiu em não rezar as missas. De uma hora para outra, os cristãos tinham voltados às catacumbas.

No Brasil, foi a maior perseguição enfrentada pela Igreja desde a Questão Religiosa do Império. Embora o Império fosse um estado confessional católico, o Padroado foi desvirtuado para ser uma intromissão do poder temporal no poder espiritual. Ordenações de bispos e sacerdotes foram impedidas, houve ingerência na hierarquia da Igreja e embates entre o Imperador e Bispos.

A grande diferença é que durante a Questão Religiosa, o Imperador JAMAIS tentou proibir a missa. E, claro, os sacerdotes da época tinham coragem moral para enfrentar a interferência estatal, com a ajuda do Papa.

Desde o início da pandemia, o presidente Bolsonaro defendeu que os templos religiosos ficassem abertos. Para isso, fez um decreto em março de 2020 classificando as atividades religiosas como serviços essenciais.

Com a autoridade usurpada pelo STF, Bolsonaro pouco pode fazer a não ser discursos contra os absurdos.

"Muita gente terá que dar satisfação ao seu eleitorado toma providências absurdas. Fechando shopping, tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas", disse o presidente.

O que se observava era clara invasão indevida do poder temporal em cima do poder espiritual. Entes estatais passaram a reprimir a igreja, fechando o acesso a missa, exigindo máscaras, limitando o número de pessoas na missa.

Na Páscoa de 2020, a missa foi praticamente proibida e se pode assistir pessoas sendo detidas por frequentar “missas clandestinas”. A proibição implícita dos sacramentos estava contida na sugestão de “missas virtuais”.

Para o ano de 2021, a coisa mudou um pouco. Bolsonaro havia indicado um ministro para o STF e agora poderia influir mais decisivamente na questão. E o fez.

 

“Celebrações religiosas: Min. Nunes Marques concede medida cautelar para o fim de determinar que: estados, DF e municípios se abstenham de editar ou exigir o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam a realização de celebrações religiosas presenciais.” (Jair Bolsonaro anunciando via Twitter a decisão do Ministro do Supremo)[51]

 

 

Longe de ser a melhor solução, a decisão monocrática do Ministro Nunes teve o efeito prático de devolver a liberdade à Igreja, mesmo que através de uma concessão estatal ilegítima. Isso garantiu a Páscoa de 2021.

 

O Auxílio Brasil e o Dever do Estado

“Além disso, deve o Estado pôr todo o cuidado em criar aquelas condições materiais de vida, sem as quais não pode subsistir uma sociedade ordenada, e em procurar trabalho especialmente aos pais de família e à juventude. Para esse fim induzam-se as classes ricas a que, pela urgente necessidade do bem comum, tomem sobre si aqueles encargos, sem os quais a sociedade humana não pode salvar-se, nem elas próprias poderiam encontrar salvação. Mas as providências, que o Estado toma para esse fim, devem ser tais que atinjam efetivamente os que de fato têm nas mãos os maiores capitais e continuamente os vão aumentando com grave prejuízo dos outros. (Encíclica Divinis Redemptoris, op. Cit.)

“A classe indigente, ao contrário, sem riquezas que a ponham a coberto das injustiças, conta principalmente com a proteção do Estado. Que o Estado se faça, pois, sob um particularíssimo título, a providência dos trabalhadores, que em geral pertencem à classe pobre”. (Rerum Novarum, op. Cit)

A opção do governo Bolsonaro por aumentar o nível de assistência estatal aos mais vulneráveis foi sensata, tendo-se em vista que governadores e prefeitos atentaram contra o emprego e contra a dignidade humana. Não podendo resistir politicamente aos decretos de lockdowns e quarentenas forçadas, o governo optou por remediar a situação e não abandonar os mais pobres.

 

Bolsonaro e a vacina contra o Covid

Bolsonaro travou sozinho uma batalha sorrateira, ao explicitar os riscos da vacina do Covid. Manteve sua posição de forma corajosa ao optar por não se vacinar, dando voz às dúvidas de milhões de brasileiros que estavam sendo coagidos a tomar a vacina experimental.

 

Conclusão

 

“Devem, pois, os chefes de Estado ter por santo o nome de Deus e colocar no número dos seus principais deveres favorecer a religião, protegê-la com a sua benevolência, cobri-la com a autoridade tutelar das leis, e nada estatuírem ou decidirem que seja contrário à integridade dela. E isso devem-no eles aos cidadãos de que são chefes.” (Immortale Dei, op. Cit.)

 

Durante o artigo, discorremos sobre os antecedentes da eleição de Bolsonaro, sobre as realizações de seu governo em diversos campos e sobre seus prováveis adversários na corrida eleitoral de 2022.

Nossa conclusão inescapável é de que, ainda que haja alguns aspectos reprováveis na pessoa de Bolsonaro ou em sua administração, ele é a única alternativa moralmente possível para o católico.

Seja pelo simples fato de que o consideremos como “um mal menor” face a seus adversários, seja porque reconheçamos os méritos de seu governo. De fato, o governo Bolsonaro, em vários campos, atua conforme se esperaria de um governante verdadeiramente católico. Como demonstrado, Bolsonaro atua como um chefe de Estado e governo que presta culto à Deus, algo que não ocorria no Brasil há décadas.

E, no ponto mais crucial, defendeu a liberdade da Igreja e colocou a fé como fundamental e como um “direito natural” dado por Deus, o qual nenhuma autoridade pode usurpar.

Há muitos motivos, portanto para se votar pela reeleição de Bolsonaro. Sobram motivos, sejam eles motivos morais e espirituais; seja por razões materiais – a administração da coisa pública é muito boa; seja porque os adversários de Bolsonaro são abjetos e contrários às leis da Igreja.

Portanto, respondendo à pergunta inicial “para os católicos, há motivos para reeleger Bolsonaro?” a resposta é, inequivocamente um sonoro SIM.

 


[1] Para entender mais sobre esse conceito, recomenda-se a série do Brasil Paralelo sobre o assunto, disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/originais-bp/teatro-das-tesouras

[2] A expressão foi usada pelo escritor, historiador e jornalista, João Camilo de Oliveira Torres em livro de mesmo nome, no qual discorre sobre a teoria política do Império brasileiro e faz uma síntese das raízes ideológicas e históricas da situação política do Brasil de 1822. A edição que foi consultada está disponível em: https://livraria.camara.leg.br/a-democracia-coroada

[3] Bancos públicos passaram a contabilizar os chamados IHCDs – “instrumentos híbridos de capital e dívida” – bagunçando totalmente a contabilidade das estatais, que registravam prejuízos bilionários.

[4] No 5º Congresso do PT de 2015, o PT coloca a cassação do mandato de Bolsonaro como uma das suas metas. Veja em: https://www.enfpt.org.br/wp-content/uploads/2017/09/AE-TESE-UM-PARTIDO-PARA-TEMPOS-DE-GUERRA.pdf

 

[5] Bolsonaro, historicamente, sempre se pautou pela defesa da reposição salarial dos oficiais militares e defesa do Regime de 1964. Foi assim que se lançou na política pela primeira vez como vereador, em 1991.

[6] Para mais detalhes do fenômeno, ler o artigo “Carta de Olavo de Carvalho em 2006 anunciava as discussões do brasil de hoje”. Disponível em: https://theintercept.com/2018/10/28/novo-brasil-esculpido-olavo-de-carvalho/. Apesar da retórica de esquerda, o artigo mostra a realidade.

[7] Para o “Consenso” funcionar, era preciso um sistema que suportasse crises administráveis com a manutenção do status quo, algo que começou a ficar impossível. As elites econômicas que sustentavam o projeto de poder passaram a ser largadas a própria sorte ou mesmo hostilizadas pelo partido. No caso do sistema financeiro, o PT resolveu baixar os juros via bancos públicos e desagradou os bancos, que antes obtinham lucros recordes. A intervenção em diversos setores da economia levou a quedas recordes do PIB brasileiro, além da aceleração da inflação.

[8] Em 2016, logo após o impeachment de Dilma, as eleições municipais levaram ao encolhimento fortíssimo do PT e crescimento do PSDB e dos partidos do centrão.

[10] O deputado escreveu um projeto de nova constituição, chamada “A Libertadora”, disponível em: https://constituicaolibertadora.com.br/

[14] Segundo seu próprio site, o PSDB se coloca contra essa ideia. Parece ser uma das poucas forças políticas a fazê-lo, pois sabe que, enfraquecido, o partido terá pouca relevância num novo pacto. Disponível em:https://www.psdb.org.br/acompanhe/noticias/fhc-e-bruno-araujo-rejeitam-proposta-de-nova-constituicao

[16] A definição de cláusula de barreira está disponível aqui:https://www12.senado.leg.br/noticias/glossario-legislativo/clausula-de-barreira

[17] Vem daí a expressão “tias do zap”, que descreve uma enorme rede de pessoas compartilhando conteúdo em prol da candidatura de Bolsonaro.

[18] Até houve a tentativa desesperada de eliminação física de Bolsonaro com o atentado de 6 setembro – até hoje não muito bem esclarecido - mas ele milagrosamente sobreviveu. E acirrou os ânimos em favor de sua candidatura.

[20] O ex-juiz Sérgio Moro surgiu como um herói contra corrupção no âmbito da operação Lava Jato. Por conta desse status heroico, foi convidado para participar do governo Bolsonaro como ministro da Justiça e da Segurança Pública.

[21] Por exemplo, o ministro Onyx Lorenzoni é da igreja Batista, mas foi classificado como da ala política.

[22] A Frente Parlamentar Evangélica conta com 184 membros, sendo 178 deputados e 6 senadores. Apesar do nome, nem todos são evangélicos: há 78 católicos, 3 espíritas, 1 sem religião e outros 11 que não especificados. As informações estão disponíveis em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/04/04/presenca-evangelicos-historicos-governo-bolsonaro.htm?cmpid=copiaecola

[23] Após a nova reforma ministerial decorrente das eleições – na qual diversos ministros se desincompatibilizaram para concorrer às eleições – e com a crise dos combustíveis, a ala liberal voltou a ganhar muito poder, com nomeações na Petrobras e do Ministério das Minas e Energia. 

[24] Acesse os dados do Atlas da Violência em:  https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2021/12/atlas-violencia-2021-v7.pdf. Apesar do viés desarmamentista, a publicação apresenta muitos dados fidedignos.

[32] Entrevista completa disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Mfbv9dEQ0GM

[33] Inicialmente, Eduardo Leite e João Dória, ex-governadores do Rio Grande do Sul e São Paulo respectivamente, e o ex-juiz Sergio Moro, se colocavam como adversários possíveis na corrida presidencial. Porém, suas candidaturas naufragaram por falta de apoio.

[35] Em pesquisa de 2019, o jornal o Globo mostrou que mais de 80% dos presidiários do país escolheram Haddad nas eleições de 2018. Veja em: https://oglobo.globo.com/politica/bolsonaro-ou-haddad-veja-em-quem-os-presos-brasileiros-votaram-23359518

[36] Vejam o artigo “Bandidos e Letrados” em: https://olavodecarvalho.org/bandidos-letrados/ e na reportagem da Super Interessante: https://super.abril.com.br/historia/o-pcccrime-s-a/

[37] Assista a fala de Lula sobre o movimento que o elevou ao PT: https://www.youtube.com/watch?v=efkaaNgNI_c

[41] Veja o discurso completo: https://www.youtube.com/watch?v=PV9TB9USM7Q

 

[44] As constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988 reafirmam a laicidade embora contem com o preambulo falando sobre “Deus”.  E desde a CF 1988, Deus tem sido ignorado e vilipendiado continuamente. É bom lembrar que a CF 1988 define que “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente”, algo totalmente oposto à doutrina católica.

 

[45]  É verdade que houve alguns episódios nos quais o Estado brasileiro fez reverencias à Igreja, como na Lei que instituiu o feriado de 12 outubro em honra a Padroeira Nossa senhora de Aparecida, em 1980, logo após a visita de Joao Paulo II à Basílica de Aparecida. Ou mesmo antes, quando em agosto de 1967, a Padroeira ganhou o título de Generalíssima do Exército Brasileiro. Mas em geral, essas manifestações tem mais um enfoque da cultura popular do que propriamente um motivo religioso.

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