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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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25 de janeiro: Conversão de São Paulo Apóstolo

25 de janeiro
     
« É este um vaso de eleição para levar o meu nome diante das gentes » (At 9, 15)
     
I. — De que espécie de vaso foi o bem-aventurado Paulo, diz-nos a Escritura: « Como um vaso de ouro maciço, ornado de toda a casta de pedras preciosas » (Ecle 50, 10). Foi um vaso de ouro pelo fulgor da sabedoria: « E o ouro deste país é ótimo » (Gn 2, 12). Foi um vaso maciço pela virtude da caridade. É o próprio Apóstolo quem diz: « Porque eu estou certo que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem a força, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus » (Rm 8, 38-39). Finalmente, foi um vaso ornado de toda a casta de pedras preciosas, isto é, ornado com todas as virtudes.

De que espécie de vaso foi o bem-aventurado Paulo, diz-nos também suas obras. Com efeito, ensinou os mistérios da excelentíssima divindade, que são próprios da sabedoria; louvou do modo mais excelente a caridade; instruiu os homens sobre as diversas virtudes.
   
II. — É próprio dos vasos que sejam cheios de algum líquido. Encontra-se uma certa diversidade entre os vasos, pois alguns são de vinho, outros de óleo e assim por diante; ora, assim como os vasos, os homens são enchidos com graças diversas. 
   
Ora, este vaso de que tratamos aqui foi cumulado com um licor precioso: o nome de Cristo, sobre o qual diz a Escritura: « O teu nome é como o óleo derramado » (Ct 1, 2). É por isso que diz o trecho da Escritura citado acima: « ... para levar o meu nome ». De fato, Paulo parece ter sido todo cheio deste nome, pois teve-o no entendimento, cf. « Julguei não devia saber coisa alguma entre vós senão a Jesus Cristo, e este crucificado » (1 Cor 2, 2); teve-o no amor, cf. « Quem nos separará, pois, do amor de Cristo? » (Rm 8, 35); teve-o igualmente em todos os momentos de sua vida, cf. « já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim » (Gl 2, 20).
   
III. — Quanto ao uso, deve-se considerar que todo vaso tem uma destinação: uns têm um destino mais honrável; outros, um mais vil. Este, porém, teve um destino nobre, pois foi o vaso que portou o divino nome: « ... para levar o meu nome ». 
    
Ora, o bem-aventurado Paulo levou o nome do Cristo:
   
1. No corpo, imitando a vida e paixão de Cristo. « trago no meu corpo os estigmas do Senhor Jesus » (Gl 6, 17).
   
2. Nos lábios; nas suas epístolas, repete freqüentemente o nome de Cristo, pois a boca fala do que abunda no coração. Por isso, pode ser representado pela pomba: « a qual voltou a ele pela tarde, trazendo no bico um ramo de oliveira com as folhas verdes. » (Gn 8, 11). A Oliva significa a misericórdia; em conformidade a isso, o ramo de oliveira simboliza o nome de Jesus, que também significa misericórdia: « porás nele o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo » (Mt 1, 21). Ora, este ramo de folhas verdes Paulo o trouxe à arca, isto é, à Igreja, quando, demonstrando a graça e a misericórdia de Cristo, exprimiu muitas vezes o significado e poder de seu nome.
   
IV. — Quanto ao fruto. Alguns homens são como vasos inúteis, por causa do pecado ou do erro. Mas o bem-aventurado Paulo foi isento do pecado e do erro e, por isso, foi um útil vaso de eleição. E a utilidade ou fruto deste vaso está expressa na passagem: « para levar o meu nome diante das gentes »    
     
In Prolog. ad Rom.
  
 (P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)

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