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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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19 de janeiro: Cristo não devia levar uma vida austera

19 de janeiro
   
« Veio o Filho do homem, que come e bebe » (Mt 9, 19)
  
Convinha ao fim da encarnação que Cristo não levasse uma vida solitária, mas que convivesse com os outros. Ora, é de toda a conveniência que aquele que convive com outros a eles se conforme em seu modo de viver, como diz o Apóstolo: « Fiz-me tudo para todos » (1 Cor 9, 22). Portanto, foi de toda a conveniência que, no comer e beber, Cristo agisse como os demais.
   
Ora, deve-se dizer que, em seu modo de viver, o Senhor deu exemplo de perfeição em tudo o que propriamente diz respeito à salvação. Ora, a abstinência de alimento e bebida não diz respeito propriamente à salvação, como diz a Carta aos Romanos: « Porque o reino de Deus não é comida nem bebida » (14, 17).
  
Explicando o Evangelho de Mateus « A Sabedoria revelou-se justa pelos seus filhos » (11, 18), Agostinho diz que os santos Apóstolos « entenderam que o reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas em levar as situações com igualdade de ânimo, sem se exaltar na abundância, nem abater na indigência.» E na Doutrina Cristã, diz Agostinho que a culpa está não no uso das coisas, mas na ganância da pessoa. tanto a vida solitária, como a comum são lícitas e louváveis; tanto o guardar a abstinência longe do convívio das pessoas, como levar uma vida comum entre os demais. Portanto, o Senhor quis dar à todos o exemplo dos dois modos de viver.  
  
Deve-se dizer, como Crisóstomo comentando o Evangelho de Mateus: « Para que saibas quão grande bem é o jejum e quão bom escudo é contra o diabo, e para que aprendas que, depois do batismo, é preciso dedicar-se não à lascívia, mas ao jejum, Cristo jejuou, não porque precisasse, mas para nos instruir. Porém não prolongou o jejum mais do que Moisés e Elias para não desacreditar a sua encarnação ». 
   
Não foi, porém, inadequado que Cristo, após o jejum e o deserto, voltasse a uma vida comum. De fato, convém à vida que alguém transmita aos outros o que contemplou, e esta dizemos que Cristo assumiu, de modo que primeiro se dê à contemplação e depois venha a público convivendo com os demais. Por isso diz Beda, comentando o Evangelho de Marcos: « Cristo jejuou para que não te esquivasses ao preceito e comeu com os pecadores para que, percebendo a graça, reconhecesses o poder».
  
(III q. XL, a. 2)
  
 (P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)

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