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Revolução Francesa (4)

As três revoluções

O ano de 1968 ficará na História, sem dúvida alguma, como um marco tão significativo quanto o foi o de 1789 ou o de 1917. Três revoluções se sucederam no período da história da Igreja que se estendeu do século XVI ao século XX. Foi o período da apostasia das nações. Começou na Renascença e na Reforma e continuou na Revolução, cujo sentido profundo cada dia melhor conhecemos. A ação satânica desenvolve-se no correr dos séculos e tudo se passa como se houvesse uma revelação progressiva do mal, revelação progressiva no processo político econômico, familiar, cultural e, finalmente, espiritual da grande recusa, do “Non serviam”.

Consequências da Revolução Francesa

A revolução foi uma ruptura em todos os domínios.
 
Primeiramente, no domínio político: depois de mil anos de estabilidade na França, começou o reinado da instabilidade, isto é, a sucessão de regimes, de repúblicas, de governos, de partidos. Desde 1789, a França anda à busca de uma legitimidade. O assassinato do rei Luiz XVI, crime premeditado, crime deliberado bem antes do processo que lhe foi intentado, como mostra um recente livro de Madame Coursac, revestiu-se de uma significação profunda: foi um parricídio.

O caráter religioso da Vandéia

 

Os historiadores atuais não se interessam mais pelo caráter religioso da Vandéia. Ou bem não falam, ou se falam, é apenas como uma lembrança1. Contudo, a simples menção não basta. Deve-se tentar compreender a espiritualidade dos vandeianos. Deve-se tentar também definir a relação entre a religião e o combate contra a revolução.

 

  1. 1. Eles tratam, é claro, da questão dos padres refratários, mas nunca da religião em si. Por exemplo, não se fala uma palavra sequer sobre o tema nas várias obras de M. Reynald Sécher, nem nas atas do colóquio Les résistentes à la Révolution (Imago, Paris, 1987); quanto ao colóquio La Vendée dans l’histoire (La Roche-sur-Yon, 22-25 de abril de 1993) – colóquio internacional contendo dezenas e dezenas de comunicações – a religião não estava sequer no programa.

As mártires de Compiègne

[Nota da Permanência] O texto que se vai ler foi tirado do apêndice histórico da edição brasileira da obra de Gertrud von le Fort (A Última ao Cadafalso, trad. de Roberto Furquim, Quadrante, São Paulo, 1998), e tem por base o livro de Bruno de Jesus Maria, O.C.D, Le Sang du Carmel ou la véritable passion des seize carmelites de Compiègne, Plon, Paris, 1954 e o informe do Secretariatus pro monialibus, Curia Generalis O.C.D., As Bem-aventuradas mártires de Compiègne, Roma, S.d. As citações entre aspas, exceto quando é indicado o contrário, provêm dos manuscritos da Irmã Maria da Encarnação. 

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