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Índice temático

O mundo perverso

Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro ele Me odiou. Se vós lhe pertencêsseis o mundo vos amaria, como ama os que são seus; mas vós não sois do mundo, fui Eu que vos apartei do mundo, e é por isso que ele vos odeia”.

 

(Jo 15, 18; Mat 10, 22; Mc 13, 13; lc 6,22; Jo 17, 14; Jo 3, 13; 17, 14-16; IJo 4, 5; 13, 16; Mat 10, 24; Lc 6, 40).

 

Meditações sobre a ruína do mundo

Qual será a causa profunda da doença mortal que corrói a civilização e que, por derrisão depois da leitura da página de Ibsen no artigo de quinta-feira, poderíamos chamar de fé na mentira vital?

A civilização do prazer

Qualquer pessoa medianamente dotada e ainda não dopada pelo imperativo de um otimismo que é julgado hoje virtude máxima, e máxima lucidez, qualquer pessoa, em suma, que ainda não esteja possessa pelo Sistema, já percebeu que vive dentro de uma decomposição civilizacional cuja característica principal é a de um furioso hedonismo.

O problema do lazer

É este o mais curioso, e talvez o mais significativo dos problemas sociais de nossos tempos. O que fazer do saldo disponível de horas? Como vadiar? Psicólogos, economistas, políticos e sociólogos americanos já prevêem que o crescente desenvolvimento técnico trará, inevitavelmente, uma dilatação do ócio; e já se preocupam com tal perspectiva, pois parece admitido por todos que os mesmos homens que sabem fazer bombas e satélites, não sabem o que fazer de si mesmos nas horas de folga. Arma-se então "o problema do lazer".

Fora da realidade

— Mamãe, você está fora da realidade!... exclamou com admiração e carinho a boa filha que ainda entretém sentimentos afetuosos por sua mãe, mas não esconde o pasmo que lhe causa seu espantoso alheamento às “realidades”.

 

Os trinta risos do moribundo

 

Estivesse eu em artigo de morte, como o religioso Padre Manuel Bernardes, teria trinta e não apenas três razões de rir-me apiedado dos que acaso cercassem com lágrimas o meu leito derradeiro. E não precisaria para tais tristes risos invocar as mais altas alegrias da Esperança divina, nem lembrar-me dos grandes místicos que souberam dizer “muero por que no muero”. Poderia rir-me a primeira vez, a segunda, a terceira, a quarta, a décima, e talvez mais, em sinal de agradecimento pelas largas e claras alegrias idas e vividas, mas ainda retidas na lembrança, sim, em sinal de agradecimento, pelo mundo que ainda alcancei, pela água não clorada que bebi, pelo ar virginal que ainda cheguei a tempo de sorver e por muito mais coisas no céu, na terra e no mar, cujos merecidíssimos elogios não caberiam em todos os livros que em vão se escrevem para dizer mal das coisas boas, ou dizer bem das coisas más. Em vão chamaria mais papel, meu tão certo secretário de queixumes que sempre ando fazendo, porque todo o papel do mundo seria pouco para conter o extenso ou mesmo resumido o mérito do mundo. Como poderia eu exprimir as claras manhãs em que a gente acorda feliz sem nenhuma razão a não ser a razão essencial de estar, de ser, de acordar, de viver? Como poderia eu exprimir o prazer castíssimo dos músculos que vivem a dançar de alegria na cercadura dos corpos moços? E como exprimir a quase interminável mocidade que tanto tempo se alongou? Em que capítulo contaria o gosto que dão as gotas d’água que correm pela pele, e o gosto mais fino que dão as estrelas, gotas do céu, que correm pelos olhos como que no sentido inverso do correr das lágrimas? E a alegria calma e profunda das longas conversas amigas, como poderia contá-las sem transformá-las em penoso sentimento de perdê-las. Rindo-me num breve riso de despedida agradecida posso evocá-las sem contá-las e sem perdê-las. E nestas considerações já dou conta dos dez primeiros risos.

A pátria

A idéia de pátria e a correlata de patriotismo vêm sendo sabotadas, há séculos, pelas correntes históricas que nas últimas décadas formam o enorme estuário de equívocos que constituem o néctar, o uísque escocês dos “intelectuais” das chamadas esquerdas.

Maria, a nova Eva

Dizemos tudo o que é preciso, ao menos em substância, em relação a Nossa Senhora, quando pronunciamos as duas primeiras invocações da Ladainha: Santa Mãe de Deus, Santa Virgem das Virgens. As palavras Mãe de Deus designam a dignidade única da maternidade divina que situa Nossa Senhora imediatamente depois do Verbo encarnado, seu próprio Filho, acima portanto, de todos os bem-aventurados e de todos os anjos. A precisão Santa, posta antes de Mãe de Deus, nos adverte que Maria foi dignamente preparada para sua missão por uma plenitude de graças e de santidade; que ela preencheu dignamente esta missão com toda consciência e caridade e que fez sua vontade de redenção que lhe manifestara seu Filho desde a visita do arcanjo.

Arcebispo de ferro, arcebispo de lã

A VIDA E A PERSONALIDADE DE MONS. MARCEL LEFEBVRE

 

Por Dom Bernard Tissier de Mallerais

 

A conferência que transcrevemos a seguir foi dada por Dom Bernard Tissier de Mallerais, um dos quatro bispos da Fraternidade S. Pio X, quando de sua passagem pela nossa Capela de N. Sra da Conceição, em Niterói, R.J., em dezembro de 2003. Dom Tissier é autor da mais completa biografia da vida de Dom Marcel Lefebvre, que foi editada em 2002 pelas Edições Clovis (França), contendo mais de 700 páginas

Um Berço Digno do Filho de Deus

Na torre da nossa igreja não temos ainda nenhum sino. No entanto eu os ouço tocar. Lá dentro, no santuário uma imagem de Nossa Senhora muito maior, muito mais rica do que merecemos lembra-nos todos os dias que tudo devemos a ela, que tudo começou num já longínquo 8 de dezembro de 1991, na primeira missa que celebramos em Niterói ainda num salão de festas de um prédio.

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