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Índice temático

A tradição contra o Concílio

O título de minha conferência é o mesmo de meu estudo de 1989, em que explico a “revolução” (o 1789 da Igreja, conforme a expressão do pe. Congar. O.P.) que os neo-modernistas quiseram empreender no Concílio “pastoral” dos papas Roncalli (João XXIII) e Montini (Paulo VI), entre 1960 e 1965, exatamente como um grande teólogo jesuíta, o card. Ludovico Billot, predissera a Pio XI em 1923: “não é preciso nem dizer que não conseguirão” , acrescentava o card. Billot, “mas veremos dias tão tristes quanto os dias finais do pontificado de Leão XIII e os iniciais do de Pio X”. Quando o papa Roncalli, pouco após sua eleição (outubro de 1958), anunciou subitamente a convocação de um Concílio Ecumênico (25 de maio de 1959), os neo-modernistas já estavam preparados (os piores inimigos da Igreja, no dizer do card. Billot, que conhecia bem suas intrigas).
 

A Missa do Padre Pio

[Nota de Dom Lourenço] Recebi esta entrevista do Padre Pio e não pude deixar de publicá-la, tamanha a grandeza do que ele viveu nessas missas que se tornaram famosas em todo o mundo. Que nossos fiéis e leitores amigos possam tirar dessas palavras um caminho para melhor assistir a sua missa. Queria acrescentar aqui um pequeno comentário: Onde fica, depois de se ler esta pungente entrevista, a missa alegrinha dos carismáticos? Que distância entre esta descrição de um verdadeiro Sacrifício realizado no altar, e os shows mundanos, sentimentais e mediáticos dessa nova religião de Vaticano II.

3ª Carta do pároco aos fiéis sobre a decisão de não mais celebrar a missa segundo o Novus Ordo

[Nota da Permanência] Gostaria de marcar a leitura da Terceira Carta do Pe. Louis Demornex, dizendo que além de ser uma análise clara sobre a Santa Missa, traz também um testemunho impressionante sobre o falso ecumenismo.

2ª Carta do pároco aos fiéis sobre a decisão de não mais celebrar segundo o Novus Ordo

Reflexões e comparações entre as duas Missas

1ª Carta do pároco aos fiéis sobre a decisão de não mais celebrar a missa segundo o Novus Ordo

[Nota da Permanência] O Padre Louis Demornex é Pároco de Fontanaradina di Sessa Aurunca, na provincia di Caserta, Itália. Ao comunicar ao seu bispo sua decisão, recebeu repreensões e sanções. Foi afastado da paróquia. Mais tarde foi reintegrado, mas seu caso ainda está em "julgamento". Coisas da "Outra", como Corção gostava de chamar a nova Igreja de Vaticano II. Enquanto isso, o carnaval ecumênico de Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria, ou os shows do Pe. Marcelo não precisam de "julgamento", pois fazem parte dos seus ritos. 

As cartas foram colhidas no site italiano Inter multiplices una vox

 

Por Cristo, com Cristo, em Cristo

“Regi saeculorum immortali et invisibili soli Deo honor et
gloria in saecula saeculorum, amem” (Ofício de Matinas).
 
“Tudo aquilo que nos torna dignos de ser amados aos olhos de Deus nos vem d’Ele mesmo e só nos pode ser dado por seu amor soberanamente livre e gratuito. Digno de ser amado é o Bem, e nenhum bem, seja de que natureza for, pode vir senão da Bondade essencial, fonte de todo bem. De toda a eternidade Deus ama necessariamente esta Bondade infinita que é Ele mesmo, nela encontra sua beatitude essencial. Ele não tinha nenhuma necessidade de nos criar, porque Ele não é maior, nem mais feliz, nem mais sábio por ter criado o universo (ver S. Tomás, 1, q. 19, a. 3). Mas Deus quis manifestar sua bondade livremente, fazer-nos participar das riquezas que estão n’Ele. Ele quis raiar, como o sol; como o rouxinol enche o ar com seu canto, assim quis Ele cantar para fora de Si mesmo, para outras inteligências e outras vidas, suas perfeições infinitas. ‘Coeli ennarant gloriam Dei.’ O amor de Deus é criador: longe de supor que são dignos de ser amados os seres que Ele ama, Deus cria neles a amabilidade por um bem-querer puro, soberanamente livre e gratuito (I. q. 20, a. 3). É por este amor gratuito que Deus nos deu a existência, a vida do corpo, a vida da alma espiritual e imortal; é por amor que Ele no-las conserva livremente, que nos dá a cada instante o socorro indispensável para que possamos fazer os atos de inteligência e vontade indispensáveis à conquista da verdade e do bem. Mesmo aquilo que parece ser exclusivamente nosso, a livre determinação pela qual escolhemos o bem de preferência ao mal, mesmo isso nos vem dele. De nós, com exclusividade, provém apenas a desordem, a fraqueza que se mistura freqüentemente a nossos atos e que exige apenas uma causa deficiente (I, IIa., q. 79, a. 1 e 2). Mas, quando escolhemos o bem, é Deus, causa primeira, inteligência primeira, primeira liberdade e fonte de todo o bem, que no-lo faz escolher vitalmente e livremente (ver  I, q. 19, a. 8 e também q. 83, a. 1, dif. 3). Deus é mais intimo a nós do que nós mesmos. Se retirássemos de nossa vida, de nossos atos tudo aquilo que provém dele, no mais estrito rigor das palavras não sobraria absolutamente nada. Este é o fundamento da virtude cristã da humildade: o dogma da criação ex nihilo e o da necessidade da graça para o menor ato de salvação. Assim, Deus nos amou de toda a eternidade e manifestou este amor no instante da criação, instante que se renova pela criação quotidiana de almas, que se renovou pela criação de nossa alma individual, a qual Deus conserva livremente neste minuto presente, depois de ter criado. Por amor Ele deu, originariamente, a vida natural ao primeiro homem, que no-la devia transmitir; mas Ele lhe deu também, por um amor ainda mais gratuito, a vida da graça, que ultrapassa sem medida a vida natural da alma e a dos anjos mais perfeitos, porque ela é uma participação na vida divina propriamente dita. Ele deu ao primeiro homem, para no-la transmitir, a semente da vida eterna, que consiste em contemplar a Deus como Ele se contempla e a amá-lo como Ele se ama. Esta graça santificante, semente da glória, o primeiro homem perdeu-a, para si e para nós (Concílio de Trento, ses. V, Denziger 789), do mesmo modo que a havia recebido para si e para nós (I, q. 95 e q. 1 00 e I, II, q. 81).”
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Defendamos nossos critérios católicos

A revista espanhola “CRISTANDAD” — número 548 — publica interessante editorial sob o título “DIREITOS HUMANOS e DESPREZO PELO HOMEM”. Chamamo-lo interessante porque em muitos aspectos nos agradou pondo em boa linguagem, simples e concisa, idéias com as quais comungamos. Por exemplo, diz na sua introdução:

A História do Brasil é mais rica do que parece

O péssimo nível cultural dos nossos centros de ensino (compreenda-se: péssimo nível, em primeiro lugar, dos professores) em geral não permite que os feitos de nossos antepassados sejam mostrados aos meninos brasileiros em toda a sua verdadeira grandeza. Justamente por falta de critério (principalmente por inadequado critério de valor) a beleza de nosso passado não se desvenda de modo feliz aos olhos dos brasileiros — adultos ou crianças. Não por culpa dos fatos. Não por falta de heróis.

Para aqueles que não tem missas

Nossa angústia permanece por nossos filhos e amigos, exilados de centros tradicionalistas nos quais a missa tradicional é preservada; aqueles que são obrigados por circunstâncias várias a viver longe de padres tradicionalistas e de sacramentos; nossa angústia perene por milhões de fiéis católicos (ou já ex-católicos) que perderam há muitos anos contato com ambientes de fé e sacramentos preservados, sobretudo pela observância tradicional, por padres formados como sempre o foram pela Igreja Católica, idêntica a si mesma pelos séculos afora, essa angústia que nos acompanha sempre, filhos enjeitados por hierarcas furiosamente obstinados contra nós, levou-nos à surpreendente observação relativa às palavras de Nossa Senhora em Fátima como relata Irmã Lúcia, em entrevista, ao Padre Fuentes conforme relato publicado no “O Cruzado de Fátima” (versão em inglês) de Fevereiro/Abril de 1986:

A vida familiar de pequeno-burgueses

O jornal “O Catolicismo” teve idéia feliz de nos lembrar, arrostando as antipatias de esquerdistas, que o ideal cristão (católico) de vida na terra deveria eleger um modo de viver modesto, pacífico, um ambiente de recado e calma felicidade, como se pode, às vezes, descobrir na vida familiar dos simples. Procuraram discernir este modo de viver nos quadros de vida doméstica da Holanda antiga que Vermeer pintou tomados como exemplo visual. E em três desses quadros, assim escolhidos e publicados como exemplos, mostram-nos a paz risonha, o ambiente acolhedor, cheio de sinais de simplicidade e recolhimento, de naturalidade, calma e aconchego, como diz o jornal que citamos. Eis a descrição que fazem de um dos quadros:

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