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Índice temático

A vida de Cristo em nós, enquanto Cabeça da Igreja - seu aspecto espiritual

Trataremos:
  
1. O Testemunho de Cristo e de São Paulo
2. Que é, em linhas gerais, a vida de Cristo em nós;
3. Conseqüências práticas e aplicação às diversas virtudes em particular.
 

Os direitos divinos que Jesus se atribuiu

Jesus se atribuiu os sete principais privilégios que só podem pertencer a Deus.
 

A força e a ternura do amor do Salvador

Das alturas da visão de Deus, o amor de Cristo desce em nossas almas e, nesse amor de Jesus por nós, encontramos, unidas, características tão diferentes: a mais profunda ternura e a força mais heróica.
 
A terna misericórdia do Salvador para com as almas não se desmente em nenhum instante, apesar de todas as ingratidões, contradições e ódios que Ele encontrou em Seu caminho.

As profecias de Isaías sobre o Salvador

É sobretudo Isaías que, em sua grande profecia, descreve a natividade do Messias, seus atributos divinos, seu reino universal, seu sacrifício que salva todos os povos e seu triunfo.
 
Inicialmente, a natividade: "Pois por isso o mesmo Senhor vos dará este sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emmanuel (VII, 14). Este texto isolado já seria surpreendente, mas ainda permanece obscuro. Trata-se de que Virgem? Isso torna-se mais preciso quando o nome Emmanuel é explicitamente determinado no capítulo seguinte (VIII, 8, 10) onde Emmanuel designa o Senhor, o Messias, "Deus conosco". Também o evangelista S. Mateus (I, 23) e com ele toda a tradição católica, entende por Virgem, neste texto de Isaías, a Virgem Maria e por Emmanuel, o Verbo encarnado, o Filho de Deus feito homem, verdadeiramente Deus conosco [1]. São Mateus, I, 21, mostrará como a revelação feita a José antes do nascimento de Jesus é a coroação da profecia de que falamos: "O anjo do Senhor apareceu em sonhos a José dizendo: "José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi concebido é (obra) do Espírito Santo. E dará à luz um filho ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Ora, acrescenta São Mateus, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo Profeta: "Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e ele será chamado Emmanuel", isto é, observa S. Mateus, "Deus conosco".
 

A Santíssima Trindade e o dom de si

Invocamos a Santíssima Trindade cada vez que fazemos o sinal da cruz, que dizemos o Glória, o Credo. Estas são as primeiras palavras religiosas que são pronunciadas sobre nós ao batismo, estas serão as derradeiras que nos prepararão para passar à vida eterna.
 

O fim, os meios e a execução

 

Muitos erros práticos na vida espiritual provêm do fato de esquecermos de considerar que em tudo é preciso primeiramente querer o fim e que este fim só se realiza ou se obtém em último lugar. Como diz muitas vezes Santo Tomás: “o fim é o primeiro na ordem da intenção e último na ordem da execução” (Ia. IIae., q. 1, a. 4). O doente quer a saúde mais do que os remédios mas só após empregar os remédios é que recobra a saúde desejada. O arquiteto concebe a Igreja que quer construir em toda sua altura mas ele tem, evidentemente, que começar pelas fundações e não pelas abóbadas. Na ordem material, só os loucos é que se afastam deste bom senso elementar. Mas na ordem espiritual é fácil se afastar dele sem se notar. Muitos parecem querer começar pelas abóbadas e flechas e não pelos alicerces, a construção do edifício espiritual ou, para empregar outra imagem, parecem querer voar sem ter asas.
 
Desejaríamos recordar neste artigo qual é o alcance do princípio que acabamos de lembrar, para o itinerário espiritual. Será este um modo de completar praticamente o que muitas vezes dissemos sobre o caminho normal da santidade onde é preciso, contrariamente aos quietistas, evitar tanto a presunção como a preguiça espiritual, não avançando nem muito cedo nem muito tarde mas, como deseja o Senhor, fortiter e suaviter.
 

Centenário de Mozart

A 27 de janeiro de 1756 — faz hoje duzentos anos — nascia em Salzburgo, de uma pequena e modesta família, o menino que teria na certidão de batismo o nome de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart. Nasceu numa casa onde se vivia da música. Aos três anos de idade, como se houvesse diligência de bem aproveitar os poucos que a sorte lhe reservava, manifesta os primeiros sinais de vivo interesse pelas lições de cravo de sua irmã.

Wolfgang Amadeus Mozart

Autores há que num pequeno fragmento de obra, página incompleta ou melodia esboçada, são logo reconhecidos e até saboreados, como se a alma deles estivesse toda a palpitar naquela simples amostra.

 

Um testemunho precioso

Esteve recentemente no Brasil Mgr. Marcel Lefèbvre, bispo francês que está realizando na Suíça uma experiência deveras extraordinária e extraordinariamente simples. Dom Lefèbvre fundou e dirige um seminário tradicional, um seminário católico, onde entre outras restaurações essenciais celebra a missa católica canonizada por Pio V, e assim prepara para amanhã padres isentos, tanto quanto possível, das deformações de nosso tempo.

A necessidade de explicar tudo

Nas primeiras linhas da entrevista ao Figaro, por Dom Marcel Lefebvre, publicada quinta-feira última nestas colunas, lemos aflitos que Dom Lefebvre acha necessário explicar que a Igreja de Cristo é uma realidade sobrenatural, uma sociedade mística. Porque me afligi? Por ver que no meio do tormentoso processo criado em torno do Bispo que só deseja continuar o que sempre fez na Igreja, o entrevistado tem de começar pelos mais elementares ensinamentos de catecismo.

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