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Gustavo Corção (172)

Estamos no século XX

Parte II - Capítulo I de “O Século do Nada”
 
 
ESTAMOS NO SÉCULO XX
 
 
 
"Não! não é por pessimismo e desespero que eu recuso o mundo moderno;
eu o recuso com todas as forças da minha Esperança
". Georges Bernanos, 1946.
 
"Nunca se dirá tudo das covardias que nossos franceses praticaram e praticarão
pelo medo de não parecerem bastante à esquerda
". Charles Péguy

Um estudo sobre o monaquismo

I - A FISIONOMIA DO MONGE

 

1. Si vis perfectus esse...

 

Em Mateus (XIX, 16-22), lemos a primeira definição do monge: “E eis que alguém, abordando-o, disse: Mestre, que devo eu fazer de bom para ter a vida eterna? E ele lhe diz: Por que me interrogas sobre o que é bom? Um só é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos. E ele lhe diz: Quais? Jesus responde: São estes: não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não pronunciarás falso testemunho, honrarás pai e mãe, e amarás o próximo como a ti mesmo. Diz-lhe o moço: Observei-os todos, que me falta ainda? Jesus lhe diz: Se queres ser perfeito, vai, vende o que possuis, dá tudo aos pobres, e terás um tesouro nos céus: depois vem, e segue-me. Quando ouviu estas palavras, o moço afastou-se contristado porque era muito rico”.

 

Curso de Religião

O texto deste "Curso de Religião", que aqui apresentamos com exclusividade, Corção deixou inacabado, embora o tenha continuado verbalmente em suas aulas em nossa sede. O leitor que quiser prosseguir com os estudos, contudo, não se verá prejudicado se, com o auxílio de bons livros, prosseguir do ponto em que este texto termina.

A visibilidade da Igreja

1. Vamos hoje nos deter na palavra visível de nossa primeira e aproximada definição da Igreja, isto é, vamos explorar mais em profundidade o conteúdo daquele termo, como se nele aplicássemos uma lente que não só amplia como também revela a riqueza de detalhes, de conseqüências e de aplicações que nos havia escapado em nossa primeira aproximação.

 

A desfiguração do Natal

HISTORIANDO UMA HISTÓRIA
— A DESFIGURAÇÃO DO NATAL —
 
A OPINIÃO pública acompanhou com grande interesse as peripécias do caso surgido entre o escritor Gustavo Corção, a revista "Manchete" e o matutino carioca "Jornal do Brasil. Naturalmente variaram os juízos, motivados ora pela desinformação, ora pelos preconceitos, ora pela inciência.

Crítica à crítica da civilização científica

Recebi, de uns amigos em São Paulo, um número do "Boletim da Santa Casa" em que estava assinalado, para minha atenção, um longo artigo do sr. Paulo de Almeida Toledo, intitulado "Crítica da Civilização Científica". Li-o rapidamente, para ter uma primeira impressão do tom e das posições do autor. Julguei ter lido mal, porque não logrei atinar com o que procurava. Li novamente, agora devagar, com máxima atenção e tomando notas. E cheguei ao termo dessa segunda leitura com a mesma perplexidade.

 

Estudo sobre Santa Catarina de Sena

PRIMEIRA PARTE: OS PARADOXOS DA SANTIDADE
 
I — O AMOR E O ODIO.
No dia da festa de Santa Catarina de Sena, ouvimos no intróito da missa estas palavras que convêm à nossa santa de modo admirável: Dilexisti justitiam et odisti iniquitatem.

L'amor che muove il sole e l’altre stelle

O presente texto é parte de uma longa polêmica contra o filósofo Euryalo Cannabrava, que então publicara alguns artigos atacando a filosofia tomista. A tese a que alude Gustavo Corção é a que levaria o sr. Euryalo à cátedra de filosofia do Pedro II. 

Mauriac e seus críticos

Há alguns meses Otto Maria Carpeaux publicou no livro "Origens e Fins" um ensaio intitulado "Mauriac?". O presente estudo pretende responder àquela interrogativa, procurando, ao mesmo tempo, organizar e arrumar o que o ensaísta deixou em erro e desordem ao longo de 13 páginas. Devo notar que nesse meio tempo esse autor tem sido atacado de um modo quase sempre injusto e mesquinho. De todos os desvãos literários surgiram libelos, ironias, sarcasmos e injúrias contra o mesmo Carpeaux que poucos meses atrás desfrutava confortavelmente as inalações dos incensos em que nossa crítica é por vezes desperdiçada. Agora tornou-se alvo dos pequeninos dardos de papel com que alguns publicistas cruzam nossos ares intelectuais.

Do cientificismo às sociétés de pensée

O Cientificismo
Com o objetivo de apontar, na bacia hidrográfica a que nos referimos atrás, os principais afluentes que convergem todos na caudalosa Revolução que faz de nosso século um estuário de contestações e recusas, comecemos por este “ismo” que, no livro anteriormente citado (Dois Amores, Duas Cidades, Agir, 1967), foi apontado como uma das primeiras conseqüências da poluição nominalista. Cremos que vale a pena transcrever algumas linhas dessa obra:

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